sexta-feira, 20 de abril de 2018

Como lidar com pessoas tóxicas


O que são pessoas tóxicas? São aquelas pessoas que de uma forma ou de outra interferem negativamente no nosso comportamento, que mexem connosco. E elas fazem parte das nossas vidas e é suposto, em maior ou menor grau, que façam parte da nossa vida. Aquilo que importa é o que fazemos com elas, com o comportamento delas.

Então como poderemos lidar com as pessoas que consideramos como tóxicas. Aqui ficam algumas dicas:

Tomar consciência da sua existência

É importante identificar as pessoas que são tóxicas para nós de uma forma recorrente, pois momentaneamente qualquer pessoa da nossa realidade pode demonstrar um comportamento que nos afecta negativamente em função de determinadas circunstâncias, já quando ocorre de uma forma persistente, aí a incompatibilidade é maior. Só tomando consciência dessas pessoas que mais carga negativa projetam em nós é que podemos tomar medidas para nos defendermos.


Aprender com essas pessoas

Nada ocorre por acaso na nossa vida e as pessoas que temos como tóxicas não são exceção, elas surgem na nossa vida para nos ajudar a elevar o nosso nível de consciência, para que possamos nos conhecer melhor e relembrar que somos muito mais fortes do que cremos ser. Só enfrentando dificuldades saberemos o quão forte somos aos suplantá-las. Se rejeitarmos à partida essas pessoas, se fecharmos a janela de oportunidade de crescimento que nos trazem poderemos ser confrontados como situações mais "pesadas" para aprender a lição que temos de aprender. Por isso naquilo que somos em essência essas pessoas acabam por ser nossas amigas, elas chamam a nossa atenção para aspectos nossos que viemos trabalhar e superar. 


Tudo tem a relevância que atribuis 

As coisas tem a importância que lhe atribuímos, é a nossa atenção e reação ao que nos acontece que determina os efeitos dessas coisas na nossa realidade. Nós vemos as coisas de acordo com a nossa interpretação daquilo que acontece e não as coisas como elas são de facto. Assim se passa com as pessoas que consideramos como tóxicas, elas tem poder sobre nós pela forma como reagimos, pela forma como deixamos que impactem em nós e condicionem a nossa realidade, condicionem a forma como vivemos a vida, seja por muito ou pouco tempo. Há pessoas tóxicas que permanecem pouco tempo na nossa vida e outras que nos acompanham ao longo dos anos, a exemplo de alguns familiares.  Mas és tu quem decide o poder de influência que essas pessoas tem sobre ti e a boa notícia é que seja qual for o passado podes escolher agora conceder uma importância diferente a essas pessoas e aprender com isso.

Comportamento gera comportamento

Se não te agrada o comportamento de certas pessoas, as pessoas que temos como tóxicas, se reagires de modo igual a elas por forma a que tenham o que "merecem" estarás a ser pior que elas, pois se criticas e fazes o mesmo isso só te diminui, não te enaltece. Cada um dá o que tem, se não te agrada o comportamento de outros responde com aquilo que tens. Responde com aquilo que és, fazendo o bem terás mais do mesmo. Se responderes na mesma moeda estarás a diminuir o teu nível de consciência, a baixar a tua frequência de vibração energética e a criar condições para que situações menos agradáveis possam ocorrer. O comportamento das outras pessoas fala por elas, o teu fala por ti e esse és tu quem decide em todas ocasiões qual queres que seja esse comportamento.



Deixe de aceitar o seu comportamento como um ataque pessoal

Há pessoas tóxicas porque estão de mal com a vida, elas passam por situações nas suas experiências pessoais que as torna mais amargas, mais negativas, mais amarguradas e desse modo procuram, muita das vezes inconscientemente, descarregar nos demais toda a frustração que sentem, toda a insatisfação por não saberem lidar com o que estão a sentir e o que se passa nas suas vidas, assumindo  o papel de vítimas das circunstâncias ignorando o seu poder criador da situação em que se vêem envolvidas e por isso procuram alívio arrastando outras pessoas para as mesmas situações, para que as "ajudem" a carregar tal fardo. Se aceitares esse "convite" escolhes diminuir quem és e a qualidade da tua experiência humana e fazes isso porque vês como um ataque pessoal o comportamento delas face a ti e na resposta a esses comportamentos podes perder-te e sofrer no processo. Logo deixando de aceitar o que se passa como sendo um ataque contra ti e sim como sendo uma chamada de atenção da vida para que olhes para ti, para que aprendas o que te quer ensinar e confiar na vida para que te inspire a tomar as decisões certas e fluir com a vida, verás como tudo fica bem, como tudo está bem.

quarta-feira, 11 de abril de 2018

How to accomplish real change



The human being is unsettled, it is always looking for the next thing and this drives a desire for change. But change will never come if its just a way to run away from dealing with what's happening in your life and you don't like it. 

Real change can only occur from within, from a place of connection with your reality. Nothing happens for no reason and the way you choose to deal with it will determine how your life unfolds moment by moment. If something happens and you don't like it  and choose to ignore it, the thing is that it will not go away. 

It will influence your reality until you learn what it is supposed to learn from it and evolve from it. If you deny it, if you choose to look the other way, reality will force it onto you until you have no choice but to deal with it.

In order for change occur you have first to be aware of the reality of the thing you wish to change. You have to acknowledge  its full extent, the way it impacts in you and then you can do something about it.

And that may imply to deal with things you dislike, with thing you wish never existed in you or in your reality, but if its there it is okay, it is supposed to exist, otherwise it wouldn't exist. Things have the power over you that you allow them. The more you resist something, the more power over you it will have.

Choosing to deal face-to-face with whatever is bothering you is the shortest fastest way to overcome it. Only you have real power over what can derail you or not. Things are what you allow them to be for you, reality is simple being as it is and only you can complicate it. You are your worse enemy when you allow disconnection to take place in you.

Your essence is perfect as it is, it embraces whatever happens in your reality your essence does not judges what happens is just accepts it because nothing can damage it, nothing can diminish its perfectness.

Real change occurs whenever you remember who you really are, whenever you embrace your inner life and allow your love to be shared wherever you go. By changing the way you see yourself your reality will mirror that, it will give you proofs of that change of perception. People will come and go in your life in order for you to learn from them and also to teach them and they will stay as much as needed to allow so.

Being willing to accept reality as it is, to accept yourself as you really are unconditionally you will realize that change, real change does not need to occur because there is nothing needed to be changed except the way you perceive yourself and your role in your reality.




quinta-feira, 5 de abril de 2018

Muda o teu mundo


A realidade pode ser bastante desafiante e colocar-te à prova em diversas situações e por vezes podes dar por ti a achar que ela está contra ti, que o mundo conspira contra ti e que nada te sai bem, nada acontece a teu favor. É normal isso acontecer e no entanto é o que fazes dessas situações que verdadeiramente conta para o teu bem-estar e evolução.

Perante tais momentos podes assumir o papel de vítima e deixar de fazer o que tens de fazer porque acreditas que nada do que faças poder mudar o que quer que seja. Ou então podes assumir o papel de líder da tua vida e aprender com o que de menos bom, na tua perspectiva, acontece e desse modo descobrir em ti forças que desconhecias ter.

Seja qual for a tua escolha em cada momento a boa notícia é que nada é definitivo, podes sempre escolher de novo e fazer diferente, escolher um caminho diferente que ainda que se possa revelar como não sendo melhor, pelo menos contribuirá para o teu crescimento enquanto ser humano.

Nada acontece por acaso, as pessoas que surgem na tua vida, seja por muito ou pouco tempo, surgem porque trazem algo para te ensinar e terão algo a aprender contigo. E sim, de verdade aquelas pessoas que mais contribuem para o teu crescimento não são as que gostas mais e que melhor te tratam e sim aquelas que menos gostas.

As pessoas que menos gostas são as que espelham aspectos teus que vens ignorando mas que residem em ti e é através do comportamento e ações dessas pessoas para contigo que esse lado teu surge à superfície e prende a tua atenção. Isto se não colocares a culpa plena nessas pessoas e assumas a tua quota parte na situação.

O mais fácil é culpá-las e desresponsabilizar-te das situações e desse modo perderes uma boa oportunidade de te conhecer melhor e integrar esses aspectos do teu lado sombra que se deixados de lado, deixados de serem lidados de frente continuarão a influenciar a tua realidade de uma forma solta sem a tua atenção.

O lado sombra só tem o poder que lhe concedes através da tua ignorância ou reconhecimento do mesmo. Quanto mais depressa o reconheceres como existente, como sendo parte de ti, mais depressa o poderás integrar, aprender com ele e deixar de estar sob o jugo da sua influência descontrolada.

O que isso te dará é uma visão nova da realidade menos sombria, menos sujeita ao papel de vítima das circunstâncias  e mais ao leme da tua realidade, mais recetivo ao que a vida te dá e mais grato pela experiência humana que te é dada a viver.

A vida cuida de ti sempre, em todas as situações, mesmo aquelas que julgas como más, como castigadoras, porque de facto para aquilo que és em essência, nada o pode beliscar, nada te pode diminuir.  Tendo isto em consciência ficas mais livre para desfrutar da realidade tal como ela é e deixarás de tentar controlar tudo o que acontece na tua realidade, sejam os comportamentos dos outros, sejam os resultados que acontecem.

Aquilo que controlas sempre, aquilo que é tua exclusiva responsabilidade é o que fazes com a tua realidade, a perceção que fazes, as ações que tomas e mudando aquilo que é teu para mudar, ou seja, as tuas ações e atitudes, verás como isso causa impacto na tua realidade e logo nos comportamentos dos outros. 

Mudando a forma como olhas para o mundo o mundo muda para ti.

sexta-feira, 23 de março de 2018

Superar a insatisfação





A insatisfação e a ambição fazem parte da natureza humana, ambas contribuem para uma busca de melhoria contínua daquilo que são as condições de vivência dos seres humanos e quando bem direccionadas levam ao melhoramento e ao progresso das vidas humanas. No entanto essa mesma insatisfação pode induzir sofrimento desnecessário e desvalorização do quanto cada um já alcançou e do que já é.

A evolução é positiva quando integradora do que existe, quando valoriza devidamente o presente e desse modo encontra espaço para a introdução de melhorias ou novas realidades. Pois existem possibilidades infinitas no universo prontas a serem "descobertas" pela inteligência humana quando esta estiver preparada para as abraçar e desfrutar em pleno.

Quando a insatisfação é resultado da rejeição do que é neste momento isso gerará mais insatisfação que não encontra saciedade. Pois cada vez que alcança o objetivo desejado não o desfruta plenamente porque um novo se revela e leva a sua atenção.

O que fazer então perante a insatisfação que não encontra resposta imediata?

Em primeiro lugar observe essa insatisfação, como se revela ela, de que forma se manifesta no seu corpo e na sua mente? Que efeitos produz na sua realidade e vivências? 

Quanto mais ciente da insatisfação está, menos dependente dos seus efeitos está e isso dá-lhe poder de decidir o que fazer, que relevância permite que tenha na sua realidade e na forma como vive o seu dia-a-dia. Se nada fizer essa insatisfação ganha relevância ocupando cada vez mais espaço na sua atenção retirando paulatinamente o prazer das suas atividades diárias. Podendo resultar, se nada for feito, em depressão.

Isso não implica que não possa ter momentos de insatisfação, pois as coisas nem sempre se passam como gostaríamos que passassem e isso é muita das vezes positivo para nós, levando-nos a deixar de ser tão letárgicos, a deixar de nos embrenhar nas rotinas e a procurar fazer diferente com vista a aumentar o autoconhecimento.

Já se a insatisfação for crescente e se releve desde as mínimas coisas aí já começa a ter efeitos nefastos naquilo que é a capacidade de desfrutar desta nossa vivência humana.

Depois de observar a insatisfação e o modo como se manifesta em si tome consciência que ela ocorre em si mas não o limita, ela não define a essência do que é. Logo em vez de rejeitar essa insatisfação aceite-a como ela é, sem resistência e verá como ela perde a força que antes parecia ter sobre si e repara que de facto nada de verdadeiramente mau lhe acontece, a não ser a sua mente criando cenários catastróficos que depois, normalmente, não se revelam reais.

Normalmente a insatisfação é resultado da não realização daquilo que acreditava ser o melhor para si, são os cenários que julgamos que devem ocorrer e que depois ocorrem de modo de diferente do esperado e desejado por nós que induzem a nossa insatisfação, seja através do que não alcançamos, seja pelo não controlo dos comportamentos das demais pessoas que fazem parte da nossa realidade.

Aceite que assim é, reconheça quando acontece desse modo e depois em consciência, conectado com o momento presente aja de forma positiva tendo em conta o seu melhor e o melhor dos outros. Se cuidar de tratar dos demais como deseja ser tratado a possibilidade de resultar insatisfeito será muito menor.

Deixando de se embrenhar em pleno com a insatisfação verá que aquilo que acreditava que lhe faltava já existem em si, ou seja, aquilo que é verdadeiramente relevante e que vai muito além do meramente material, já existe em si, é parte da essência do que é. Cuidando de se conhecer melhor verá que de facto nada lhe falta.

quarta-feira, 7 de março de 2018

O apego é o que mais te faz sofrer



Aquilo que mais te leva ao sofrimento é o apego e este manifesta-se de múltiplas formas na tua realidade. Nomeadamente o apego a essa ideia de ti, essa personalidade que acreditas ser e quando colocada em causa, de acordo com a tua perceção, faz-te sofrer. O sofrimento não é nada mais do que uma estória que alimentas na tua mente sobre aquilo que vai ocorrendo na tua realidade e que não está de acordo com o que desejarias.

O apego manifesta-se desde as pequenas coisas do dia-a-dia, tal como uma simples fila no supermercado ou do trânsito. Até aos relacionamentos mais relevantes na tua vida, ou seja, o comportamento das pessoas que mais amas. Relativo à primeira, as filas, esse apego surge na tua reação e sensações que experimentas quando essas filas surgem e como se desenrolam, aquilo que decides fazer com essas filas não altera a rapidez das mesmas mas altera a forma como passas esse tempo.

Já relativamente aos relacionamentos o maior sofrimento surge do apego ao que consideras que deveriam de ser os comportamentos dessas pessoas e quando estas não se comportam de acordo com o que desejarias, de acordo com o que consideras ser o mais correcto, isso induz em ti sofrimento, porque mesmo que tenhas uma posição de dominância sobre essas pessoas, o desgaste que sofres para impor esse domínio é grande.

A boa notícia é que depende apenas de ti libertares-te desses apegos, isso é uma escolha tua. Ser fácil ou difícil depende de ti e da tua vontade de o superar. Na maior parte das vezes não é fácil porque os teus hábitos estão de tal maneira enraizados, funcionam de tal maneira em piloto automático que nem te apercebes das reações que tens. Por isso é importante praticares a presença, praticares o foco no momento presente.

Isso faz-se orientando a tua atenção para o que se passa no agora, primeiro dentro de ti, seja notando nas sensações físicas que surgem, seja notando no diálogo interno que surge e que constantemente te dita julgamentos sobre o que ocorre nessa tua realidade. Assim como também reparando depois no que se passa fora de ti, ou seja, as ocorrência externas, tudo aquilo que acontece ao teu redor e que te chama a atenção.

Estando focando no agora, estando presente de facto começas a identificar aquilo que estás mais apegado, aquilo que mais irá mexer contigo e que mais te levará a ter uma reação primária de fuga ou luta, accionando todos os teus alarmes internos na maior parte das vezes desnecessariamente porque não se tratam de situações de sobrevivência e sim de simples situações do dia-a-dia.

Começando a conhecer essas situações que mais mexem contigo, e a que mais estás apegado, isso permite-te começar a deixar acontecer o que tem de acontecer sem reagir de imediato tentando que aconteçam como achas que devem de acontecer. E se te permitires primeiro aceitar o que acontece tal como acontece, isso significa reconhecer as coisas tal como são e não implica que tenhas de gostar ou aceitar apenas as reconheces como são.

Fazendo isso ficas mais livre e focado para perceber que nada acontece por acaso e que tens mais influência sobre os acontecimentos estando mais presente para o que se passa em ti, tendo uma maior consciência do que sentes e dos pensamentos que surgem em ti. Desse modo com desapego irás agir de um modo mais intuitivo, mais em fluxo com a vida e verás como isso faz toda a diferença na tua realidade e o sofrimento tende a diminuir e mesmo a desaparecer na maior parte das situações.

sexta-feira, 2 de março de 2018

Torna mais simples os teus relacionamentos



Quanto mais ciente daquilo que é a tua verdadeira natureza mais preparado estás para lidar com os teus relacionamentos nesta tua experiência humana. O ser humano é um ser relacional, ele vê-se e perceciona-se na interação com os demais. Uma das primeiras coisas que deves ter ciente é que na realidade não vês os outros de acordo com o que eles são e sim de acordo com a perceção que tens do que eles são. 

Isto não é um mero jogo de palavras, efetivamente é o que acontece, todos nós sem exceção fazemos desse modo, nós vemos os demais em face daquilo que são as nossas referências internas que tipificam determinados comportamentos de uma forma ou de outra. Pois aquilo que é certo para uns pode não ser para outros e mesmo ao longo do tempo isso pode-se ir modificando para uma mesma pessoa, ou seja, em diferentes momentos uma mesma pessoa pode ter opiniões diferentes.

Por isso quando estás a interagir com outra pessoa aquilo que está de verdade presente são seis pontos de vista diferentes, ou seja, está presente a forma como vês essa pessoa e aquilo que ela é. Tal como para essa pessoa está presente a forma como ela te perceciona e aquilo que tu és de verdade. A somar ainda a forma como cada um se perceciona a si mesmo. Agora imagina isso aumentar ao adicionar mais pessoas.

É isto o que potencia os mal entendidos porque nós vemos as coisas de acordo com aquilo que somos, de acordo com aquilo que julgámos somos e percecionamos o outro através desses nossos filtros. É por isso relevante tomar consciência de que assim é e depois decidir fazer diferente.

Esse fazer diferente passa por uma maior abertura de espírito, ou seja, permitir-se ver o outro de acordo com o que ele é, sem preconceitos, observando aquilo que são os seus comportamentos, aquilo que diz e faz, tentando ser empático, ou seja, procurando ver as coisas de acordo com o seu ponto de vista, ainda que possa parecer à partida muito diferente do seu.

Porque na realidade só sendo a outra pessoa poderia entender na totalidade o porquê dela fazer o que faz. só tendo vivido o que ela viveu poderia ter uma compreensão maior para a entender. Esse esforço no entanto não é limitante para si porque o facto de se permitir ser empático com o outro, o facto de procurar afastar preconceitos, não implica que deixe de ser quem é e ter as suas ideias, também elas forjadas por toda a sua experiência de vida e depois chegar à conclusão de que mantém a sua opinião.

Isto releva que é normal haver discordância, é normal haver diferentes pontos de vista e é mesmo salutar que assim seja, pois é na diversidade que se pode evoluir, que se pode elevar o nível de consciência, pois se fizermos sempre o mesmo os resultados serão forçosamente os mesmos, é insano esperar resultados diferentes mantendo os mesmos comportamentos.

Mas é importante ter consciência dessas diferenças, dessas perceções diversas para se poder reduzir o nível de conflito. Aquilo que são os conflitos básicos que nada acrescentam e que vão minando os relacionamentos. Em vez de procurar que as pessoas sejam e se comportem como acha que elas se devem comportar, porque isso na verdade não depende de si, mesmo os nossos filhos que são educados por nós naquilo que achamos ser o melhor para eles, chega um momento onde divergem e tem os seus próprios gostos e formas de ver as coisas que podem colidir com o que consideramos ser o melhor, isso acentua-se mais a partir da adolescência. Mas é mesmo assim, é parte do processo natural da vida.

Em vez de tentar forçar as pessoas a se comportarem como acha que se devem comportar aquilo que pode fazer é ser um exemplo daquilo que é para si o mais correto e então sim os demais se se reverem na sua forma de ser, nos seus comportamentos irão imitá-lo, irão seguir o seu exemplo. 

Respeitando-se a si mesmo e respeitando as diferenças dos demais verá como ficam mais simples os seus relacionamentos e o nível conflitual diminui.

terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

Concede-te a oportunidade



A pessoa que mais pode complicar a tua vida és tu própria, mais ninguém tem verdadeiramente esse poder a não ser que o concedas. E como é que complicas?

Cada vez que duvidas de ti, sempre que coloques em causa se és capaz, se consegues fazer tal como os outros conseguem, cada vez que o fazes estás a complicar a tua realidade. Tu tens muito mais valor do que aquele que pensas ter. E para comprovar isso começa a fazer, seja o que for que queiras fazer e ainda não fizeste julgando que não eras capaz, vai e faz e daí resultará que ou fazes e tudo está resolvido ou então não consegues e aprendes na tentativa e da próxima vez será melhor.

A duvida é normal acontecer, não te condenes por duvidar, todos os seres humanos tem momentos de dúvida. Aquilo que importa relevar é o que fazes perante situações de dúvida e aí deixas de fazer porque duvidas das tuas capacidades ou então permites-te fazer, arriscar e isso fará de ti uma pessoa mais preparada para vencer.

Complicas também, quando te comparas com os outros. Cada pessoa é única e aquilo que resulta bem para uma pessoa não é necessariamente indicado para outra pessoa nas mesmas circunstâncias. Pode dar-se o caso de que o seja, só o saberás quando fizeres por ti, escutando primeiro a tua intuição e se achares por bem, fazendo por ti. Quando te comparas com os outros normalmente só reparas nas coisas boas deixando de notar nos sacrifícios e dificuldades que essas pessoas tiveram para conseguirem o que conseguiram.

A comparação é mais potenciadora de frustração que de algo construtivo, quando te sentes menorizada tendo menos ou conseguido menos do que aqueles com que te comparas. Por si só não tem mal nenhum olhar para o que os outros tem e desejar ter igual para ti, desde que isso não se torne obsessivo e castrador daquilo que são as tuas aptidões naturais. Desde que isso não te impeça de ver aquilo que é o mais adequado para ti, mais de acordo com a tua essência.

Complicas também quando não respeitas o teu ritmo, a tua natureza e procuras forçar para que as coisas sejam como queres e que as outras pessoas se comportem como julgas que se devem comportar. Apenas podemos controlar os nossos comportamentos, as nossas atitudes e a gestão das nossas emoções. Aquilo que os outros fazem, o modo como se comportam, aquilo que sentem ou pensam, está fora do nosso controlo.

De nada serve desgastar a tua energia procurando mudar os outros, aquilo que está ao teu alcance, que depende apenas de ti é a forma como lidas com eles, o exemplo que lhes dás e esse sim poderá ser algo que eles possam seguir e ao fazê-lo acabem por mudar no processo. É através do teu exemplo que poderás ser um agente de mudança, através das tuas ações e atitudes que sirvam de inspiração para os demais.

Complicas quando exiges demais de ti, pois enquanto ser humano não és perfeita, nenhum ser humano o é. É assim para todos sem exceção, é na busca dessa perfeição que cada um se vai conhecendo melhor, se vai relembrando da, essa sim perfeita, essência que somos feitos. Deixa de achar que deves de estar sempre disponível para os outros, que deves colocar as vontades dos demais à frente da tua vontade. 

Na tua capacidade para aceitar e lidar com aquilo que não gostas em ti, naquilo que consideras como defeitos, reside a consciência do quão feliz és. Na realidade o que consideras como defeito é mais feitio do que defeito. É o que te faz ser única, mais ninguém é como tu, mais ninguém te conhece tão bem como tu. Aprendendo a aceitar e a amar o que gostas menos serve para que valorizes mais tudo aquilo que gostas, tudo aquilo que amas de verdade.

Concede-te a oportunidade de viver em pleno como mereces, feliz de acordo com a tua essência. Isso não significa que tudo seja um mar de rosas, que nada de menos bom te aconteça porque isso seria procurar iludir-te sobre o que é a realidade humana, esta é feita de contrastes, é porque conhecemos o mau que podemos conhecer o bom, é porque conhecemos a tristeza que podemos valorizar a alegria. É porque conhecemos a escuridão que amamos a luz. Tu és todos esses contrastes, eles ocorrem em ti, nada deve de ser excluído, tudo deve ser aceite e amado, nisso reside a tua paz.



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