quinta-feira, 16 de novembro de 2017

Lidar com a ansiedade



O que é a ansiedade senão uma sensação de desconforto, variando de intensidade, perante aquilo que está a acontecer na nossa mente. A ansiedade é relativa a algo que não está a ocorrer no presente, ela resulta de uma suposição mental, um julgamento sobre algo que poderá ocorrer ou não do modo que estamos a pensar que irá ocorrer. 

A ansiedade é sofrer por antecipação algo que quanto acontecer poderá ser, normalmente é, diferente daquilo que pensávamos que iria ser. A ansiedade é resultado de uma estória criada na nossa mente que apenas tolda a nossa ação. 

No entanto ressalvo que a ansiedade não é culpa da pessoa que a sente, não se trata de culpar as pessoas pelo facto de sentirem ansiedade, nem é culpa de mais ninguém porque isso seria encontrar um bode expiatório para nada fazer e ceder aos efeitos da ansiedade. 

A ansiedade é variável de pessoa para pessoa e mesmo no tempo para uma mesma pessoa. Logo não existe uma formulação mágica para colocar término à ansiedade, no entanto através de um aumento de consciência vai-se libertando do poder da mesma e tomando algum controlo até que poderá colocar um fim a essas situações que espoletam a ansiedade.

Nalguns casos é útil a ajuda de alguém externo para nos orientar a essa maior consciência e ganho de ferramentas para lidar com os efeitos da ansiedade e como identificar os sinais potenciadores da mesma por forma a lidar com ela o mais cedo possível e desse modo impedir que tenha um maior controlo sobre nós.

Desde logo um passo útil para lidar com a ansiedade é o reconhecimento que ela existe e que está a acontecer em nós quando está a acontecer, pois a sua rejeição e tentativa de a evitar só lhe concede mais poder sobre nós e menor discernimento para lidar adequadamente com a situação. Aceitando quando acontece, sem subjugação à mesma, através do tomada do consciência de que está a ocorrer.

Depois observar o caudal de pensamentos associados a esses episódios de ansiedade, que tipo de pensamentos surgem para de seguida se permitir questionar esses pensamentos, colocando-se a questão será verdade o que dizem estes pensamentos, será mesmo verdade? Se a resposta for sim, no momento parece-lhe que sim é verdade o que lhe dizem os pensamentos. 

Então questione-se se poderia ser diferente, se haverá alternativa ou versões que sejam igualmente verdadeiras e se sim, permitir-se escolher uma dessas versões que sejam menos perniciosa para si. Isto pode à primeira vista parecer um pouco complicado e de início poderá ser, à medida que for praticando vai-se simplificando e tornando mais natural e automático.

Outra prática associada ao questionamento dos pensamentos é a meditação, esta ajudará a focar a sua atenção no momento presente e quanto mais pratica menor será o espaço deixado livre para que pensamentos de ansiedade se possam expressar. Porque na realidade a ansiedade é sempre sobre algo que poderá acontecer no futuro, mais ou menos distante, e no entanto o futuro não existe  a não ser sob a forma de pensamento.

O futuro é uma estória criada no presente sobre algo que poderá ocorrer algures mais à frente na linha do tempo logo ao praticar meditação levará a que esteja mais presente no agora e desse modo mais consciente de si e das suas capacidades, fazendo desse modo melhores opções face ao que ocorre no presente, deixando assim menos espaço de manobra para que surjam situações potenciadoras de ansiedade.

A ansiedade tem também associado manifestações físicas, desde pulsações mais aceleradas, alterações respiratórias, de humor, etc. Podendo em casos mais extremos originar ataques de pânico. Aqui mais uma vez a observação é relevante pois permite criar um distanciamento entre aquilo que são os sintomas e aquilo que é a pessoa que os experiencia.

Desse modo consegue ganhar um maior controlo sobre os efeitos que permite que tenha sobre si. Deixando de estar totalmente identificado com os pensamentos que surgem em si e tendo ciente que é o espaço onde ocorrem esses pensamentos e não os pensamentos por si só, isso permite-lhe estar menos dependente e uma maior capacidade de agir sobre essas situações.  

Algo que também ajuda é deixar de assumir algo que acontece em si como algo que o defina, ou seja, a pessoa pode experienciar sensações de ansiedade e não assumir por isso que é ansioso, pois ao assumir como sendo ansioso assume isso como se fosse uma característica sua e quanto mais o faz mais tenderá a originar situações que o confirmem tornando assim numa profecia auto-realizada. Em vez de dizer sou ansioso diga eu estou ansioso e isso é algo que é temporário e não permanente.

quarta-feira, 8 de novembro de 2017

A culpa é das redes sociais?




Na atualidade onde predominam as redes sociais é cada vez mais importante perceber, ver, para lá das aparências. Sendo também relevante haver coerência entre aquilo que somos e fazemos na realidade e no mundo virtual. O que se passa por vezes é que nas redes sociais as pessoas tem comportamentos que não tem nas suas realidades. 

Por se estar num mundo virtual crê-se estar protegido por um anonimato perante os demais e esses mesmos demais são vistos apenas como imagens que surgem nos nossos ecrãs e esquece-se que do outro lado estão também seres humanos, com sentimentos, com as suas histórias de vida e que não são indiferentes aos nossos comportamentos.

Devemos por isso nunca esquecer a regra de ouro e que é "tratar os outros como gostamos de ser tratados". Hoje em dia é muito fácil emitir opiniões, é muito fácil criticar o que nos desagrada e também se resvala rapidamente para o insulto fácil a coberto do teclado e do ecrã.

No entanto quero ressalvar que as redes sociais especificamente, e a internet em geral, não são nocivas por si só, elas não são o nosso inimigo, aquilo que pode fazer com que isso aconteça é o uso que fazemos delas, o modo como nos colocamos nesses espaços virtuais. Elas terão os efeitos produzidos pelo bom ou mau uso delas.

Por exemplo na vida real a maioria das pessoas não se expõe fisicamente como algumas pessoas fazem na redes sociais postando fotos intimas e que depois de colocadas online poderão ser descarregadas em qualquer ponto do globo e desse modo não mais serão apagadas da net, ainda que se arrependa mais tarde e tente apagar.

Outra situação tem a ver com saber filtrar o que se vê nas redes sociais, pois não é pelo facto de se ver publicado na net que passa a ser verdade, veja-se o exemplo das "fake news" e a influência que tiveram nas últimas eleições americanas, entre outros exemplos. 

Chamo a atenção também para o facto de que normalmente as pessoas tendem a publicar sobre si aquilo que consideram ser o seu melhor, procurando dar uma boa imagem delas próprias, muita das vezes uma versão "cor-de-rosa" que não encontra correspondência na realidade em que vivem e por vezes outras pessoas passando por situações mais complicadas nas suas vidas comparando-se com essas realidades podem-se afundar mais nas suas depressões e tendendo a alimentar ainda mais a sua vitimização perante o mundo.

Mais uma vez não há nada errado nisso, pois cada um publica o que entende, no entanto devemos estar cientes de que tudo o que fazemos tem consequências e que em vez de olhar para fora e culpar os demais ou a realidade pelo que nos acontece, a solução passa por olhar para dentro e procurar saber porque é que tais eventos originam em nós tais reações, sejam as adversas, sejam as boas, ainda que estas últimas sejam fáceis de lidar, já as primeiras tornam-se mais complicadas e complicantes.

Cabe a cada um de nós tomar essa consciência de que temos o poder único de controlar o modo como permitimos que os eventos impactem em nós. Não podemos controlar tudo aquilo que acontece, mas podemos sempre controlar o modo como isso nos afecta, de que modo isso se torna relevante para nós através da atenção que lhe dispensamos e das estórias que criamos em tornos de tais eventos.

É importante investires em ti, no autoconhecimento e fazendo isso verás como isso impacta a tua realidade e filtra aquilo que aparece na tua realidade pois esta é um espelho da nossa realidade interna e como tal podemos usar o que acontece na nossa realidade para nos conhecer-mos melhor e indo dentro de nós mudar a nossa relação connosco mesmos primeiro e depois com os demais.

sexta-feira, 3 de novembro de 2017

Este é o momento de colocar um fim à guerra




Aquilo que és não existe separado da realidade em que vives, o que és não existe ao lado da vida, esta não é algo que te acontece e que te pode agradar ou castigar. A vida é aquilo que és de verdade em toda a sua dimensão. No entanto aquilo que tens consciência de ser, é limitado, está condicionado pelo corpo e pela mente. O segredo de seres mais feliz reside na elevação do nível de consciência.

Quanto mais consciente és da tua real natureza mais descobres que de facto nada te falta, a tua essência é plena e perfeita assim como é. E a tua realidade é um reflexo disso mesmo, as dificuldades e limitações que experiencias servem para que vás despertando e relembrando quem és de verdade.

Nada deve ficar de fora, tudo aquilo que rejeitas, na verdade o que estás a rejeitar é partes de ti e na realidade nenhuma parte de ti é melhor ou pior, dispensável ou essencial, é o todo que te faz ser quem és. Para a tua essência não existe diferença, não existe selecção, esta selecção é resultado da visão limitada da tua mente que crê existir separada de tudo o resto e por isso sentindo necessidade de lutar pela sua sobrevivência.

A vida é fluída e está em constante movimento e quando sentes que estás bloqueada, que tudo parece correr mal na tua realidade, isso significa uma chamada de atenção para a tua batalha contra a tua verdade, contra a essência do que és. Quanto mais entras em guerra com a realidade mais distante pareces estar e mais fortes tem de ser os sinais para que despertes e voltes a entrar em fluxo com a vida que és.

Quando estás em fluxo tudo acontece no momento certo e nas condições certas, sem que tenhas de forçar nada, sem que tenhas de controlar tudo o que acontece na tua vida, porque de facto não consegues controlar tudo. O que poderás conseguir é desgastar-te bastante na tentativa de controlar o rumo dos acontecimentos, sem que isso resulte em alteração daquilo que é.

Isso não significa que não tenhas escolhas que possas fazer e que te resignes simplesmente a baixar os braços e o que tiver de ser será pois nada controlas. Nada disso, o que significa de verdade é que tens múltiplas possibilidades de vivenciar esta experiência de ser humano através das escolhas que vais fazendo, sendo que quanto mais elevada for a tua consciência mais fluída é a tua experiência e as escolhas acontecem naturalmente sem que tenhas de forçar nada, sem que tenhas de guerrear com a tua realidade.

Os sinais que te mostram que estás em guerra com a realidade são por exemplo a frustração, o negativismo, a critica permanente, o julgamento constante das atitudes e comportamentos daqueles que fazem parte da tua realidade. O queixume incessante contra as condições ao teu redor, sejam as pessoas que fazem parte da tua vida, sejam as condições atmosféricas ou o fluxo do trânsito.

Essa guerra é desgastante e está perdida à partida sem que isso implique que tu estejas perdida. Tu nunca estás perdida, mesmo quando te parece que não há solução para ti. Pois aquilo que és em essência permanece sempre perfeito e a tua essência nunca te abandona porque ela não pode deixar de ser aquilo que é, nada o pode fazer.

Por isso vais muito a tempo de colocar um fim a essa guerra e desfrutar da paz e do amor que tanto anseias e que vai contigo onde tu fores, onde quer que estejas, sejam quais forem as circunstâncias, o amor que és e essa paz estão contigo, são parte de ti. Permite-te descansar e simplesmente ser como és e isso é tudo.

quarta-feira, 25 de outubro de 2017

O que te falta de verdade



A sensação de que te falta algo mais, condiciona a forma como vives o momento presente, pois se sentes que te falta alguma coisa nunca estás verdadeiramente satisfeita com o que existe no momento presente e na realidade apenas existe o momento presente. Logo estarás desperdiçando a sua vivência projetando num futuro idealizado que nunca se realizará porque o futuro não existe senão sob a forma de pensamento no presente.

Tudo aquilo que desejas de verdade, em essência, já existe no momento presente e a única forma de teres isso ciente é estando focada no aqui e agora. Sempre que não estejas presente estarás a divagar numa ilusão que leva a tua atenção para longe do que de facto já existe aqui e agora. Sendo que aquilo que é verdadeiramente essencial não se limita nos bens materiais, ainda que estes não se excluam.

O desejo de algo mais só te dará como resultado mais do mesmo, pois quando vislumbras alcançar o que antes tanto desejavas, novos desejos surgem para continuar a sugar a tua energia e atenção do presente. O que fazer então para solucionar isso? Começando apenas prestando atenção à vida que és, à vida que insufla o teu corpo e as milhentas funções que ocorrem agora mesmo dentro de ti à medida que lês estas palavras.

Faz uma pausa na leitura e observa as sensações que se manifestam em ti e ao teu redor. Seja a respiração a ocorrer. De que modo o ar entra em ti? Está quente ou frio? Que outras sensações surgem no teu corpo? E ao teu redor que sons ouves? Pouco a pouco vai notando nessas coisas que acontecem em simultâneo sem te prender em nenhuma, apenas permite-te observar onde a tua atenção te levar.

A atenção és tu quem controla, tu decides onde colocas a tua atenção e quanto mais ciente disso estás mais em contacto com o momento presente estás e mais ciente daquilo que ocorre estás, ganhando assim consciência de aspectos teus que desconhecias possuir. E quando conseguires estar presente descobres que o que acreditavas que te faltava na realidade não te falta.

Porque normalmente aquilo que associamos ao que cremos que nos falta não tem a ver com os objetos ou as pessoas em si e sim naquilo que nos fazem sentir, naquilo que despertam em sensações dentro de nós e são essas sensações que buscamos e não os objetos ou as pessoas em si. Ao estarmos presente no agora isso liberta-nos para desfrutar mais dos objetos que já temos e também da companhia das pessoas que fazem parte da nossa realidade, começando evidentemente por nós próprios.

Deixando de ser tão carentes podemos apreciar verdadeiramente as coisas como elas são e não como gostariamos que fossem para satisfazer os nossos desejos. Aquilo que temos como problemas na nossa realidade resulta desse desfasamento entre aquilo que julgamos deveria ser a realidade e aquilo que é essa realidade. 

Como não temos o controlo sobre a realidade e todos os que dela fazem parte resulta em frustração, em tristeza e quanto mais nos enredamos nessa teia, mais difícil se torna sair dela e sendo nós energia atrairemos mais situações que vibram nessas mesmas frequências. Deixando de combater a realidade descobrimos que tudo é mais simples do que pensamos que é e entrando em fluxo com a vida que somos, esta mostra-nos o caminho a seguir, sendo que passe o que passe tudo está bem, mesmo nos momentos em que não nos parece que assim seja.

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Quando menos é mais




 A vida contemporânea é feita muito do alimento do ego, onde o que se procura é obter mais e mais, e onde ter esse mais pode influenciar o modo como os outros nos vêem e consideram. O ego é insuflado pela obtenção do último modelo de smartphone, o carro "xpto", uma casa maior, etc. E quanto mais se procura obter esse mais que dê mais brilho ao ego, menos reparamos na essência do que somos e que está sempre presente onde quer que estejamos e qualquer que seja a nossa condição.

Por isso menos é mais. Quando dedicamos menos atenção ao acessório aquilo que é essencial torna-se mais presente. O que é essencial vai muito além dos bens que possuímos, do cargo ou profissão que ocupamos, da zona que vivemos ou da tipologia da casa que habitamos.

O essencial é aquilo que nos constitui, que nos dá forma, que nos dá ser, que nos dá vida, melhor dito que nos dá consciência de que somos vida, esta não é algo que nos acontece de fora para dentro e sim aquilo que somos nas suas múltiplas manifestações.

Sendo vida significa que existimos em fluxo com tudo o resto, não somos seres separados da vida e que vamos agindo de acordo com os nossos interesses como se não existissem consequências dos nossos atos perante essa vida e tudo o que dela faz parte. Aquilo que são os nossos julgamentos sobre a realidade tem influência sobre essa realidade, desde logo pelo modo como a percecionamos.

A realidade que temos como real não é mais do que uma interpretação parcial da mesma e isso significa que há tantas versões da realidade quanto o número de pessoas que dela fazem parte e por isso se tentarmos impor menos a nossa versão da realidade teremos mais abertura para ver como os outros percecionam a realidade. E isso apenas amplia a riqueza da nossa realidade sem limitar aquela que era a nossa interpretação da realidade.

Veremos que a realidade é plena de abundância em todas as acepções do significado de abundância, que todos sem exceção somos abundantes, independentemente da riqueza material que se possua momentaneamente. Porque aquilo que muito anseia o ser humano e que se funda no amor, na felicidade, isso já existe em nós, naquilo que somos em essência.

Para tornar ciente essa abundância que é parte da essência do que somos basta-nos estar presentes para aquilo que somos neste momento, sendo como somos, sem mais. Enquanto humanos possuímos virtudes e defeitos. Abraçando os dois poderemos elevar o nosso nível de consciência. Normalmente tendemos a rejeitar o que consideramos como defeitos e no entanto quanto mais se rejeitam esses defeitos mais poder ganham sobre nós e a nossa realidade.

Só aceitando esses defeitos poderemos aprender com eles, poderemos amá-los e libertar-nos para evoluir e melhor desfrutar da vida que somos em todos os momentos e dimensões desta nossa experiência humana.

Quanto mais cientes somos da nossa essência mais percebemos que tudo é muito mais simples do que tendemos a pensar que é. Porque os pensamentos são complexos e complicativos, tendem a criar cenários que muita das vezes não encontram fundamento na realidade. E no entanto enquanto humanos tendemos a identificar-mo-nos totalmente com os pensamentos que pululam na nossa mente.

Menos identificação com os pensamentos significa mais liberdade para desfrutar da realidade como ela é, como nós somos em toda a sua complexa simplicidade. Aceitar o simples é muito difícil para o ser humano que tendencialmente acha que tem de haver algo mais. E nessa busca pelo algo mais vai complicando o que é naturalmente simples e isso passa por libertar-se da necessidade de controlo e confiar mais na intuição e em estar em fluxo com a vida que somos.

quinta-feira, 12 de outubro de 2017

Tu és único



Tu és único, mais ninguém é igual a ti e nada pode retirar o que quer que seja ao teu valor, pois o teu valor é inegociável, nem mesmo tu podes diminuir o valor que tens. E esse valor é-te dado pelo simples facto de existires, é a vida que és que te atribui esse valor. Ao nascer já és um vencedor, pois a vida que tens não tem preço, e nada nem ninguém pode retirar uma virgula que seja a esse valor.

Sejam quais forem as circunstâncias que se desenrolem ao longo da tua vida nada belisca a essência do que és. Dito isto por vezes a vida coloca-te situações limite, em que és colocado à prova, em que te vês confrontado com situações que julgas não ser capaz de enfrentar e superar. E no entanto se acontece, isso  implica que tenhas a capacidade e os recursos para superar o que quer que ocorra na tua realidade e é assim não porque eu o diga e sim porque é o que ocorre.

A vida só te dá situações que possas suportar, que possas lidar ainda que isso seja diferente do que julgas ser a melhor forma de resolver determinada situação, por vezes aquilo que crês ser o melhor para ti, aquilo que desejavas que ocorresse não é aquilo que melhor serve esta tua experiência humana e quanto mais resistires ao que a vida te dá mais alimentas aquilo que é o sofrimento.

Porque o sofrimento é opcional, é uma escolha tua, O sofrimento resulta das estórias que constróis em torno do que acontece na tua realidade. O sofrimento resulta da tua rejeição do que acontece, resulta da tua tentativa de forçar que a realidade ocorra de determinada forma e quando assim não é resulta em sofrimento, resulta em frustração.

Logo a melhor opção para ti é fazer as pazes com a tua realidade e isso não implica que aceitas tudo sem mais, que não possas julgar o que ocorre como bom ou mau, porque isso é anti-natura para o ser humano, é parte desta experiência humana essa capacidade de julgar em cada momento aquilo que somos, aquilo que acontece e por isso mesmo existem os contrastes, para que possamos escolher o que nos faz sentir melhor ou pior. 

No entanto tanto o que gostamos como o que não gostamos tem exactamente o mesmo valor para aquilo que é a nossa essência, nenhuma delas belisca o que quer que seja a nossa essência, tanto o que gostamos como o que nos desagrada são meras vivências para a nossa essência. Sabendo isto continuarás a ter as tuas preferências e no entanto aceitas o que ocorre pelo que é, sem ter de sofrer quando seja diferente do que gostas mais ou julgas ser o melhor para ti. 

A isso se chama liberdade, a isso se chama ser iluminado. Aceitar a realidade tal como ela é com desapego, continuando a agir enquanto humano, com todas as limitações que essa condição humana acarreta e com a certeza de que passe o que passe tudo está bem, tudo acontece como tem de acontecer e no momento certo para acontecer.

quarta-feira, 4 de outubro de 2017

4 Dicas para cuidar da tua felicidade




A vida é simples já aquilo que pensamos sobre a vida é complexo e complicativo. Assim sendo o que isso significa é que cabe a cada um de nós a escolha de complicar ou não a nossa realidade, pois isso apenas nós o podemos fazer e fazemos isso diretamente e através das pessoas que fazem parte da nossa realidade que espelham de algum modo as nossas crenças sobre a realidade. Este texto é sobretudo para aqueles que desejam mudar a sua situação atual, na realidade as mudanças que desejas são simples sendo também difíceis porque o piloto automático entra em ação e tudo rapidamente volta à forma inicial. Para mudar é necessário que as mudanças ocorram dentro de nós, que se alterem as crenças enraizadas que moldam o modo como percecionamos aquilo que cremos ser a vida. Deixo-te de seguida algumas dicas que te podem ajudar a conseguir essas mudanças e desse modo ser mais feliz.

1 Deixar de ser vítima das circunstâncias
Quando a realidade não está de modo agradável para nós tendemos a criticar tudo e todos e a achar que a vida está contra nós, que nos persegue e quando algo corre mal, várias situações se sucedem que mostram como tudo está mal, sucedendo-se ocorrências atrás de ocorrências que nos levam a cimentar essa ideia que somos um alvo a abater pelo universo. O que isso faz é que atrais mais situações que reforçam essa ideia, porque estás a vibra nesse nível de frequência energética.Tudo é energia e atrais situações dentro da mesma frequência de vibração. Se te sentes como vítima atrairás situações que o comprovam e assim pensas que tens razão e numa espécie de "pescadinha de rabo na boca" vais-te afundando nessa vitimização.  Muda isso cimentando a ideia de que o universo quer o teu bem, quer o melhor para ti. Alimenta esta ideia e verás como isso muda a tua situação, sendo persistente e acreditando.

2 Aprender a deixar partir
Quanto mais arreigados às situações estamos mais tendemos a complicar a nossa realidade porque esta é dinâmica, está em constante movimento e quanto mais apegados ao que cremos que somos e o que cremos que deve de ser a nossa realidade estamos mais complicado fica a mudança que tanto desejamos. Porque se por um lado desejamos mudar por vezes não aceitamos o que é necessário deixar partir para que as mudanças aconteçam. Quando mais apegado às ideias do que és e do que é suposto que faças na tua realidade estás mais limitas as tuas opções e te impedes de ver as soluções e caminhos que a vida te aponta para que possas evoluir e crescer. E isso verifica-se de muitos modos, desde os objetos que vais acumulando em casa e que não tem utilidade alguma para a tua vida ocupando apenas espaço que impede que o novo entre. De igual  modo se verifica com as ideias que alimentas sobre o que és quanto mais te agarras a essas ideias menos espaço tens na tua atenção para que a evolução e o despertar se dê.

3 Tudo tem o seu momento certo
O momento certo para ocorrer o que quer que seja é quando acontece e isso muita das vezes é diverso daquilo que achamos que deve de ser. E quanto mais resistimos ao que acontece mais complicamos o desfrutar do que acontece e a respectiva aprendizagem com o que acontece porque achamos que deveria ser de outro modo ou noutro momento em vez de aproveitar ao máximo o que ocorre no momento presente em fluxo com a essência do que somos. Apenas o agora existe, o passado é apenas uma história na nossa mente que se usada como elemento de aprendizagem é bom, mas se usada como elemento condicionador da vivência do presente nos limita. Tal como o futuro que não é mais do que uma história do que desejaríamos que ocorresse mas que quando prende a nossa atenção no presente serve apenas como um elemento criador de ansiedade. Mudas isso centrando-te na tua respiração quando te apanhares a vaguear nessas histórias que a mente te conta. Tu tens o poder de decidir onde colocas a tua atenção.

4  Aceitação
Saber aceitar a realidade como ela é sem apego, nisso reside a tua consciência da felicidade e serenidade que existe em ti, que te constitui. Pois a felicidade que procuras de verdade já existe em ti, mas como estás tão distraída procurando fora de ti vais relegando esse conhecimento que carregas dentro de ti e que vai onde tu fores. E como tal está sempre disponível esperando que lhe tributes a tua atenção sabendo que quando o fizeres será porque estás preparada e será o momento ideal para ti. Essa serenidade e felicidade não tem pressa, ela conhece a tua essência intemporal e eterna por isso sabe esperar que a tua consciência humana evolua até estar pronta para a reconhecer e desfrutar dela. Esta aceitação não significa resignação e baixar os braços ao que acontece e sim, significa que reconheces o que acontece pelo que acontece e ages de acordo sabendo, confiando que se acontece, é perfeito que aconteça e será sempre para o teu bem, é isso o que significa a aceitação.
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