quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

Pedir e receber



"Pede e te será dado" é uma das frases que surgem nas escrituras sagradas e que na verdade é uma das leis universais no entanto a forma como é sentida por cada um de nós é diversa e na maioria das vezes aquilo que pedimos em consciência não nos é dado. E isto acontece porque o universo, a vida se quiseres é feita de um perfeito equilíbrio e de facto não há distinção entre o dar e o receber para aquilo que é a essência do que somos.

Do ponto de vista humano é relevante perceber e praticar que há que dar para receber, ambas são duas faces de uma mesma moeda e como tal uma não existe sem a outra. Há pessoas que só sabem dar de si e não sabem aceitar aquilo que os outros lhes dão e desse modo só estão a desequilibrar a sua realidade e esta irá dar-lhe provas desse desequilíbrio, primeiro de uma forma mais subtil e se não entenderem esses sinais poderão ser forçados a ouvi-los, surgindo por exemplo doenças incapacitantes que os obriga a pedir ajuda dos outros.  

Da mesma forma outros existem que apenas sabem receber e nada estão dispostos a partilhar com os demais, criam uma via única de comunicação que lhes faz aceitar e pedir aos demais e em troca nada tem para dar. E este dar não significa apenas os bens materiais, podendo ser algo tão simples como momentos de atenção.

Por vezes as outras pessoas apenas necessitam de alguém que esteja ali com elas, que as ouça, que lhes faça sentir como relevantes e quando se fecham essas portas julgando que se não peço nada a ninguém também não tenho que dar nada de mim, então a vida, o universo encarregar-se-à de mostrar que não é assim. 

E aí pode acontecer que essas pessoas fiquem sem nada, por muito pouco que tenham, para que tomem consciência que não existem per si, isoladas do mundo, todos estamos ligados uns aos outros e essa é uma das razões pelas quais vimos a esta realidade passar por esta experiência humana, para que possamos interagir uns com os outros.

Vimos a esta dimensão para que possamos aprender a amar aquilo que somos através do reflexo que as pessoas que surgem na nossa vida fazem do que existe na nossa realidade interna. As pessoas que fazem parte da nossa realidade, seja por muito ou pouco tempo, vem espelhar aquilo que acontece primeiro dentro de nós e desse modo são mensageiras para que possamos tomar consciência daquilo que somos em essência.

E saber dar e receber é uma das formas de entrar em contacto com a essência do que somos. Saber estar recetivo ao que o universo tem para nós, aceitar de braços abertos cientes de que ocorra o que ocorrer, se acontece é perfeito que aconteça e agradecendo o que vem e partilhando o que somos e temos, estaremos sempre mais alinhados com a essência do que somos e e maior é a harmonia da nossa realidade.

A vida é simples apenas nós a complicamos através da nossa interpretação e interação, interna primeiro e depois externa. Seja qual for a sua situação atual não se preocupe ainda pode retificar e entrar em fluxo com a sua essência de amor. Permita-se isso, deixe que a vida lhe mostre como.

quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

Nada acontece por acaso



Nada acontece por acaso e o que quer que ocorra tem um significado, tem um propósito de te fazer elevar o teu nível de consciência, de te fazer relembrar quem és de verdade. O que quer que ocorra na tua realidade humana não belisca aquilo que és em essência, pois esta é perfeita tal como é. 

Então o que significa isso para os altos e baixos que lidas na tua realidade humana?

Para a essência do que és não existem tais altos e baixos, o bom e o mau, não existe dualidade e apenas a unicidade porque tudo é parte daquilo que és. A essência que és nada recusa, nada exclui, pois ela não distingue partes de si, ela se vê como um todo, como estando conectada a tudo o que é, tudo o que existe.

Tendo esta consciência não significa que deixes de ter momentos difíceis, que deixes de sentir tristeza. O que significa sim é que quando enfrentas tais situações rapidamente relembras que é passageiro e que não te diminui em nada. Desse modo deixas de te ver como vítima das circunstâncias e tomas as rédeas da tua vida.

Este tomar as rédeas não implica que controles tudo o que acontece e decidas o que passa a ocorrer na tua vida, e significa sim, que escolhes a importância que permites que cada evento tenha na tua realidade e no grau de influência que permites que tenha em ti.

Estando mais ciente do que és de verdade, daquela que é a tua natureza, quando relembras que tudo é energia em vibração e que essa energia tem frequências de vibração e de acordo com ela a tua realidade é um reflexo disso mesmo. Logo se não te agrada a realidade em que estás inserida atualmente, a solução não passa por tentar mudar essa realidade em primeiro lugar e sim mudar a tua frequência vibracional.

Quando elevas a tua frequência vibracional energética a tua realidade espelha isso mesmo e tudo aquilo que vibra na mesma frequência encontra realidade na tua vida. Para os mais cépticos a ciência já produz evidência suficiente de que assim é. O bom disto tudo é que não necessitas de perceber de ciência, ou religião, ou filosofia para acreditares que assim é. 

Independentemente do que acreditas as coisas são como são, isto são leis universais que são isentas de opiniões ou condicionantes, desde que se esteja vibrando numa determinada frequência o resultados tidos estarão de acordo com essa mesma vibração.

Baixas frequências são mais densas logo mais pesadas, altas frequências são menos densas, logo mais leves. Mudando a frequência vibracional a tua realidade acompanha essa mudança e ela ocorre sempre dentro de ti primeiro e está disponível aqui e agora, nada mais é necessário. Praticando a presença no presente começas a estar mais ciente da tua vibração energética, começa por observar, começa por te aceitar como és e a tua situação atual. Faz isso com amor e verás como se inicia a mudança que desejas.

quinta-feira, 23 de novembro de 2017

Tomar as rédeas da tua vida



A vida não é algo nos aconteça e sim aquilo que somos em plenitude. Nós somos vida a acontecer no momento presente e nada fica fora dela, nada é rejeitado, nada pode ser diminuído ou menosprezado. Aquilo que normalmente consideramos como problemático resulta da diferença entre aquilo que achamos que a vida deve de ser e aquilo que ela é de facto.

Nós enquanto humanos não podemos controlar a vida, não podemos controlar o desenrolar dos acontecimentos na totalidade da nossa realidade e das pessoas que dela fazem parte. No entanto isto não implica que sejamos indefesos, que não tenhamos nada a fazer e apenas possamos nos limitar a aceitar o que acontece.

Pelo contrário, nós podemos tomar as rédeas da nossa vida e isso é feito através de uma tomada de consciência da nossa real natureza, da essência do que somos. Sendo nós vida em plenitude significa que somos muito mais do que apenas um corpo e a mente que o controla. Tal como está cientificamente provado nós somos energia, assim como tudo ao nosso redor é também energia.

O que diferencia é a frequência de vibração dessa energia e logo o grau de densidade da mesma, levando a uma maior materialidade ou não. Quanto mais cientes da nossa essência energética mais estaremos tomando as rédeas da nossa experiência humana. E isto é assim porque iremos experienciar aquilo que vibrar na mesma onda de frequência que nós.

Nada acontece por acaso, o que ocorre tem o propósito de nos fazer relembrar quem somos em essência e desse modo a realidade humana que vivemos é um espelho da nossa frequência de vibração energética. Mudando a frequência em que vibramos estaremos a mudar a realidade que experienciamos.

Para aquilo que somos em essência pouco importa aquilo que é a nossa realidade humana, pois tudo é existente na essência e ela nada exclui ou privilegia. Já para aquilo que experienciamos desde um ponto de vista limitado humano faz toda a diferença a frequência vibracional em que estejamos sintonizados.

Por isso ao elevar a tua frequência vibracional estarás a tomar as rédeas da tua vida e de tudo o que experienciarás. Tudo aquilo que desejas está a uma distância de sintonização da frequência adequada à mesma situação desejada.

Se desejas o bem, faz o bem. Se desejas mais amor, partilha o teu amor incondicionalmente. Se desejas ser mais próspero começa por tomar consciência das tuas crenças sobre o dinheiro e o trabalho, alterando as que sejam limitantes e isso terá reflexos na tua realidade. Isto envolve da tua parte persistência para fazer acontecer, nem tudo muda por um simples passe de mágica, sendo possível, não é o mais comum acontecer.

Tomas ainda as rédeas da tua vida através do modo como permites que a realidade mexa contigo, através da forma como escolhes reagir ao que te acontece. As coisas são como são e muitas delas não as podes mudar, no entanto podes sempre controlar a forma como reages ao que acontece e a forma como escolhes agir para que as coisas possam acontecer.

quinta-feira, 16 de novembro de 2017

Lidar com a ansiedade



O que é a ansiedade senão uma sensação de desconforto, variando de intensidade, perante aquilo que está a acontecer na nossa mente. A ansiedade é relativa a algo que não está a ocorrer no presente, ela resulta de uma suposição mental, um julgamento sobre algo que poderá ocorrer ou não do modo que estamos a pensar que irá ocorrer. 

A ansiedade é sofrer por antecipação algo que quanto acontecer poderá ser, normalmente é, diferente daquilo que pensávamos que iria ser. A ansiedade é resultado de uma estória criada na nossa mente que apenas tolda a nossa ação. 

No entanto ressalvo que a ansiedade não é culpa da pessoa que a sente, não se trata de culpar as pessoas pelo facto de sentirem ansiedade, nem é culpa de mais ninguém porque isso seria encontrar um bode expiatório para nada fazer e ceder aos efeitos da ansiedade. 

A ansiedade é variável de pessoa para pessoa e mesmo no tempo para uma mesma pessoa. Logo não existe uma formulação mágica para colocar término à ansiedade, no entanto através de um aumento de consciência vai-se libertando do poder da mesma e tomando algum controlo até que poderá colocar um fim a essas situações que espoletam a ansiedade.

Nalguns casos é útil a ajuda de alguém externo para nos orientar a essa maior consciência e ganho de ferramentas para lidar com os efeitos da ansiedade e como identificar os sinais potenciadores da mesma por forma a lidar com ela o mais cedo possível e desse modo impedir que tenha um maior controlo sobre nós.

Desde logo um passo útil para lidar com a ansiedade é o reconhecimento que ela existe e que está a acontecer em nós quando está a acontecer, pois a sua rejeição e tentativa de a evitar só lhe concede mais poder sobre nós e menor discernimento para lidar adequadamente com a situação. Aceitando quando acontece, sem subjugação à mesma, através do tomada do consciência de que está a ocorrer.

Depois observar o caudal de pensamentos associados a esses episódios de ansiedade, que tipo de pensamentos surgem para de seguida se permitir questionar esses pensamentos, colocando-se a questão será verdade o que dizem estes pensamentos, será mesmo verdade? Se a resposta for sim, no momento parece-lhe que sim é verdade o que lhe dizem os pensamentos. 

Então questione-se se poderia ser diferente, se haverá alternativa ou versões que sejam igualmente verdadeiras e se sim, permitir-se escolher uma dessas versões que sejam menos perniciosa para si. Isto pode à primeira vista parecer um pouco complicado e de início poderá ser, à medida que for praticando vai-se simplificando e tornando mais natural e automático.

Outra prática associada ao questionamento dos pensamentos é a meditação, esta ajudará a focar a sua atenção no momento presente e quanto mais pratica menor será o espaço deixado livre para que pensamentos de ansiedade se possam expressar. Porque na realidade a ansiedade é sempre sobre algo que poderá acontecer no futuro, mais ou menos distante, e no entanto o futuro não existe  a não ser sob a forma de pensamento.

O futuro é uma estória criada no presente sobre algo que poderá ocorrer algures mais à frente na linha do tempo logo ao praticar meditação levará a que esteja mais presente no agora e desse modo mais consciente de si e das suas capacidades, fazendo desse modo melhores opções face ao que ocorre no presente, deixando assim menos espaço de manobra para que surjam situações potenciadoras de ansiedade.

A ansiedade tem também associado manifestações físicas, desde pulsações mais aceleradas, alterações respiratórias, de humor, etc. Podendo em casos mais extremos originar ataques de pânico. Aqui mais uma vez a observação é relevante pois permite criar um distanciamento entre aquilo que são os sintomas e aquilo que é a pessoa que os experiencia.

Desse modo consegue ganhar um maior controlo sobre os efeitos que permite que tenha sobre si. Deixando de estar totalmente identificado com os pensamentos que surgem em si e tendo ciente que é o espaço onde ocorrem esses pensamentos e não os pensamentos por si só, isso permite-lhe estar menos dependente e uma maior capacidade de agir sobre essas situações.  

Algo que também ajuda é deixar de assumir algo que acontece em si como algo que o defina, ou seja, a pessoa pode experienciar sensações de ansiedade e não assumir por isso que é ansioso, pois ao assumir como sendo ansioso assume isso como se fosse uma característica sua e quanto mais o faz mais tenderá a originar situações que o confirmem tornando assim numa profecia auto-realizada. Em vez de dizer sou ansioso diga eu estou ansioso e isso é algo que é temporário e não permanente.

quarta-feira, 8 de novembro de 2017

A culpa é das redes sociais?




Na atualidade onde predominam as redes sociais é cada vez mais importante perceber, ver, para lá das aparências. Sendo também relevante haver coerência entre aquilo que somos e fazemos na realidade e no mundo virtual. O que se passa por vezes é que nas redes sociais as pessoas tem comportamentos que não tem nas suas realidades. 

Por se estar num mundo virtual crê-se estar protegido por um anonimato perante os demais e esses mesmos demais são vistos apenas como imagens que surgem nos nossos ecrãs e esquece-se que do outro lado estão também seres humanos, com sentimentos, com as suas histórias de vida e que não são indiferentes aos nossos comportamentos.

Devemos por isso nunca esquecer a regra de ouro e que é "tratar os outros como gostamos de ser tratados". Hoje em dia é muito fácil emitir opiniões, é muito fácil criticar o que nos desagrada e também se resvala rapidamente para o insulto fácil a coberto do teclado e do ecrã.

No entanto quero ressalvar que as redes sociais especificamente, e a internet em geral, não são nocivas por si só, elas não são o nosso inimigo, aquilo que pode fazer com que isso aconteça é o uso que fazemos delas, o modo como nos colocamos nesses espaços virtuais. Elas terão os efeitos produzidos pelo bom ou mau uso delas.

Por exemplo na vida real a maioria das pessoas não se expõe fisicamente como algumas pessoas fazem na redes sociais postando fotos intimas e que depois de colocadas online poderão ser descarregadas em qualquer ponto do globo e desse modo não mais serão apagadas da net, ainda que se arrependa mais tarde e tente apagar.

Outra situação tem a ver com saber filtrar o que se vê nas redes sociais, pois não é pelo facto de se ver publicado na net que passa a ser verdade, veja-se o exemplo das "fake news" e a influência que tiveram nas últimas eleições americanas, entre outros exemplos. 

Chamo a atenção também para o facto de que normalmente as pessoas tendem a publicar sobre si aquilo que consideram ser o seu melhor, procurando dar uma boa imagem delas próprias, muita das vezes uma versão "cor-de-rosa" que não encontra correspondência na realidade em que vivem e por vezes outras pessoas passando por situações mais complicadas nas suas vidas comparando-se com essas realidades podem-se afundar mais nas suas depressões e tendendo a alimentar ainda mais a sua vitimização perante o mundo.

Mais uma vez não há nada errado nisso, pois cada um publica o que entende, no entanto devemos estar cientes de que tudo o que fazemos tem consequências e que em vez de olhar para fora e culpar os demais ou a realidade pelo que nos acontece, a solução passa por olhar para dentro e procurar saber porque é que tais eventos originam em nós tais reações, sejam as adversas, sejam as boas, ainda que estas últimas sejam fáceis de lidar, já as primeiras tornam-se mais complicadas e complicantes.

Cabe a cada um de nós tomar essa consciência de que temos o poder único de controlar o modo como permitimos que os eventos impactem em nós. Não podemos controlar tudo aquilo que acontece, mas podemos sempre controlar o modo como isso nos afecta, de que modo isso se torna relevante para nós através da atenção que lhe dispensamos e das estórias que criamos em tornos de tais eventos.

É importante investires em ti, no autoconhecimento e fazendo isso verás como isso impacta a tua realidade e filtra aquilo que aparece na tua realidade pois esta é um espelho da nossa realidade interna e como tal podemos usar o que acontece na nossa realidade para nos conhecer-mos melhor e indo dentro de nós mudar a nossa relação connosco mesmos primeiro e depois com os demais.

sexta-feira, 3 de novembro de 2017

Este é o momento de colocar um fim à guerra




Aquilo que és não existe separado da realidade em que vives, o que és não existe ao lado da vida, esta não é algo que te acontece e que te pode agradar ou castigar. A vida é aquilo que és de verdade em toda a sua dimensão. No entanto aquilo que tens consciência de ser, é limitado, está condicionado pelo corpo e pela mente. O segredo de seres mais feliz reside na elevação do nível de consciência.

Quanto mais consciente és da tua real natureza mais descobres que de facto nada te falta, a tua essência é plena e perfeita assim como é. E a tua realidade é um reflexo disso mesmo, as dificuldades e limitações que experiencias servem para que vás despertando e relembrando quem és de verdade.

Nada deve ficar de fora, tudo aquilo que rejeitas, na verdade o que estás a rejeitar é partes de ti e na realidade nenhuma parte de ti é melhor ou pior, dispensável ou essencial, é o todo que te faz ser quem és. Para a tua essência não existe diferença, não existe selecção, esta selecção é resultado da visão limitada da tua mente que crê existir separada de tudo o resto e por isso sentindo necessidade de lutar pela sua sobrevivência.

A vida é fluída e está em constante movimento e quando sentes que estás bloqueada, que tudo parece correr mal na tua realidade, isso significa uma chamada de atenção para a tua batalha contra a tua verdade, contra a essência do que és. Quanto mais entras em guerra com a realidade mais distante pareces estar e mais fortes tem de ser os sinais para que despertes e voltes a entrar em fluxo com a vida que és.

Quando estás em fluxo tudo acontece no momento certo e nas condições certas, sem que tenhas de forçar nada, sem que tenhas de controlar tudo o que acontece na tua vida, porque de facto não consegues controlar tudo. O que poderás conseguir é desgastar-te bastante na tentativa de controlar o rumo dos acontecimentos, sem que isso resulte em alteração daquilo que é.

Isso não significa que não tenhas escolhas que possas fazer e que te resignes simplesmente a baixar os braços e o que tiver de ser será pois nada controlas. Nada disso, o que significa de verdade é que tens múltiplas possibilidades de vivenciar esta experiência de ser humano através das escolhas que vais fazendo, sendo que quanto mais elevada for a tua consciência mais fluída é a tua experiência e as escolhas acontecem naturalmente sem que tenhas de forçar nada, sem que tenhas de guerrear com a tua realidade.

Os sinais que te mostram que estás em guerra com a realidade são por exemplo a frustração, o negativismo, a critica permanente, o julgamento constante das atitudes e comportamentos daqueles que fazem parte da tua realidade. O queixume incessante contra as condições ao teu redor, sejam as pessoas que fazem parte da tua vida, sejam as condições atmosféricas ou o fluxo do trânsito.

Essa guerra é desgastante e está perdida à partida sem que isso implique que tu estejas perdida. Tu nunca estás perdida, mesmo quando te parece que não há solução para ti. Pois aquilo que és em essência permanece sempre perfeito e a tua essência nunca te abandona porque ela não pode deixar de ser aquilo que é, nada o pode fazer.

Por isso vais muito a tempo de colocar um fim a essa guerra e desfrutar da paz e do amor que tanto anseias e que vai contigo onde tu fores, onde quer que estejas, sejam quais forem as circunstâncias, o amor que és e essa paz estão contigo, são parte de ti. Permite-te descansar e simplesmente ser como és e isso é tudo.

quarta-feira, 25 de outubro de 2017

O que te falta de verdade



A sensação de que te falta algo mais, condiciona a forma como vives o momento presente, pois se sentes que te falta alguma coisa nunca estás verdadeiramente satisfeita com o que existe no momento presente e na realidade apenas existe o momento presente. Logo estarás desperdiçando a sua vivência projetando num futuro idealizado que nunca se realizará porque o futuro não existe senão sob a forma de pensamento no presente.

Tudo aquilo que desejas de verdade, em essência, já existe no momento presente e a única forma de teres isso ciente é estando focada no aqui e agora. Sempre que não estejas presente estarás a divagar numa ilusão que leva a tua atenção para longe do que de facto já existe aqui e agora. Sendo que aquilo que é verdadeiramente essencial não se limita nos bens materiais, ainda que estes não se excluam.

O desejo de algo mais só te dará como resultado mais do mesmo, pois quando vislumbras alcançar o que antes tanto desejavas, novos desejos surgem para continuar a sugar a tua energia e atenção do presente. O que fazer então para solucionar isso? Começando apenas prestando atenção à vida que és, à vida que insufla o teu corpo e as milhentas funções que ocorrem agora mesmo dentro de ti à medida que lês estas palavras.

Faz uma pausa na leitura e observa as sensações que se manifestam em ti e ao teu redor. Seja a respiração a ocorrer. De que modo o ar entra em ti? Está quente ou frio? Que outras sensações surgem no teu corpo? E ao teu redor que sons ouves? Pouco a pouco vai notando nessas coisas que acontecem em simultâneo sem te prender em nenhuma, apenas permite-te observar onde a tua atenção te levar.

A atenção és tu quem controla, tu decides onde colocas a tua atenção e quanto mais ciente disso estás mais em contacto com o momento presente estás e mais ciente daquilo que ocorre estás, ganhando assim consciência de aspectos teus que desconhecias possuir. E quando conseguires estar presente descobres que o que acreditavas que te faltava na realidade não te falta.

Porque normalmente aquilo que associamos ao que cremos que nos falta não tem a ver com os objetos ou as pessoas em si e sim naquilo que nos fazem sentir, naquilo que despertam em sensações dentro de nós e são essas sensações que buscamos e não os objetos ou as pessoas em si. Ao estarmos presente no agora isso liberta-nos para desfrutar mais dos objetos que já temos e também da companhia das pessoas que fazem parte da nossa realidade, começando evidentemente por nós próprios.

Deixando de ser tão carentes podemos apreciar verdadeiramente as coisas como elas são e não como gostariamos que fossem para satisfazer os nossos desejos. Aquilo que temos como problemas na nossa realidade resulta desse desfasamento entre aquilo que julgamos deveria ser a realidade e aquilo que é essa realidade. 

Como não temos o controlo sobre a realidade e todos os que dela fazem parte resulta em frustração, em tristeza e quanto mais nos enredamos nessa teia, mais difícil se torna sair dela e sendo nós energia atrairemos mais situações que vibram nessas mesmas frequências. Deixando de combater a realidade descobrimos que tudo é mais simples do que pensamos que é e entrando em fluxo com a vida que somos, esta mostra-nos o caminho a seguir, sendo que passe o que passe tudo está bem, mesmo nos momentos em que não nos parece que assim seja.
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