quarta-feira, 31 de julho de 2013

A ilusão de liberdade


A liberdade é um dos valores mais valiosos para os seres humanos e pela liberdade já foram travadas grandes batalhas entre nações, assim como também foram e são travadas diariamente batalhas na vida de todos nós, em prole da nossa liberdade.

No entanto essa liberdade que tanto apreciamos é resultado da grande ilusão sobre quem somos, sobre a nossa relação com a realidade e com as outras pessoas. Para procurar a liberdade, para lutar por ela, pressupõe que ela não existe à partida, que é algo que não temos, ou quando a temos podemos deixar de a ter a qualquer momento.

E assim será se aceitarmos, se acreditarmos que somos esta personalidade que existe separada de tudo o resto, que é representada por essa ideia limitada de nós, que é o ego; o ego sim faz-nos lutar por uma liberdade que não temos e faz isso associando essa liberdade a bens materiais, a dependências de terceiras pessoas para sermos felizes.

O ego faz-nos agir numa busca constante por algo que está sempre distante, ainda que ao nosso alcance, por forma a permanecermos num processo de "busca mas não encontres" que nos ilude e afasta de conhecer a verdade sobre quem somos, sobre a nossa real natureza. 

E assim será enquanto acreditarmos que somos apenas um corpo/personalidade e que habitamos um mundo hostil, que requer a nossa atenção permanente numa luta pela sobrevivência, onde somos nós ou os outros. De facto isso é real se acreditarmos nisso, se for essa a nossa crença e a forma como se perpetua essa crença é o foco da nossa atenção no mundo externo, nessa ideia de separação entre aquilo que julgamos ser e aquilo que julgamos que os outros são.

Tudo isso é apenas uma história que nos habituamos a crer ser a nossa, mas que existe apenas na nossa mente, numa parte limitada da nossa mente e para despertar desses limites basta uma mudança de perceção, onde tomamos consciência que observamos esses limites ilusórios da parte exterior dos mesmos acreditando que estamos na parte interior dos mesmos.

A nossa essência é ilimitada, não tem barreiras de nenhum tipo, logo a ideia de liberdade é apenas uma ilusão, pois o que nunca esteve preso, o que nunca esteve limitada, condicionada, não necessita de liberdade, apenas lhe basta ser como é, ciente daquilo que é, em todas as suas manifestações.

Todos os limites que enquanto humanos aceitamos ter existem apenas como ideias, como pensamentos e que depois se projetam na nossa realidade, os pensamentos são criadores quando assim o permitimos, o pensamento surge antes da forma, do material, mas nós somos o espaço ilimitado onde ocorrem esses pensamentos, mas não somos esses pensamentos.

Observe apenas os pensamentos, sem se apegar a nenhum e deixe-os partir, comece a dedicar a sua atenção ao espaço que surge entre pensamentos e estará mais perto de se conhecer melhor.

segunda-feira, 29 de julho de 2013

There is nothing you need to do



As human beings we think we need to do a lot of things in order to live our lives, and this neediness of controlling  the way our life should be is the source of all our troubles, all we perceive as being our problems.
Whatever we perceive as problems exist only in our mind, it's all made up by us within and then it's manifested without. If we try to fix it from outward it will come back again an again, even if in different forms.
This things we consider problems, or the problematic persons in our life, are the biggest friends we could have, because they help us to be aware of what we've been putting aside, what we've been ignoring.
But by ignoring them we reinforce their power over us, over our human experience.
It is only when we face the problematic things, when we stop avoiding them that we can learn from them and evolve our awareness of who we truly are.
Of us all it is asked is our willingness, our openness to be as we are, to accept life as it is, and letting life to unfold as it is in us and as us. We are life, life ain't something that happens to us, life is what we are, in all its manifestations.
We get in flow with life, with our essence, by letting go, by allowing whatever life brings us to work in us as it is, whatever it may be, it is all right.
How do I know that?
Because it is what happens, otherwise it wouldn't happen.If it happens it is perfect that it happens and we have within us all the resources we need to deal with whatever life brings us, even if it seems a impossible situation for us, we have the answer for whatever comes, needing only to trust in our perfect essence to guide us trough this human experience.

sábado, 27 de julho de 2013

Abdicar do Eu e viver em liberdade


Abdicar do Eu significa alargar a ideia que tens de ti, sobre o que és de verdade, sobre quem és de verdade; não é necessário que deixes de existir, ou seja, não tens de escolher deixar de ser quem és, pelo contrário, é deixar partir as limitações e Ser apenas o que já és de facto e não apenas a ideia que tens sobre quem és.

Normalmente a ideia que temos de nós está limitada a esta personalidade que nos habituamos a crer como sendo quem somos, e que habita um corpo e que tem todo um conjunto de histórias que vão sendo alimentadas ao longo do tempo pelas memórias que pululam na mente.

Por si só essa personalidade e as suas memórias não são boas, nem más, aquilo que poderá ser bom ou mau é o uso que lhes damos, o poder que permitimos que tenham na nossa realidade, no momento presente.Quando deixamos que isso sejam os nossos limites acreditamos numa ideia de nós que pode sofrer, que pode perecer, que está sujeita ao sabor da corrente.

No entanto aquilo que somos é essa pura presença que observa tudo isso, que é o espaço onde tudo isso ocorre; essa pura presença que tudo abrange, que existe para lá de qualquer ideia de limitação, de dificuldade, tudo isso é experiência e no entanto nada disso é real para além da atenção que lhe é concedida.

A nossa essência é livre e só nos conhecendo de verdade essa liberdade se torna experienciada; e o que te é exigido para que isso possa acontecer, o que é necessário que faças para que te conheças de verdade?

A resposta é nada, não precisas de fazer nada, pois aquela parte de ti que julga que precisa de fazer algo, que necessita de agir, de controlar o desenrolar da sua vida, essa parte de ti é ilusória, é uma ideia de limitação, é ego.

Logo a resposta não passa por te livrares do ego, por o culpares por tudo de mau, que julgas que te ocorre, a resposta passa por te permitires Ser, por estares disponível, por teres a abertura para que a tua essência se expresse plenamente, sem limites, sem barreiras, tal como ela o faz de facto, apenas uma ideia de ti não está ciente da verdade que é.

Só te é pedido que confies, que permitas que a vida, o universo, Deus, o eu superior, ou qualquer outro nome que te seja confortável, te mostre quem és de verdade, te oriente de regresso a casa, de onde nunca estiveste ausente, a não ser numa ideia ilusória de ausência.

Quando te entregas, quando confias, tudo entra em fluxo e tudo começa a fluir com naturalidade, saberás o que fazer quando isso for necessário, saberás o que dizer, quando isso for necessário, perceberás o teu lugar no todo, pois tu és esse todo, nada é estranho a ti, tudo é um reflexo de ti.



segunda-feira, 22 de julho de 2013

Para ser quem és, não precisas de te esforçar


O Ser que és é perfeito por si só, ele é pleno, é inteiro, funciona simplesmente por si, conectado ao todo, nada precisa. Aquilo que consideras problemas resultam de uma ideia de ti, uma ideia limitada sobre quem és de verdade e é essa ideia de limitação, o ego, que cria a ilusão de separação, a ilusão de problemas que te fazem procurar as soluções para os problemas que primeiro cria.

Tudo o que ocorre nesta tua experiência humana é por si só neutro, é a tua interpretação daquilo que ocorre que te fará ver o que acontece como bom ou mau, contudo aquilo que ocorre na tua realidade é uma manifestação daquilo que ocorre primeiro dentro de ti, é um espelho do teu interior.

Logo o teu foco em vez de agir na tua realidade, tentando controla-la, tentando julgar o que ocorre como bom ou mau, resistindo ao que consideras mau; o teu foco deve se orientar para o teu interior, é ai que encontras os recursos que te permitem conhecer de verdade,quem és, conhecer a tua essência.

E nessa tarefa de te conheceres de verdade, quanto menos te esforças mais próxima da tua essência ficas, pois é o teu esforço por controlar aquilo que tens como a tua vida, por tentar perceber os porquês da tua realidade, que te afastam daquilo que és verdadeiramente, ou melhor dito, criam a ilusão de afastamento, pois nada pode te fazer deixar de ser quem és de verdade.

Tu és como és, aquilo que te afasta é uma mera ideia sobre quem achas que és, porque não te conheces como és de verdade e aceitaste como boa essa ideia limitada de ti, que te habituaste a aceitar como sendo tu. Aceitaste que os pensamentos que surgem na tua mente definem quem és e no entanto esses pensamentos surgem nesse espaço de consciência que és, ou seja, os pensamentos sem ti não existem, mas tu existes mesmo sem o pensamentos.

Começa por reparar nos espaços que surgem entre os pensamentos, ai começas a encontrares-te, quanto mais te focas no espaço entre pensamento mais espaço crias na tua atenção para a verdade da tua essência, para que esta se torne consciente para ti.

E tudo isto requer pouco esforço da tua parte, e isto serve como um sinal para ti, pois se te estás a esforçar demasiado, então não é por ai, isso significa que te estás a afastar de quem és de verdade.

O deixar de esforçar significa que deixas de tentar controlar, pois quem tenta controlar é essa ideia limitada de ti, e quando deixas de controlar e te entregas com confiança à orientação da tua essência, começas a entrar em fluxo com a vida, tudo começa a fluir mais livremente, sem ninguém ao "leme", sendo apenas a vida a ser vivida.


sexta-feira, 19 de julho de 2013

Apenas tu podes criar limites


A nossa essência é perfeita e assim sendo nada a pode modificar, nada a pode magoar, nada a pode limitar, no entanto pode ser criada a ilusão de limitação, a ilusão de separação e esta apenas pode ser criada pela ideia limitada de ti, o ego; apenas o ego cria a ilusão de separação e enquanto aceitares continuar adormecido ao condicionamento do ego, irás acreditar que és limitado por um corpo e pela ideia de seres essa estória que tens como a tua vida.

Se és essa presença pura e plena, então todas as limitações que vives enquanto humano são criadas por ti, és tu que te condicionas, és tu que crias os limites que te impedem de vivenciar em pleno toda a alegria, felicidade, paz, abundância e amor que residem em ti.

A boa notícia é que se apenas tu crias as tua limitações, da mesma forma, tu podes fazer com que essas limitações terminem, que se desvaneçam.

Para o conseguires basta que estejas presente no único momento onde resides e esse momento é o presente, é o agora; estando presente, deixando de divagar pelo passado ou pelo futuro, pois isso apenas te mantém desconectado, te distrai daquilo que é a verdade, estando presente no agora, basta-te estares recetivo, de mente aberta para permitires a vida que és, que a verdade te oriente, que se manifeste em ti tal como és.

Quando deixas de resistir ao que és de verdade, quando te permites entrar em fluxo com a vida que és e que se manifesta de múltiplas formas, percebes que tudo é perfeito como é, que tudo é verdadeiramente simples.

Tudo aquilo que desejavas para ti, tudo aquilo que achavas que te faltava, já existe em ti, nada é exterior a ti, tudo ocorre dentro de ti e depois manifesta-se na tua realidade humana, tudo acontece primeiro no mundo das ideias, na mente essencial  e é aqui que julgas criar os limites que te distraem de quem és de facto.

Estando de mente aberta para a tua essência, deixando de tentar controlar aquilo que julgas ser o melhor para ti, por forma a  direcionares as tua energias para aquilo que é essencial e que acontece apenas no agora, a tua vida. Aceitando todas as pessoas que fazem parte da tua vida, sem julgamentos, pois todas elas, sem excepção trazem um ensinamento que te ajuda a despertares de verdade.

Escolhe agora quebrar todas as barreiras, deixar partir todos os limites e apenas ser essa pura presença de amor.

quarta-feira, 17 de julho de 2013

A verdade não tem dono


A verdade não tem dono, ela não pode ser fragmentada, nem aprisionada por nada nem ninguém; apenas pode ser criada a ilusão de se possuir a verdade, mas essa dita verdade que enquanto humanos julgamos possuir, é uma mera perceção, é uma interpretação da verdade, mas não a verdade em si.

Por isso agir na defesa da verdade, da "nossa" verdade e julgar como errados, ou em casos extremos perseguir quem não comunga da nossa verdade, julgando-os como menos merecedores do nosso respeito e eventualmente como merecendo todos os "males" que lhes acontecem; tudo isso é alimentar uma ilusão que nos afasta de facto da verdade como ela é.

A verdade é como é, nada nem ninguém a possui, e quanto mais disponíveis estivermos para abdicar do controle da nossa realidade, da nossa "verdade", mais poderemos desfrutar de tudo aquilo que a verdade é, pois somos parte integrante dessa verdade, que é ilimitada, que tudo abrange e que nada exclui.

A verdade que temos como nossa, resulta das memórias que fomos criando a partir de eventos passados que servem de modelo para avaliar o que ocorre em cada momento, e enquanto estamos ligados neste processo de julgamento, tendo como base referencias passadas, ficamos desconectados da realidade como ela é e de todas as coisas que ela nos presenteia.

Todos os desafios que nos são colocados pela vida, possuem em si mesmos as soluções para os superar e para que resulte dos mesmos as aprendizagens que nos aproximem da nossa essência; as aprendizagens não deixarão de ocorrerem, podem é devido à nossa ausência levar muito mais tempo do que seria possível e ser necessário que as experiência tenham que aumentar de intensidade até que lhe atribuamos a devida atenção.

A nós só nos é pedido que confiemos, que estejamos disponíveis para aceitar aquilo que a vida nos dá, tudo é passageiro, nesta dimensão humana, nada é verdadeiramente nosso, tudo nos é emprestado para que possamos aprender, para que possamos experienciar ao máximo a vivência de cada momento, de cada situação.

Dai que de nada serve perdermos as nossas energias na tentativa de manter a ilusão de controle, a ilusão que estamos ao comando da situação, que somos donos e senhores de nós mesmos, coadjuvados pela verdade que nos assiste. E que podemos ajudar os outros com a nossa verdade, a única pessoa que podemos ajudar, enquanto humanos, é a nós mesmos e se o fizermos, estaremos dessa forma a ajudar os outros, pelo o exemplo que podemos ser para eles.

  

sábado, 13 de julho de 2013

15 Momentos para ti



Vai ao encontro de ti, permite-te conhecer quem és de verdade e para isso só te é pedido a tua disponibilidade, a tua abertura para que a verdade se revele em pleno tal como ela é. Quando desligas o complicómetro permites que as barreiras que havias criado ao redor de ti, se comecem a desmoronar e verás como passas a respirar melhor a vida que existe em ti, a vida que és, tu és vida, pois esta não é algo que te acontece de fora para dentro, a vida é ilimitada, assim tu és também.

Deixo-te 15 momentos que te ajudam a lembrar quem és de verdade:

1 Sorri, agora mesmo
Sorri, ri bastante, o riso é contagiante, ele ajuda-te a eliminar barreiras.

2 Escolhe o Amor
O Amor é sempre a resposta em caso de duvida, deixa que ele te oriente, que ele cuide de ti, pois o amor brota da tua essência.

3 Diz Sim
Diz sim à vida, diz sim a cada momento, a cada experiência por tudo aquilo que ela te traz, pois só ocorre aquilo que é o melhor para ti,mesmo quando julgas que não.

4 Sonha em grande
Sonhar em grande ajuda-te a sair dos limites que acreditas serem os teus, ajuda-te a olhar para lá da tua zona de conforto.

5 Mente aberta
Ter mente aberta, significa estar recetiva ao desconhecido, não julgar nada à partida, não excluir nada à partida, só assim te poderás superar, só assim poderás evoluir.

6 Acredita em ti
Confia em ti, acredita nas tuas potencialidades, possuis em ti todos os recursos para fazer face a qualquer desafio que a vida te presenteie.

7 Sê grata
Ter o hábito de agradecer todas as coisas que a vida nos dá, sejam elas por nós julgadas como boas ou más, pois quanto mais gratos formos, mais oportunidade para agradecer teremos, nada acontece por acaso, tudo acontece pelo nosso melhor.

8 Abraçar a simplicidade
Permite-te simplificar a tua vida, pois ela é simples por natureza, é a tua perceção dela que a complica.

9 Perdoa
O perdão é um ato de amor-próprio, é algo que fazes por ti, que te liberta da prisão da dor, da prisão do passado e te permite estares presente no agora, por inteiro.

10 Celebra 
Celebrar os bons momentos, celebrar a vida em cada momento, celebrar a oportunidade de viver e aprender quem és de verdade, em todas as situações poderás encontrar motivos de celebração se assim te permitires.

11 Respira fundo
Respirar fundo é fazer uma pausa do mundo exterior, é parar o movimento externo, que te ilude numa ideia de separação de todas as coisas.

12 Generosidade
A generosidade é dar sem ter como objetivo receber em troca, ser generoso é reconhecer que nada te falta, que possuis tudo aquilo que poderias precisar, pois a tua essência é perfeita.E dando tens as provas que já possuis, pois só dá quem tem para dar.

13 Ama-te
É amando quem és que te permites partilhar o teu amor, que permites que ele cresça na tua vida, semeando o teu amor onde quer que vás e ver isso refletido no comportamento dos outros.

14 Entrega-te à essência
A essência é a parte em ti que tudo conhece, que está ligada ao todo, que cuida de ti e que nunca desiste de ti, mesmo quando julgas que consegues desistir de ti, ela está lá para te amparar, para te acarinhar.Quando estiveres para desistir de ti pede à essência que decida por ti e ela o fará.

15 Nada é definitivo
Sejam quais forem as tuas escolhas, toma consciência que, nada é definitivo, tudo passa, o que quer que ocorra não define quem és, não limita quem és, nada o pode fazer.



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