segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

O amor está sempre presente

 

O amor está sempre presente, mesmo quando te parece faltar amor e o procuras nos braços de outra pessoa. Porque esse amor que normalmente se busca receber dos outros não é o amor essencial, aquele que és em essência. 

Este amor que é a tua essência, ele é perfeito, ele é inteiro, é pleno e incondicional. Já o amor que se procura receber de outra pessoa, da suposta cara metade, esse amor é condicional. Ele exige do outro aquilo que ele não lhe pode dar, porque resulta de uma ilusão, de uma ideia de escassez e falta.

Temporariamente essa ilusão de falta poderá ser suprida por essa pessoa, mas aquilo que ocorre de verdade é um desvio da tua atenção, é um estado de dormência que será despertado pela realidade dos factos. Quando isso acontece os relacionamentos tendem a terminar ou então perpetuam-se apenas por habituação,  acompanhado de imenso rancor e cobrança.

Significa isto que os relacionamentos com outra pessoa estão condenados ao fracasso? Que sendo esse amor essencial aquilo que somos, plenos desse amor não poderemos desfrutar de um relacionamento?

A resposta às duas questões é negativa. Os relacionamentos com outra pessoa e o desfrutar do mesmo  resulta numa maior satisfação quando realizamos a verdadeira essência plena de amor que somos e que é também a outra pessoa. E é assim porque sendo amor essencial entra-se num relacionamento não por necessidade de obter algo, mas sim pela partilha daquilo que somos com o outro.

Dois seres plenos desfrutando da companhia um do outro e desfrutando ao máximo cada experiência. Podendo assim conhecer o outro como ele é, com todas as suas limitações inerentes à condição de humano, mas sendo como é e não como achamos que deveria de ser, como idealizamos que fosse.

Um relação onde a cobrança não existe, pois não estamos dependentes do outro para nos sentirmos plenos, para sermos felizes. É um relacionamento baseado no dar e não focado no receber. Pois para receber é preciso saber dar. E dando recebemos multiplicado tudo aquilo que damos no exacto momento em que damos.

O amor está sempre presente onde quer que estejas. Tu és amor, perfeito amor.


sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Limpeza interna


De uma forma geral as pessoas cuidam da limpeza dos espaços que habitam e dos espaços onde trabalham. E no entanto a maior parte das pessoas esquecesse de cuidar da limpeza do mais importante espaço que ocupa, onde tudo se passa primeiro. E esse espaço é o interior, o teu interior merece que cuides bem dele, que o mantenhas limpo.

A limpeza interna passa por arrumares os teus pensamentos, aqui a regra de ouro é,  'menos é mais'.
Menos tentativa de controlar os teus pensamentos, eles ocorrem por si só, não os consegues controlar. Quanto mais tentas controlar esse fluxo de pensamentos mais preso a eles ficas. 

O foco está no apego, na identificação que tens com os pensamentos. Em vez de os controlares permite-te apenas observá-los, sem interferires verás como eles chegam e partem de igual modo, só aqueles que "alimentas" com a tua atenção ganham força sobre ti.

A limpeza interna passa por perceberes que os pensamentos não te definem, a não ser que o permitas. 

Passa ainda pela gestão da emoções que surgem em ti, mas mais uma vez tu não és essas emoções, mas sim o espaço onde elas ocorrem. Permite-te vivenciar aquilo que elas te trazem, seja isso considerado por ti como positivo ou não. E muito aprenderás sobre ti, sobre aquilo que passa dentro de ti e de que forma isso se manifesta na tua realidade, pois esta é um espelho do teu interior.

Se queres saber qual o estado do teu interior basta olhares para a tua realidade e perceberás. E isso inclui tudo, principalmente aquilo que evitas, o que desgostas ao teu redor, são um sinal de tudo aquilo que tens ignorado em ti, o teu lado sombra que preferes evitar, pensando assim que nada te acontece, que isso não tem influencia sobre ti.

Essa limpeza interna passa por arejares a tua mente e fazes isso através de uma respiração consciente, através da atenção plena, que te traz ao momento presente. Ao aqui e agora tal como ele é, sem filtro, sem condicionantes. E que é o único momento onde vives de facto.

Um boa limpeza interna permite ver que nada é feito contra ti, que nada é pessoal, que tudo é simples e perfeito assim como é. Que só ocorre aquilo que tem de ocorrer, pois é o que ocorre de outro modo não aconteceria. A ti só te é pedido que estejas presente desfrutando da tua realidade sem apego, pois tudo é temporário apenas a essência é permanente.

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

5 Coisas para deixares de fazer


1 Deixar de tentar ser feliz
É a tua tentativa de ser feliz que te impede de vivenciares a felicidade que reside em ti, que é parte da tua essência. Pois essa ideia de falta de felicidade desvia a tua atenção de todas as coisas boas que existem em ti e ao teu redor, mas que não reparas porque estás sempre à procura de algo mais e que nunca alcanças.

2 Deixar de procurar o amor
Tal como a felicidade, o amor é aquilo que és em essência. Tudo o que és é feito de amor. Logo não tens falta de amor e ninguém te pode completar, pois já és pleno assim como és. Mas aquilo que és não se limita a ser aquilo que pensas que és. Deixando de procurar o amor este encontra-te, pois já existe em ti. Quando deixas de procurar libertas a tua atenção para relembrares quem és de verdade.

3 Deixar de tentar melhorar os outros
Os outros são como são e não como achas que deveriam de ser. E quando tentas que eles sejam como achas que devem de ser, deixas de os conhecer de verdade. Pois apenas lidas com a ideia que criaste deles e não como eles são de verdade. Por outro lado aproveita aquilo que desgostas nos outros para te conheceres melhor, pois eles sinalizam aspectos em ti que precisas de lidar. Vemos os outros de acordo com o que somos e não como eles são.

4 Deixar de tentar controlar a tua vida
A realidade é como é e não pode ser de outra forma. E é perfeito que assim seja, no entanto aquilo que consideras problemas só acontecem porque achas que as coisas deveriam ser de outra maneira e tentas controlar a tua vida para que seja outra coisa qualquer que não aquilo que é. Isto desgasta-te imenso e é uma luta inglória e que perderás sempre. Deixando de tentar controlar a vida e aceitando-a como é, essa luta termina e tudo flui para ti e percebes como tudo é perfeito assim como é, mesmo quando não parece que seja.

5 Deixar de desfocar a tua atenção do momento presente
A vida que és acontece sempre no momento presente. Apenas o agora existe, todos os outros momentos de tempo são uma construção mental que tem a sua utilidade como aprendizagem. Aqui e agora existes e é no presente que desfrutas da vida tal como ela é, tal como tu és. O que quer que ocorra só acontece no agora, se estiveres presente poderás aproveitar ao máximo cada momento.

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

O verdadeiro segredo da vida


O verdadeiro segredo da vida esconde-se na vida em si. Esse segredo está à vista de todos. O verdadeiro segredo da vida é desfrutar de cada momento tal como ele é. Tu és vida, tu és a tua vida. Nada existe fora de ti, para lá daquilo que és em essência. 

A vida não tem segredos para ti, nada se esconde de ti. És perfeita assim como és, nada mais te é pedido que sejas para além daquilo que és. E de facto nada te pode ser perdido para além daquilo que és, pois já és tudo aquilo que poderias ser. 

Aquilo que és, no entanto, não é apenas aquilo que julgas ser. E aqui é que reside a ilusão, crês ser uma versão limitada de ti, não tens consciência plena daquilo que és em essência. Na verdade não é suposto que saibas, que tenhas essa consciência enquanto humano. Faz parte das regras do jogo, a ilusão de limitação, a ilusão de separação e a necessidade de lidar com as diferentes partes desse mesmo todo.

Enquanto humanos a nossa essência de amor continua a estar presente em tudo o que somos e fazemos. E no entanto criamos a ilusão do medo que condiciona a perceção daquilo que somos. O medo cria um véu que tenta toldar o amor que somos e por vezes é mais fácil aceitar esse medo do que enfrentar a verdade do amor que somos em essência.

Torna-se mais temerosa a ideia de um amor incondicional e perfeitamente puro. O ter de lidar com esse brilho intenso que habita o âmago daquilo que somos, que aproveitamos a desculpa do medo para desviar a nossa atenção desse amor e preferimos lidar com a ilusão do que com a verdade do amor que somos.

O segredo da vida está em aceitar tudo o que surge, mesmo a ilusão de separação, mesmo o medo de perca de identidade, o medo de deixar de ser quem cremos ser. Aceitar o medo, aceitar o lado sombra que só existe porque o lado de luz é maior, tudo engloba nada exclui. Esse lado sombra é um véu temporário que permite esta experiência de dualidade e desse modo a vida tornar-se ciente de si mesma.

O segredo da vida é que não há segredos, tudo te é conhecido ainda que possa estar inconsciente, pois tu és parte do todo. Tu és simples e perfeita, tal como és neste momento presente. Aqui e agora simplesmente amor.


sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

A vida é simples, só tu a podes complicar


A vida é simples, aquilo que és em essência é perfeito e simples, tu és vida una com o todo. Nada ocorre fora de ti, desconectado a ti. Sendo nós perfeitos em essência e desse modo simples apenas nós próprios podemos criar a ilusão de complicação dentro desta experiência humana.

A ideia de separação resulta apenas de ti, pois a essência que és é imutável, é uma só, é o absoluto. Aquilo que verdadeiramente podemos criar é a noção de separação, a ideia de divisão, de um eu e eles. Um nós e os outros. E dentro dessa ilusão podemos desfrutar dessa sensação de separação para ter o prazer de relembrar que somos perfeitos e unos. 

Ou então podemos complicar esta experiência, gerando sofrimento baseado nessa ideia de separação, baseado numa necessidade de sobrevivência onde apenas os mais fortes podem vencer. Numa ideia de eu ou eles, não tendo nesta cabimento a possibilidade de eu e eles.

A complicação da realidade humana começa nas presunções que estabelecemos em função daquilo que julgamos ser a realidade. É a nossa interpretação daquilo que acontece que a pode complicar ou perceber como simples que é.

E é simples porque é o que acontece. A realidade tem sempre razão consubstanciada na sua ocorrência. Aquilo que a complica, para nós, são as interpretações que estabelecemos e que depois envidamos esforços por encontrar as provas que o sustenham. E iremos sempre encontrar essas provas quanto mais arreigadas forem as certezas que temos sobre a nossa interpretação.

Tens sempre a escolha de deixar de complicar, de desligar o complicómetro. Fazes isso aceitando a realidade tal como ela é. Ao aceitares a realidade encontras a paz que reside em ti e te demonstra que tudo está bem, mesmo quando não aparenta estar bem. Pois aquilo que não aparenta estar bem resulta de uma visão limitada da situação e de uma ideia de separação reforçada pelo medo.

Para simplificar escolhes o amor e isto mais do que uma escolha é uma permissão de aceitares a essência daquilo que é. Complicas quando te deixas guiar pelo medo, que cria cenários elaborados, teorias da conspiração, como se o universo, a realidade te quisesse fazer sofrer e com isso pudesse obter algum ganho.

Deixando de complicar relembras a perfeição e simplicidade deste momento tal como ele é. Tal como és, vida sendo vivida.

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Problems won't go away unless you do


Problems exist in your life because you exist in your life. This you is the limited idea of you, is the ego, this little self bound to this body and the mind that controls it. In order to end all your problems you have to put an end to yourself first.

How you do that?

Does it mean that you have to die, to put an end to your life? No it is quit the contrary, it means to wake up from the illusion of self. It is putting and end to the victimhood. You are the cause of this reality you think to find yourself in.

It 's  your beliefs about who and what you are that derives the experiences you're elluded to have. You are not what you think you are, you are not your thoughts. You are the unlimited space where they occur and all experiences happen also. 

You are life experiencing itself through this limitations relating one anothers. Life ain't something that happens to you, it is all you. What you see as reality is just a mirror of what happens first within. And so what you perceive as problems are reflexions of things that you've been ignoring within you. Be it unconscious or consciously.

Problems are just things that you labeled as problems, if you allow them to be seen as challenges you give yourself in order to evolve, in order to remember who you are in essence. Use what you've seen this fare as problems as signs to guide you in the right path back home.

Ultimately the you who thinks has problems isn't real, it is just a habitual thought, it is just a story that you created and keep developing moment by moment. And it is okay to create this story, to enjoy each moment of it. If you do it without attachment. But if you feel you can't be unattached of this story, it is also okay, because you always do what you're prepared to do and happens to you only what you're ready to deal with.

Life is simple and perfect as it is. You are life, you are simple. Problems come and go. The you you think you are come and go. Your essence still unchanged, still peacefully loving. As it is.




segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

A dor é real o sofrimento é opcional


Enquanto humanos vivendo presentes cada momento,cada experiência que a vida, que somos, nos presenteia podemos experienciar a dor. A dor é real e faz-se sentir. Já o sofrimento que possa resultar dessa dor é opcional. O sofrimento é a estória que te contas a ti mesmo sobre essa dor, é o enredo que te permites criar em torno da dor.

Esse sofrimento cria cenários e mais cenários, todos imaginários, que existem apenas para ti. E como contas vezes sem conta essa estória que criaste, acreditas nela e procuras e encontras as provas que te mostram o quão real é essa estória.

A dor é tua amiga, ela existe para sinalizar situações que te levam ao verdadeiro conhecimento de ti. A dor pode-te despertar do estado de dormência e limitação que enquanto humanos nos encontramos. No entanto evitamos a dor, torná-mo-nos  intolerantes perante a dor.

Ao mínimo de dor procuramos tudo que nos impeça de a sentir, sejam comprimidos, sejam distrações  mundanas que nos tornem indolor. Acreditamos que se não sentimos dor, então tudo está bem. Ou então escolhemos sofrer a dor, escolhemos ampliar através das estórias criadas os efeitos da dor e desse modo deixando de tornar consciência daquilo que a dor sinaliza por si só.

Quando a dor vem em vez de agir de imediato podemos escolher lhe dar espaço para que se manifeste, para que ela dialogue connosco, que nos diga o que tem de dizer. O sofrimento pode ser poupado, neste desperdiças tremenda energia que te seria útil para despertar e aprender aquilo que a dor te quer mostrar.

O sofrimento por si só amplia a dor, amplia uma ideia de intensidade de dor que não é a original, mas sim aquela que é criada e imaginada por ti, por essa ideia de limitação, pelo ego. O que leva a um reforço da separação, a um reforço da ideia de limitação e de vítima das circunstâncias.
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