segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Relacionamentos perfeitos


Os relacionamentos são fundamentais na realidade humana, são centrais naquilo que temos como identitário, como revelador do que somos. Aquilo que acreditamos ser encontra-se espelhado nas nossas relações com as pessoas que fazem parte da nossa realidade, seja por muito ou pouco tempo.

As outras pessoas mostram-nos aquilo que existe em nós, seja pelo seu comportamento connosco, seja pelo nosso comportamento com elas. Aquilo que fazemos aos outros diz mais sobre nós do que sobre eles.

Qualquer relacionamento que exista na sua vida é perfeito. 

E é assim porque é o relacionamento em que está, tenha ele a natureza que tiver. Aquilo que acontece é perfeito que aconteça, porque é o que acontece. Isso não significa que seja, do seu ponto de vista, um relacionamento de puro prazer, de deleite permanente.

Enquanto humanos teremos sempre aquilo que precisamos em cada momento, aquilo que nos permita conhecer de verdade, ir ao encontro da nossa essência através das experiências que passamos.

Por vezes elas revestem-se de dor,por vezes, revestem-se de alegria e toda a paleta de emoções entre as duas. Mas todas elas acontecem em nós, mas não definem quem somos, não condicionam a nossa essência.

E qualquer relacionamento tem origem no relacionamento primário, e que é aquele que tens contigo mesmo. Através do autoconhecimento vais libertando o peso da limitação, do medo do desconhecido. Ficando mais desperto para lidar em pleno com todas as dúvidas e desafios que a realidade te presenteie.

No fundo todos os relacionamentos são uma relação contigo mesmo.

Não uma relação com a ideia que tens de ti, mas sim de uma relação da consciência consigo própria. E tendo ciente que és perfeito assim como és e que nada colocará em causa a natureza da essência.

Percebendo que és pleno assim como és, que possuis em ti tudo o que poderias necessitar, ficas livre para te relacionar com os outros tal como eles são e não como fornecedores daquilo que julgas te faltar.

Deixas de procurar receber e realizas-te através da partilha, porque quanto mais dás mais tens para dar e assim a prova de que nada te falta.

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

EU MAIOR



O Eu Maior é essa presença pura que tudo observa, que tudo abarca, é esse lugar onde todas as manifestações ocorrem e nenhuma delas belisca o que quer que seja, essa presença. A vida que somos é simples e perfeita, seja ela vista de que ângulo for, sendo como é. 

O caminho trilhado por cada ser humano é uma peça desse imensa engrenagem que é a existência, tudo é perfeito sendo como é. 

Tudo acontece permitindo a cada ser elevar o seu nível de consciência, elevar o seu autoconhecimento e quanto mais sabe sobre quem é, mais percebe que tudo aquilo que sabe nada é comparado a sua essência, à sua natureza.

É a necessidade de saber mais que leva ao recordar da verdade suprema, que leva ao encontro com o Eu Maior, até que seja possível acontecer o momento de reconhecer que era a dúvida que impedia de relembrar que já somos tudo aquilo que poderíamos ser, que todas as dúvidas eram um véu sobre a verdade que somos.

A boa notícia é que o que quer que ocorra é perfeito porque é o que ocorre. Todas as experiências que passamos para concluir - aqueles que forem mais persistentes na vontade de autoconhecimento - que nada precisamos de fazer, nada precisamos de acrescentar aquilo que já somos. Basta permitir que aquilo que somos se revele na sua plenitude e isso acontece em todas as coisas da nossa vida.

Nós somos vida, tudo está ligado, nada é excluído. Mesmo aquilo que julgamos como mau, como errado, serve de contrabalanço ao que julgamos como bom, como certo. E este bailado de altos e baixos, de ritmos diversos acontece em nós, mas não nos limita. Somos o salão de baile desse bailado, mas não somos o bailado em si.

 De seguida podem observar o documentário brasileiro EU Maior onde alguns destes bailados, atrás referidos, se manifestam. Diferentes visões ocorrendo sob uma mesma essência.


quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Fazer as pazes com a realidade




Fazendo as pazes com a realidade encontras tudo aquilo que tens procurado, encontras paz, encontras amor, encontras alegria. Pois tudo isso reside em ti, é quem tu és. Essa é a tua essência, aquilo que te impede de realizares isso, é a tua luta contra aquilo que é. 

Essa luta resulta de estares embrenhado totalmente no jogo do ego "de busca e não encontres" e assim será até que possas despertar para a realidade. 

O despertar pode ocorrer de múltiplas formas, e será diferente de pessoa para pessoa, quando acontecer será de uma forma que a pessoa esteja preparada para lidar, de forma que tenha em si todos os recursos para lidar com a situação. 

Isso pode ser através de algo, aparentemente, mais simples, como uma conversa, a leitura de um livro, um filme que veja. Ou através de algo mais complexo e difícil, como uma doença, um acidente, uma separação, um despedimento.

Mas seja de que forma for, será a mais adequada à pessoa, será perfeito como for, porque será aquilo que ocorre. A realidade é simples e perfeita, porque é aquilo que acontece. O que a pode complicar, ou melhor dito, iludir de a complicar é a nossa perceção da realidade.

Apenas a nossa perceção pode ser complicada, é a nossa interpretação que cria conceitos que procuram delimitar aquilo que acontece. Que procura restringir a realidade a caber nesses conceitos, como uma forma de lidar com eles, procurando que se encaixem em conceitos que nos sejam conhecidos, que façam parte da nossa zona de conforto.

No entanto este processo de conceptualizar todo o que ocorre na realidade não altera esta. A realidade é como é e assim será sempre, independentemente daquilo que façamos, a única coisa que pode mudar é a nossa perceção da realidade, é a nossa relação com ela.

Aceitando aquilo que é, pelo que é, sem querer condicionar, sem querer controlar, torna a nossa vida muito mais simples, tal como ela já é. Fazendo as pazes com a realidade a paz que reside em nós vem à superfície e reflete-se em todas as coisas.

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Salão de baile




Aquilo que julgamos ser está relacionado com os nossos pensamentos, são esses pensamentos que aceitamos plenamente sem os questionar, que nos dizem quem somos, como nos relacionamos com o nosso entorno, que interpretam aquilo que percecionamos como sendo a nossa realidade.

Imergimos nesse bailado de pensamentos, vivemos a nossa realidade ao sabor desse baile e acreditamos piamente que somos esse bailarino e no entanto iludimos a realidade daquilo que somos de facto, iludimos o facto de ser o salão de baile onde todas as danças acontecem, mas não comprometem em nada o salão onde ocorrem.

No salão de baile as danças, os diferentes tipos de bailados vão ocorrendo mas a plenitude do salão permanece essa presença serena que tudo observa, mas que não se apega a nenhum baile que ai ocorra. 

Nós somos o salão de baile, ou seja, nós somos a vida, somos perfeitos, somos plenos e em nós diferentes manifestações de vida vão acontecendo, mas a nossa essência é imutável, é intemporal. Sendo esse espaço de possibilidade infinitas onde tudo ocorre.

Todas as experiências que enquanto seres dormentes, seres mergulhados na ilusão de limitação vamos tendo servem para que através dessas limitações possamos conhecer quem somos de verdade, descobrir que tudo aquilo que procuramos já existe em nós, já somos tudo aquilo que poderíamos ser.

Isto, de que já somos tudo aquilo que procuramos, é em si mesmo mais um conceito, mas é um conceito que serve como um apontador para a essência, para a verdade que somos. E que através da aceitação daquilo que é como é, desfrutando da realidade como ela se nos apresenta, pois esta é uma projeção, um espelho do nosso interior, desfrutando-a como ela é, estaremos a conhecer o ser iluminado, amoroso e inteiro que somos.

É através destas vivências  de limitação que podemos experienciar e descobrir, tornar ciente aquilo que somos na sua plenitude.

Logo a única receita que precisamos para viver bem a nossa vida, para sermos felizes é através do desfrutar da realidade como ela é sem apego, fluindo com a vida que somos, sem a tentar controlar, sem tentar que seja outra coisas qualquer que ela não é. Mas mesmo isso essa tentativa de controle está bem, faz parte da experiência até que deixe de ser útil.

Tudo é como é e nenhum pensamento pode alterar aquilo que é.

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

The end of seeking







Seeking is part of the ego's game, that is seek but don't find. Until you realize the illusion of it, you will still be in this game in order to achieve somewhere in the future the reward for your effort.
But this reward will never come, when you're almost reaching your goal a new one arises, to keep you going in this endless game.
It's time for you to wake up, to realize that you're not a separate entity, that what you are seeking is the disillusion of this game of separation. Whatever you can get outside of yourself, be it a relationship, a perfect job, a lot of money, good health, all of this things can't be compared to what you already are. To what is your essence.
Enlightenment is the enjoyment of reality as it is, without attachment.
So whatever happens in your life, be it judged by you, as good or bad, when you´re tuned with your essence, you don't attach to it. Because you know that no matter what, you still as perfect as you are.
And what you are is not this personality identified with a body, but this pure presence that is prior to all experiencing.
It is with the end of seeking that you will find what you've been looking for. It is the seeking that prevents you from realizing what you already are.
So let go and just be present here and now, simply as you are, seizing every moment of it as it present's to you.

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

És iluminado?



Esta pergunta será interpretada por ti de acordo com o teu nível de consciência, se não estiveres familiarizado com as questões de desenvolvimento pessoal, de espiritualidade ou mesmo de religiosidade, esta questão não fará muito sentido a não ser que se fale da quantidade de luminosidade que exista no local onde estás.

Se por outro lado estiveres familiarizado com as temáticas referidas acharás que é algo quase inalcançável. que exige muito esforço e dedicação só ao alcance de alguns, só possível aos mestres com muitos anos de prática. 

A iluminação será algo visto como um objetivo longínquo, mas que irás perseguir, pois é essa a natureza do ego, do seu jogo de busca mas não encontres. E enquanto acreditares ser apenas essa personalidade a iluminação será sempre algo distante para ti.

Podes no entanto sair desse estado dormente, despertar para a realidade da tua essência e realizar que de facto já és iluminado, já és tudo isso que poderias desejar ser. Tudo isso está disponível para ti neste momento presente, que basta uma escolha tua para experienciares isso mesmo agora.

Serás assim tão fácil?

O fácil ou difícil depende de ti, aquilo que é seguro é que é assim tão simples, é muito simples e por ser tão simples o ego faz-te duvidar da veracidade da sua existência, da sua realidade. O ego quer-te fazer crer que nada é assim tão simples, que tens de batalhar bastante para puderes ser alguém relevante, que algo assim sublime só está ao alcance de alguns seres muito especiais e o ego diz-te que não és um desses.

Então o que é isso da iluminação?

A iluminação é desfrutar da realidade como ela é, sem apego.

Tudo o que ocorre na vida é perfeito assim como é, aquilo que te distrai dessa realidade é que estás focado naquilo que desejas ser e não naquilo que és, estás de tal maneira embrenhado no jogo do ego, de busca e não encontres, que não reparas, não libertas a tua atenção para aquilo que já existe em ti neste momento. Para aquilo que és neste momento, quando o fizeres verás que tudo o que poderias desejar fica muito aquém daquilo que já és,  daquilo que é a tua essência.

Ao aceitares a realidade como ela é aqui e agora, com tudo aquilo que consideras como bom ou mau, sem apego, percebes que já és iluminado, pois em si mesmo este estado de iluminação é apenas mais um conceito do ego, pois aquilo que é a tua essência não pode ser nomeado, não pode ser descrito em palavras, pois o que quer que seja descrito em palavras não é a tua essência.

A iluminação é no entanto uma aproximação à tua essência, é o despertar do estado de dormência e o desfrutar pleno do presente como ele se apresenta. 

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Ao encontro de ti



Estamos permanentemente a encontrar-nos em tudo o que fazemos e em todas as pessoas que contactamos.Quando estamos a lidar com outras pessoas elas meramente estão a representar um papel "atribuído" por nós, ou seja, elas espalham situações nossas que precisamos lidar para despertar para a nossa essência.

Como essas pessoas são um reflexo do nosso interior, na verdade raramente conhecemos alguém como é de verdade, pois conhecemos apenas aquilo que projetamos nela e que ela espelha para nós. Dai que aquilo que fazemos aos outros, o modo como os tratamos diz mais sobre nós do que sobre eles.

Isso serve como uma chamada de atenção para procuramos de facto onde residem as respostas que temos procurado e esse lugar é dentro de nós. É ai que tudo o que julgamos necessitar se pode encontrar, pois já somos tudo aquilo que poderíamos ser. A única diferença reside na consciência que temos disso ou não e o nosso nível de consciência vai ditar a realidade que experienciamos enquanto humanos.

A boa notícia é que tudo é simples e perfeito assim como é, a vida que julgávamos ser algo exterior a nós e que teríamos de nos sujeitar às condicionantes externas como forma de as superar e procurar singrar através dessa superação. 

A vida não é algo que nos acontece, mas é sim aquilo que nós somos.

Como dizia S. Francisco aquilo que procuramos já existe de onde procuramos, ou seja, tudo o que achamos que nos falta já existe em nós. A questão reside naquilo que julgámos que somos, dai que seja importante conhecer quem somos de verdade. 

Quem achamos que somos é uma mera ilusão, é uma pequena representação, uma ideia limitada e não aquilo que é a nossa essência, aquilo que somos de verdade. 

Para nos conhecermos de verdade só indo dentro de nós conheceremos quem somos, é deixando de tentar ser algo que desejamos ser e aceitando quem somos que perceberemos a perfeição e completude que já somos no momento presente. 
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