segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Deixa que a vida te mostre quem és de verdade


A vida é feita no somatório de múltiplas experiências, algumas dessas experiências serão por nós julgadas como más, outras serão mais agradáveis e logo mais consensuais de as aceitar. Contudo sejam  essas experiências julgadas como boas ou más, elas só tem impacto na tua vida porque permites que assim seja, tudo é experienciado dentro de ti e depois projeta-se no teu exterior.

Essas experiências afectam na medida em que nos identificamos totalmente com o corpo e com a mente que o controla, se elevarmos a nossa observação tomamos consciência que somos o espaço onde essas experiência ocorrem, mas não somos as experiências em si.

Sendo essa pura presença que é anterior a toda e qualquer manifestação e anterior até à perceção dessa observação.

Nada do que ocorre naquilo que aceitamos como a nossa realidade pode de forma alguma afectar a essência que somos. Verdadeiramente não há um alguém a quem acontece a vida, a vida acontece por si só, a respiração acontece por si só, as emoções acontecem por si só, os pensamentos acontecem por si só.

Aquilo que temos considerado como a nossa vida é uma coleção de pensamentos e quando as coisas são diferentes daquilo que pensamos que deveriam ser, mais uma vez é um pensamento, entra-se num jogo de pensamentos sobre pensamentos, criando estórias e mais estórias sobre umas fundações de ilusão, que se desmoronam quando existe um pequeno vislumbre da verdade.

A verdade sobre o que somos está sempre presente, ela é anterior a qualquer ilusão, ela está durante e após qualquer ilusão que aceitemos como real para nós. Isto será entendido quando para tal estivermos preparados, bastando da nossa parte disponibilidade para a recebermos, para a aceitarmos, pois ela está sempre presente, nunca esteve ausente, mesmo quando julgávamos estar sozinhos, abandonados à nossa sorte.

E qual é o melhor caminho para descobrires a verdade sobre ti?

Aceitando a realidade como ela é, permitindo-te ser como és, estando atento ao que és de verdade e fazes isso observando tudo o que ocorre dentro de ti, dando atenção ao que desgostas de ti e a tudo aquilo que ao teu redor tendes a criticar, tendes a julgar como mau, pois essas situações dizem mais sobre ti e sobre como te libertares da ilusão.

Enquanto tiveres situações que preferes ignorar, que preferes empurrar para o fundo do baú esperando que desapareçam, fazendo-o concedes-lhe força sobre ti, estabeleces limites em ti, quando és livre e nada te condiciona ou limita.

Cuida de ti deixando que a vida que és te mostre quem és de verdade.

sábado, 19 de outubro de 2013

Tu não és vítima do mundo que vês


O mundo em que vives não faz de ti uma vítima, tu não és uma vítima do mundo que vês, porque se aceitares que assim é estás a abdicar da responsabilidade que é apenas tua, sobre o teu mundo.Estás a colocar fora de ti o centro do teu mundo, da realidade em que vives. No fundo estás a cimentar a ilusão sobre quem és.

Tu és o criador da tua vida, criador porque és tu que dá sentido ao mundo em que vives pela forma como o percecionas, pelos julgamentos que fazes dele.

A vida não é algo exterior a ti e que te acontece, a vida é aquilo que tu és, ela tem origem dentro de ti e manifesta-se externamente. Tudo o que ocorre é uma projeção de algo que teve a sua origem em ti e que a ti continua ligado, aconteça o que acontecer.

E esses acontecimentos externos, que acreditas serem externos enquanto te limitares a essa ideia de um corpo e a mente que o controla, esses acontecimentos servem de guias para que despertes para a essência do teu Ser.

Tudo aquilo que percecionas como dificuldades, todas as pessoas que julgas como difíceis para ti, até como tuas inimigas, na verdade são as tuas melhores amigas, os teus maiores aliados e isso acontece, porque são elas que te permitem ir ao encontro de ti, que te permitem tornar consciente aquilo que precisas de trabalhar, de trazer à superfície para que se dissolvam todas as ilusões.

E se tiveres essa abertura de não as ignorar, de as rejeitar, tendo essa abertura irás aprender muito sobre ti e começares assim o teu processo de libertação, de autoconhecimento e compreenderás a perfeição da vida, como esta é simples.

É muito mais exigente de ti manteres essa ilusão sobre quem és, exige muito desgaste energético de ti alimentares essas barreiras que criaste ao redor de uma ideia limitada de ti, deixando de ver a imensidão do teu Ser.

Podes escolher agora deixar cair essas barreiras, só precisas de estar presente e confiar na vida que és, deixando que ela te mostre o caminho, te guie ao encontro da tua essência. Fazendo-o cuidas de ti e de todos os que de alguma forma contactam contigo, seja por muito ou pouco tempo.



quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Ser não exige esforço


A vida é simples é a nossa relação com ela, logo connosco mesmos, que a complica. Isto porque despendemos imensa energia a complicar a nossa realidade pois queremos controlar  o seu desenrolar, pensamos que sabemos aquilo que é o melhor e criticamos as ocorrências ao nosso redor. Enquanto que sermos como somos de verdade não exige esforço nenhum da nossa parte, basta-nos Ser.

Preocupa-mo-nos com o que os outros possam pensar, como se soubéssemos aquilo que eles pensam, tudo se passa na nossa mente. De forma alguma podemos controlar aquilo que os outros pensam ou fazem, mas podemos sempre escolher qual a nossa atitude perante os acontecimentos e acima de tudo perante aquilo que ocorre na nossa mente.

Os pensamentos ocorrem por si só, não os podemos controlar, podemos sim decidir a atenção que lhes dispensamos, onde colocámos a nossa atenção estamos a dar poder sobre nós a esse assunto.

Podemos escolher a relação que pretendemos com a realidade, ou seja, podemos permitir que esta condicione a nossa atenção e atitude, sendo vítimas dela.Ou podemos ser pró-ativos  e usar aquilo que ocorre na nossa realidade como uma forma de aprendizagem sobre nós e evoluir a partir disso, elevando o nosso nível de consciência.

É importante para uma boa relação com a vida saber distinguir bem aquilo que são os nossos assuntos, aquilo que depende apenas de nós, daquilo que são os assuntos de outros, logo independentes de nós. Porque só podemos mudar quem somos, só podemos mudar a perceção que temos de nós e dessa forma a nossa interação com a realidade. Os outros não os podemos mudar, podemos sim, sendo quem somos,sendo verdadeiros e honestos connosco, constituir um exemplo que ele possam, se assim o entenderem, seguir.

Relativamente ao que depende de nós ter a abertura de espírito e a coragem de fazer o que pode ser feito, de sermos a mudança que desejamos ver acontecer no mundo, por muito pequenas que sejam ser as ações que possamos praticar, elas farão a diferença.

É muito mais simples seres quem és de verdade do que tentares ser quem não és, pois enquanto dedicas a tua atenção a ser outra coisa qualquer a tua vida continua, mesmo sem a tua presença.



segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Diálogo interno, toma atenção.


O diálogo interno são esses pensamentos que surgem na tua mente, pensamentos esses que te dizem aquilo que é certo e errado para ti, que te dizem o que deves de fazer, que julgam constantemente tudo o que ocorre na tua realidade. 

É importante dares atenção a esses diálogos, a esses pensamentos que surgem na tua mente, porque normalmente cremos ser esses pensamentos, cremos que esses pensamentos somos nós, que eles definem quem somos. 

O diálogo interno é automático, ele acontece por si só, sem a tua ação. Os pensamentos acontecem por si só, não os consegues controlar, saber qual será o pensamento seguinte, não consegues parar um pensamento a meio. 

Os pensamentos por si só não são nem bons, nem maus, eles são como são. Aquilo que os pode tornar como uns ou outros é a atenção que lhes dás, quando te limitas aos pensamentos que surgem em ti, quando acreditas que tu és os teus pensamentos, colocas neles muito poder sobre ti. Deixas que eles condicionem a tua realidade, e de facto os pensamentos são criadores quando lhes dedicas a tua atenção, é a tua atenção que os torna criadores na tua realidade.

Tu és esse espaço ilimitado onde ocorrem os pensamentos, por isso mesmo não existem pensamentos privados, todos os pensamentos a que dedicas a tua atenção, mesmo que não os partilhes com ninguém, pensando que dessa forma são apenas teus, que mais ninguém os conhece, que não tem efeitos para mais ninguém.Todos os pensamentos surtem efeitos quando lhes dás a tua atenção e eles influenciam a tua realidade e a dos que te rodeiam.

A realidade em que vives é um espelho do teu interior e todas as pessoas que dela fazem parte desempenham um papel de representação dessa realidade interna; há uma partilha de aprendizagem por forma a que possam evoluir em conjunto; dai que ninguém surja por acaso nas nossas vidas, seja por muito ou pouco tempo.

Dai que o mais importante seja a disponibilidade para estar recetivo ao que cada momento nos traz e aprender com isso.Estar plenamente presente a viver a vida tal como ela é, sem desejar que ela seja outra coisa qualquer.

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

O desejo constante de mudança impede-te de mudar



Quanto mais forte é o teu desejo de mudar menos perto de mudar estás, pois esse desejo de mudar impede-te de tomares consciência do único lugar onde essa mudança ocorre e daquilo que precisas para que ela ocorra.

O único lugar onde podes mudar é na tua mente, é ai que todas as mudanças que procuras se podem dar, porque na verdade, o que quer que desejes mudar já mudou por si só; dito de outra forma nada em ti necessita de mudar a não ser essa vontade de mudar.

Tu és perfeita assim como és, só que aquilo que és é diferente daquilo que julgas que és, é diferente do modo como te vês. Tu não te percecionas como és de verdade, mas apenas uma versão limitada de ti, uma versão onde apenas os defeitos sobressaem.

E quanto mais focada nesses aspetos que desejas mudar estiveres, quanto mais fizeres disso o centro da tua vida, menos presente estás para aquilo que és de verdade, para aquela que é a tua essência em toda a sua plenitude e perfeição.

Quanto menos resistes à realidade que és, a essa vida plena de amor e luz, e que se manifesta de múltiplas formas, que não consegues compreender em pleno, pois a mente limitada humana, não tem capacidade de o entender na sua totalidade e o melhor é que não tem que o fazer. É essa necessidade de entender tudo, de querer controlar tudo que te impede de vivenciares em pleno a tua essência.

Permitindo-te deixar de tentar controlar a tua vida, de julgar que sabes o que é melhor para ti e que aquilo que tens e és neste momento não te é suficiente; quando te permitires isso, entras em fluxo com a vida e ela mostrará que tudo acontece como tem de acontecer e quanto tem de acontecer, sendo te pedido apenas que estejas presente e desfrutes cada momento na sua totalidade.

Verás mudar a tua perceção da realidade e como que tudo começa a encaixar como se de um puzzle se tratasse, cada peça no seu lugar, em plena harmonia, mesmo quando tudo parece caótico o sentido está lá. Tu és esse fio condutor que estabelece o equilíbrio da tua realidade.


quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Como superar a doença



É possível superar a doença, seja ela qual for?

Sim, qualquer doença é passível de ser superada, de ser curada. A doença em si mesma é uma chamada de atenção para o despertar da consciência sobre quem somos de verdade. A doença representa uma desconexão da essência e através dela é feito o convite à reconexão.

Por si só a doença é um efeito e a causa da mesma reside na mente limitada, é na mente que a cura se dá.

Sem a ideia de limitação nenhuma doença é possível, só crendo que somos apenas um corpo e o ego que o controla podemos experienciar a doença, a finitude. A doença é a prova acerca da nossa limitação, sendo a morte a prova última dessa limitação e veracidade da mesma. 

Só crendo incondicionalmente nessa limitação poderemos estar sujeitos à doença e no entanto esta terá em nós o efeito que lhe permitirmos que tenha, ou seja, podemos aproveitar a doença como um meio para descobrir quem somos de verdade, através do auto-inquérito. Ou podemos aceitar a doença como uma maior limitação e sujeitarmo-nos a definhar um pouco mais ao controle do ego.

Quando a escolha é batalhar contra a doença, resistir à doença, lidando apenas com os sintomas, sem olhar às origens da mesma, sem ir à raiz, fazendo isso apenas estamos a alimentar essa doença, a dar-lhe força sobre nós e desaproveitar a oportunidade que a vida nos dá para escolhermos descobrir quem somos.Porque a doença só surge porque ignoramos todos os sinais anteriores que a vida nos foi dando para despertar.

E perguntas tu, então qualquer um pode se curar, seja qual for a doença, disponibilizando-se para se conhecer de verdade?

A resposta é sim, qualquer um o pode fazer, contudo isso não significa que todos se curem, e isso acontece devido ao nível de consciência em que cada pessoa se encontra, quando este é baixo a cura por si só poderia ser mais prejudicial do que benéfica para a pessoa, pois ela não estaria preparada para lidar com a cura imediata e como tal ela não acontece e se nalguns casos a pessoa, se tiver essa abertura, for elevando o seu nível de consciência à medida que for lidando com a doença, acabará por sair desse estado muito melhor do que antes de ter essa doença. Se não o fizer poderá sucumbir à doença, como ocorre em muitos casos.

Quando o nível de consciência é elevado a doença quando surge não tem efeitos destruidores, porque a essência que somos, a vida que somos, é em si mesma perfeita e imutável, nada pode beliscar o Ser.

Para elevar o teu nível de consciência começa por aceitar a tua situação atual, seja ela qual for, deixando de resistir e confiando na orientação da vida poderás superar qualquer desafio que te seja presenteado pela vida.

Depois da aceitação vem a entrega, a confiança na perfeição da vida para que te oriente ao melhor de ti em cada momento, vivendo a vida como ela é e não como achas que ela deveria de ser. Fazendo isso elevarás o teu nível de consciência.


segunda-feira, 7 de outubro de 2013

O lugar onde estás é perfeito.


O lugar onde estás é aquele onde deves de estar, ele é perfeito, não poderias estar noutro lugar qualquer, porque é ai que estás neste momento. E a realidade é perfeita assim como é. É quando entras em desacordo com a tua realidade, querendo que ela seja outra coisa qualquer que dás inicio a um conflito interno que te faz percecionar problemas na tua realidade.

Esses problemas são um reflexo da tua desconexão do presente, significam que estás a tentar ignorar onde estás neste momento desejando estar noutro sítio qualquer, noutro tempo qualquer.

Contudo aquilo que é, é como é, simplesmente é e basta que estejas presente para a realidade como ela é para entrares em fluxo com a vida que és, e que está conectada ao todo, nada existe fora de ti, desse espaço de consciência ilimitado que és.

São apenas as ideias que crias na tua mente que limitam a tua realidade, mas isso só ocorre quando te identificas totalmente com essas ideias, ou seja por si  só essas ideias nada podem fazer para condicionar  quem és, a não ser que aceites essas ideias como os limites em que podes existir e sim dentro desses limites estás condicionado, fora deles não existes, porque acreditas que és apenas esse espaço delimitado.

Despertando para a verdade da tua essência tomas consciência que és esse espaço onde ocorrem esses pensamentos, essas ideias e que de forma alguma elas te podem condicionar ou limitar. Despertando percebes a piada cósmica que é acreditar que um pensamento sobre pensamentos poderia de alguma forma condicionar quem és.

Não há um alguém finito a quem ocorram coisas, mas sim uma consciência plena que se experiencia de múltiplas forma, em múltiplas manifestações, que são todas parte de um mesmo todo, tudo é uno. Nada é excluído, nada é imperfeito quando observado através do olhar da essência, através dessa versão alargada do eu.

O real despertar acontece quando percebes que nunca estiveste a dormir, que nada irreal existe.
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