Como humanos acreditamos que somos limitados,pelo corpo e pela mente que o governa,acreditamos piamente na personalidade que fomos construindo ao longo dos anos e quando algo coloca em causa aquilo que temos como verdade,então ai reagimos e recusamos a aceitar que possa ser de outra forma,que aquilo que achamos que somos afinal é uma mera ilusão, um mero sonho limitado e numa tentativa de sobrevivência evitamos tudo o que seja questionar aquilo que temos como certo,como verdadeiro.
Escolhemos sempre mantermos-nos na nossa zona de conforto, ainda que doa, do que arriscarmos no desconhecido. O medo paralisa-nos e tendemos a complicar as situações que acontecem na nossa vida,criamos um complicómetro que entra em funcionamento e cada vez que algo nos pareça bom de mais para ser verdade,achamos que tem de haver algo mais, que a vida é muito complicada e difícil e que temos de sofrer muito.
A perfeição não existe é uma utopia, pensamos e por isso tendemos a complicar as coisas,a ver o que não está lá,mas que depois procuramos as provas que nos venham dar razão e como nos focamos nisso acabaremos por encontrar essas provas.
E depois vem as afirmações, do tipo; eu vem me parecia, eu tinha razão,isto não podia ser tão simples, era bom demais para ser verdade. Numa espécie de profecia auto-realizada, obteremos a razão que procurávamos.
Mas podemos optar por deixar as coisas serem como são,permitir que a simplicidade da vida se manifeste na sua perfeição e isso ocorre quando desligamos o complicómetro e permitirmos-nos desfrutar de cada momento pelo que ele é.
Quando percebemos que a vida é feita de balanços e equilíbrios perfeitos, que somos mais uma peça, importante e indispensável, desta imensa engrenagem que é a vida,que é a existência.E que a nós só nos é pedido que estejamos presentes,compondo uma visão geral do todo perfeito que é o existir.
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