quinta-feira, 13 de julho de 2017

Importa o que fazes agora



A realidade da experiência humana é feita de altos e baixos, ela é dual e é suposto que assim seja, pois é nesses contrastes que melhor nos conhecemos, que melhor iremos experienciando as diferentes sensações que apenas são possíveis de ser vividas por um ser humano.

A questão não se coloca sobre se iremos enfrentar problemas, sobre se iremos sentir tristeza e momentos em que nos apetece desistir, momentos em que nos interrogamos do propósito disto tudo. A questão coloca-se naquilo que farás com esses momentos, de que forma permites que te afectem, de que forma permites que definam a tua realidade.

É a tua perceção das coisas que cria a tua realidade, existem tantas realidades quanto o número de pessoas que existe, pois mesmo em face de uma mesma situação cada pessoa cria a sua versão do que ocorre e assim sendo crê que é a verdade e por vezes na defesa dessa "verdade" entram em conflito com os outros que tenham opiniões diversas.

A vida é simples, já aquilo que pensas da vida e do que nela ocorre é complexo. Apenas tu podes complicar a tua vida através das estórias que crias e do quanto apegado e identificado com as mesmas estás. A ti não te é pedido que sejas perfeito, porque na realidade nenhum ser humano o é, ou pode sequer ser.

O que conta de verdade é o que fazes com os teus defeitos e virtudes, mais do que dizes, mais do que as opiniões que partilhas o que deveras conta é o que fazes em concreto, as ações reais que empreendes e o impacto que elas produzem naqueles que te rodeiam.

E não tem de ser atos grandiosos, não tem de ser atos heróicos, gestos simples produzem mais efeito que certos gestos vistosos. Um simples obrigado, um simples sorriso pode ter o poder de mudar para melhor o instante de alguém, o momento de alguém e sim esse alguém também podes ser tu próprio.

A ti só te é pedido que estejas recetivo ao que a vida te dá, ao que a vida pede de ti e que é que estejas presente vivenciando o que quer que a vida traz à tua atenção, pois se ocorre é perfeito que ocorra, e estás preparado para lidar com o quer que ocorra porque de outra forma não aconteceria na tua realidade.

Começa a ser grato pelas coisas mais simples e pequenas que tens dado como adquiridas e não tens prestado atenção e quanto mais o fizeres mais situações semelhantes atrais para a tua experiência humana e à medida que vais elevando o teu nível de vibração energética novas experiências são trazidas até ti para que possas experienciar e continuar a evoluir.

terça-feira, 4 de julho de 2017

Parar a guerra e encontrar a paz



As ações que tomamos são o que de verdade mais conta, porque palavras, já diz o ditado, leva-as o vento. Mais do que dizes que vais fazer, é o que fazes de facto que fala por ti. No entanto convém ressalvar que antes da ação está o que se passa na tua mente, a forma como percecionas a realidade dita a forma com irás agir também.

A realidade é um espelho do teu interior, do teu mundo interno. Tudo se passa dentro de ti primeiro e depois projeta-se exteriormente. Por isso é essencial que estejas ciente dessa realidade interna, fica atento aos diálogos internos e de que forma estes condicionam o modo como te vês e todos os que te rodeiam.

Se passas a vida a reclamar de tudo e todos, se o julgamento dos que te rodeiam é uma constante no teu diálogo interno então verás reflexos disso mesmo na tua realidade externa, terás situações a ocorrerem que te desagradarão porque é nessa frequência de vibração que estás sintonizado.

Tudo é energia, facto, para os mais céticos, que está cientificamente comprovado e como tal estando ciente disso podes escolher elevar o teu nível de frequência de vibração e fazes isso estando presente no agora, vivendo a realidade como ela é e não como achas que deveria de ser.

Estando presente para o que é, como é, deixas de criar obstáculos que toldem a tua consciência da tua ligação ao todo. Pois nenhum de nós existe separado da realidade, a vida que somos existe não por oposição à realidade, mas sim em conexão com essa realidade e tudo o que dela faz parte, independentemente de o julgarmos como bom ou mau.

A rejeição daquilo que é resulta numa guerra que está perdida à partida, pois não podes rejeitar partes tuas, não podes deixar de ser o que és. Quanto mais integrares as partes do todo que te constituem mais ciente da perfeição da tua essência estás e mais em paz estás, porque essa paz existe em ti agora, neste momento e não necessitas de fazer nenhuma prova de merecimento para acederes a essa paz.

A verdadeira sensação de paz é passível de ser encontrada, sentida em qualquer lugar, em qualquer momento, mesmo no meio do turbilhão do dia-a-dia, em especial neste, porque estar no topo de uma montanha, ou numa qualquer caverna isolada é mais "fácil" encontrar essa paz, sendo que esse fácil é resultado duma perceção nossa, de uma ideia ilusória que é necessário uma certo isolamento da realidade para se sentir em paz.

No entanto é de igual facilidade possível encontrar a desejada paz no meio do caos, no meio da confusão da agitação humana.

A paz resulta da conexão à essência e como de facto não podes deixar de estar conectado à essência, porque és essa essência então a paz existe em ti, a paz és tu. A falta de paz, ou melhor dito a ilusão de falta, é resultado dessa guerra de rejeição a partes de ti, partes da tua realidade. 

A forma de lidar com essa guerra passa primeiro por reconhecer que ela existe, observe aquilo que não gosta na sua realidade, aquilo que rejeita, seja em si e naqueles que a rodeiam. Isso servirá de indicador para o seu lado sombra. De seguida fique ciente das sensações que essas rejeições produzem em si e o modo como normalmente lida com elas.

Depois resta-lhe mudar o que pode mudar e que é o modo como lida com essas situações, que tipo de ações toma face a essas situações, as ações internas e externas também. 

A solução que procura passa por amar em pleno aquilo que é, seja o que for, simplesmente ame, deixe que o amor que brota em si "limpe" o seu caminho e deixe que a essência do que é lhe mostre o caminho, deixe-se ir, entre em fluxo com a vida e verá como tudo fica mais simples.

quarta-feira, 28 de junho de 2017

It is okay to be you




As human beings we are constantly struggling with what is, we are not satisfied with who we are and with what we have and we are always trying to achieve more and more. We are trying to fit in a idea of what we are supposed to do in life, that we have a path to walk in order to be worthy, in order to be as the image been graved in us of how it is supposed to live this human life.

You can do that if it seems right to you, if its useful to you, but if you are searching for something more, if you feel that you are more than you think to be right now, if you believe that there is more in human life than what you've been told and educated for. Then it means that you are ready to awake-up, you are ready to start remembering your true essence.

You are perfect as you are right now, not somewhere in the future but in this moment now. This you is not the you you grow up believing to be, it is the essence of your true nature. It is one with all existence, it exists no separation within it, nothing exists out of it. 

In essence all humans abide as one, not as parts of some greater being, but as one. 

This human experience is a limited point of view of consciousness, it is as it is supposed to be and as that it is perfect. You are perfect as you are, even within this limited awareness of your essence with all is perfections and imperfections. 

Knowing this will not change your human reality dramatically, it could, but it will allow you to seize more each moment of it because time is just a human condition, it is a mechanism that guides you within the illusion of separation, allowing you to experience a wide range of situations with all its sensations, be it judged as good or bad.

In essence there is only the now, this ever present moment that is all and whole. In essence there is no good or bad, there is no us and them, all is included. This recognition sets you free, in fact just remembers you that you are free, you never seized to be free.

It is okay to be you, within your essence the personality you are attached to, be it the mind and body that you carry, in essence it is embraced, it is included fully. This personality is the ego, a collection of stories since you where born as human. The ego is not your enemy unless you limit yourself to it, unless you are fully attached to it and will fight in order to preserve it against all threats.

Simply start to accept your ego, your personality as it is, knowing that you are much more than it. Within love deal with it, embrace it and set it free to enjoy this human experience by loving all other humans too. 

Allow yourself to be happy as well as to be unhappy when those moments presents to you. Allow yourself to feel sad, as to feel joy. Do not reject nothing that life gives to you. If it happens it is okay, it is supposed to happen and you are ready to deal with it, otherwise it would not occur. In that lies your peace of mind.
  

segunda-feira, 19 de junho de 2017

Porquê eu? Porquê eu?



Esta questão surge de imediato quando algo de menos bom ocorre na nossa vida, esta dúvida assalta-nos a atenção e isso é assim porque de facto não possuímos a visão do todo. Quando as coisas acontecem vemos-nos imersos no que acontece e se isso é algo que nos dói, algo que nos leva a alimentar o sofrimento então mais aprisionados nessa dúvida ficamos.

O que quer que ocorra na nossa vida não é por acaso e por muito doloroso que seja, tem um propósito, é algo que nos leva a elevar o nosso nível de consciência. Por isso quando a dor surge podemos escolher criar estórias em torno dessa dor e desse modo estamos a criar e alimentar o sofrimento.

Sofrimento esse que pode perdurar muito para lá dos acontecimentos que lhe deram origem. E é este sofrimento que mais pode condicionar a tua realidade. A dor é real, já o sofrimento é opcional. O sofrimento é uma escolha tua, uma decisão que pode surgir apenas da tua ação, da interpretação que fazes da dor que sentiste.

Podes não ter essa consciência que o sofrimento resulta de uma escolha tua através das estórias que crias, mas agora essa informação está a chegar a ti e isso significa que este é o momento certo para que a recebas e possas processar e aplicar na tua realidade.

Então que uso podes dar a essa informação?

O primeiro uso é que existe uma separação entre o que é a dor e o sofrimento que associas a essa dor.

O segundo uso é que podes aprender com a dor, esta comunica contigo, quando surge resulta de algo que requer a tua atenção e que de alguma forma negligenciaste, pois a vida vai nos dando sinais sobre as experiências que vamos tendo e o que delas deveremos aprender, quando isso de alguma forma não acontece, ou seja, quando não aprendemos o que devemos aprender, então a vida requer a nossa atenção de forma mais intensa.

O terceiro tem a ver com o facto já referido de que o sofrimento é opcional, e como tal podes escolher deixar de sofrer. Fazes isso deixando de criar estórias em torno da dor, da sua origem e significados. Quanto mais estórias crias mais esse sofrimento encontra alimento e podendo mesmo controlar a tua vida por completo levando em casos extremos à decisão de por um termo à mesma.

O quarto uso da informação de que o sofrimento é uma escolha tua é de que de igual modo podes escolher deixar de sofrer, tu tens esse poder, tens essa capacidade. No imediato se o sofrimento que sentes é elevado, quase demasiado do teu ponto de vista, pode-te parecer difícil que consigas dar-lhe um fim, mas é possível ainda que seja mais lento para uns do que para outros, é possível desde que tomes essa decisão e persistas nisso.

A questão do "porquê eu" é um sinal desse alimentar do sofrimento, é uma escolha de vitimização, como se fosses mais ou menos merecedor de passar por tal situação e no entanto o que releva mais não é o merecimento ou não e sim o facto de que foi o que aconteceu na tua realidade. Logo se aconteceu é suposto que acontecesse, de nada serve tentar negar, tentar fazer de conta que não existe ou lamentar que exista.

A realidade tem sempre razão e de nada serve ir contra aquilo que é, pois nessa guerra iremos perder cem por cento das vezes. A solução passa então pela aceitação da realidade tal como ela é e essa aceitação significa reconhecimento daquilo que é e não resignação. Aceitando o que é, aprendendo com isso e continuando a agir em consciência, alinhados com a essência e tudo estará bem, em essência tudo continua sendo perfeito como é.

terça-feira, 13 de junho de 2017

Menos expectativas, mais ciente de ser feliz




Os seres humanos em geral desejam ser felizes, é algo que todos almejam e no entanto poucos são os que tem consciência do quão feliz já são de verdade. Poucos são os que são cientes de que tudo aquilo que desejam e procuram na verdade já existe a partir do ponto de onde procuram, ou seja, já existe em si.

A felicidade é parte da nossa essência e ela é inalienável, por muito que tentes, não podes deixar de ser aquilo que és e aquilo que és, a essência do que és não pode ser diminuído, não te pode ser retirado. Logo na verdade aquilo que te é pedido é que te relembres quem és de verdade.

Que relembres a essência do que és e isso surge através da dualidade humana, através das experiências que a vida te vai colocando por forma a que despertes do teu torpor, que desligues o piloto automático e estejas presente para a perfeição da tua essência.

A vida é simples já aquilo que pensas sobre a vida é complexo e complicativo. 

A vida que és é muito maior do que crês ser, crês ser essa personalidade vivendo uma vida e que é confinada num corpo e no entanto aquilo que és vai muito além disso, tudo és parte do todo e essa parte que crês ser contém o todo, é tudo a mesma essência.

Acredites nisso ou não, isso não é necessário a que possas desfrutar melhor da tua vida. Para melhorar a tua relação com a vida, com a tua realidade, aquilo que te é suficiente é abraçar a vida tal como ela é, simplesmente tal como ela é.

E fazes isso começando por te libertar das expectativas, pois são estas que limitam a tua vida. As expectativas são as tuas ideias sobre o que é suposto acontecer, sobre como deveriam ser as coisas na tua vida. As expectativas são estórias sobre como se deveriam comportar as pessoas na tua realidade, sobre que acontecimentos desejas e esperas que ocorram.

As expectativas são limitantes porque enquanto te agarras a elas estás a escolher deixar de lado todas as outras possibilidades que a vida te dá e essas possibilidades só poderão surgir na tua realidade se estiveres recetivo a que aconteçam, se libertares a tua atenção para que possam ganhar "vida" na tua realidade.

A vida é feita de possibilidades infinitas e todas elas existem em ti em potência e a tua atenção ao presente, a tua presença aberta no agora permite-te desfrutar em pleno da perfeição da vida tal como ela é. 

E isso não significa que do ponto de vista do ser que também és nesta experiência humana, só vivas experiência que julgues como boas, como agradáveis e andes em permanente euforia porque para a essência do que és essas experiência são tão relevantes como as que julgas como más, como geradoras de dor e sofrimento.

O que as diferencia é a tua aceitação ou não aceitação das mesmas, és tu quem as julga como dignas de ser vividas ou não e dai resulta frustração, se te permitires aceitar a vida como ela é, independentemente do que julgues, verás como tudo fica mais simples para ti porque de verdade sempre foi simples, apenas tu podes complicar a tua realidade, mais ninguém o faz por ti, outros que aparentam complicar a tua vida são apenas um reflexo do que emana de ti, são atores da tua encenação.

Permitindo-te deixar partir as expectativas ficas ciente da perfeição daquilo que é, daquilo que és, da vida que és e que existe em ligação ao todo, nada existe fora de ti, separado de ti e nisso reside a felicidade, essa ideia de felicidade humana.

segunda-feira, 5 de junho de 2017

Amar a vida, amar as pessoas




A vida que te constitui existe para ser amada, pois ela própria é amor, puro amor e tudo existe nela, existe nesse espaço ilimitado de consciência. Enquanto humanos não temos a capacidade de ter a consciência do todo e por isso cremos na ilusão de existirmos separados de tudo o resto que nos rodeia. Cremos que existe um "eu e os outros" e dai resulta a maior parte dos mal entendidos e "guerras" que enfrentamos ao longo da nossa experiência humana.

E assim sendo não tem mal nenhum porque para a essência do que somos é indiferente, já que nada a pode beliscar, nada a pode delimitar ou diminuir.

Todas as experiências que vives na tua realidade humana resultam nos julgamentos que fazes sobre as mesmas. É o teu julgamento que as faz serem positivas ou não para ti. As coisas que acontecem são neutras por si só, é a forma como as interpretas que as fará serem mais ou menos aceitáveis para ti e no entanto todas elas tem o mesmo valor para a tua essência.

Estes conceitos são também meras ideias para aquilo que és em essência, pois tudo é aceite pela tua essência, nada é rejeitado, tudo é parte dessa perfeita engrenagem que é a existência. Enquanto humano podes ir elevando o teu nível de consciência e ficar mais alerta para a essência do que és e isso é um processo de aprendizagem que cada ser humano fará ao ritmo que for estando preparado para lidar.

Nada ocorre na tua realidade que não tenhas os recursos para lidar, sejam internos, sejam externos e na medida que fores elevando o teu nível de consciência percebes que o que antes parecia insolúvel afinal é simples. Aquilo que o complicava era o que julgavas que era e não o que era de verdade.

A vida é simples e flui naturalmente sem esforço algum e tu és vida.

Já o pensamento é complexo, o pensamento é limitativo e tende a excluir. Quanto mais agarrado, quanto mais identificado com o pensamento estás mais complicada ter parecerá a vida.

Significa isto que ao elevar o teu nível de consciência deixas de ter problemas, deixas de sentir tristezas?

Não, porque sejam os problemas, sejam as tristezas, são estórias tuas criadas em torno do que acontece e enquanto humano és um criador de estórias e é suposto que assim seja, elas servem para criar contrastes que te desafiam, que te levam a questionar e a experienciar um leque alargado de sensações, de emoções que são pura energia.

Tomando consciência da energia em que vibras podes ir elevando a frequência dessa energia e novas sensações te são presenteadas para experienciar e estas poderão ser julgadas como boas e menos boas nalguns casos, sendo que passe o que passe nada afecta a essência do que és. E isso significa liberdade para Ser, para viver em pleno a vida que és em conexão com o todo.

A solução passe sempre por amar aquilo que é, seja em que forma surja na tua vida, quando amas simplesmente verificas que tudo é muito mais simples do que aparenta à primeira. Quando te permitires amar todas as pessoas que fazem parte da tua realidade descobres o verdadeiro significado de ser livre.

São as pessoas que mais mexem contigo, aquelas que tendes a não gostar e nalguns casos a "odiar", que mais te podem ensinar, mais te podem ajudar a despertar e relembrar aquilo que és de verdade e isso é puro amor.

Ama todas as pessoas agindo de acordo com a tua intuição e tudo encontra o seu lugar.

segunda-feira, 22 de maio de 2017

Tratar da dor



A vida existe para ser vivida por inteiro e não apenas pedaços da mesma e com isto refiro-me ao facto de que normalmente o ser humano procura viver apenas aquilo que julga como bom, aquilo que julga que lhe traz felicidade e tenta evitar ao máximo viver aquilo que julga como mau, que julga como gerador de infelicidade e dor. 

É normal que assim seja, no entanto o que ocorre com frequência é que na procura incessante de evitar sentir e viver o que há para viver em cada momento, tal como ele se apresenta, leva a um desperdício de energia tremendo e ao ignorar dos sinais que a vida te vai dando e que te podem orientar ao encontro do melhor de ti, do melhor para ti e que normalmente tende a ser diferente daquilo que julgas ser o melhor para ti.

A realidade humana é dual, é feita de contrastes e assim sendo é perfeito, não porque eu o diga e sim porque é aquilo que é.

É porque vives o que consideras como mau que te permite desfrutar mais do que consideras como bom. Para aquilo que és em essência é indiferente uma situação ou outra, todas elas são valoradas de igual modo, todas elas acontecem em ti e não a ti.

Convém realçar que a evolução da sociedade vai ditando os parâmetros do que é suposto ser vivido por cada um, ou seja, o ideal de felicidade é uma construção humana que foi evoluindo ao longo dos séculos à medida que o nível de consciência humana foi evoluindo também. 

Hoje os ditames ocidentais de felicidade estão baseados muito nos bens materiais e nas sensações de bem estar a eles associados, assim como uma sociedade onde a dor é de se evitar e/ou eliminar o mais rápido possível, sem lhe dar espaço de expressão na nossa realidade. 

Porque a dor quando surge ela não é mais do que um reflexo de um diálogo interno, uma chamada de atenção para um estado de adormecimento e desconexão ao que é essencial, ao que reside em ti. A dor é tua amiga, ela só quer o teu bem. Pode não parecer isso porque não comunicas com ela, a dor é tão importante para ti como o prazer, uma e outra caminham lado a lado.

Como lidar com a dor então?

Quando ela surge permite-lhe espaço na tua atenção, procura saber o que ela te quer comunicar. Deixando que ela te mostre o que tiver de mostrar, que te indique o caminho e fazendo isso verás que tal como surge, a dor parte sem deixar rasto.

A dor é uma oportunidade de te conheceres melhor, de elevares o teu nível de consciência e despertares para a realidade tal como ela é e não apenas aquela que a tua perceção ilusória da mesma te faz crer ser.

A dor é uma chamada de atenção da vida para que te foques mais no que és de verdade e isso, a verdade do que és, transcende os limites do corpo e mente que crês ser. A tua essência não conhece limites, ela é intemporal e nada a pode descrever na sua plenitude, as palavras servem apenas para apontar na sua direção.

Dor e prazer são meros reflexos que surgem momentaneamente na essência e que não a podem beliscar o que quer que seja.

Por isso desfruta da dor quando ela surge, não cries estórias em torno dela, isso resulta no que consideras o sofrimento e verás que tal como o prazer, a dor ou qualquer outra sensação que surja na tua realidade estão aí para te servir, para que olhes para dentro e relembres quem és de verdade.

Abraça a realidade como ela é, seja isso o que for em cada momento. Faz isso com desapego e terás encontrado o estado de iluminação que tantos mestres tem falado ao longo dos tempos.


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