segunda-feira, 29 de agosto de 2016

Usa o teu poder pessoal para superar as dificuldades




Há momentos na tua vida em que tudo parece correr mal e ocorrem umas situações atrás das outras onde nada acontece como julgas que deveria de acontecer. Por vezes sentes que não há solução, não a consegues vislumbrar e quanto mais olhas para os problemas, mais parecem surgir.

Aí no entanto em vez de forçar na busca de terminar com esses problemas, de os evitar, a solução passa primeiro por fazer uma pausa em todo esse turbilhão de sensações e esta pausa não significa terminar com essas sensações negativas, com essas preocupações, porque de facto não as controlas.

O fazer uma pausa implica um reconhecimento, um estar presente atento a essas sensações que se manifestam em ti. Essa angústia, essa sensação de perda, de desorientação, observa-a, sem tentar fazer com que acabe, ou esconder que está lá. 

Apenas observa, de que modo se manifesta, em que zona do corpo se faz sentir, que pensamentos surgem associados. E na medida em que os observas, em que lhes dedicas a tua atenção, aquilo que ocorre é que começas a ganhar uma certa distância em relação a essas sensações.

Reparas que és mais do que esses pensamentos, que essas sensações, relembras que a vida que és, é muito maior que qualquer sensação, por mais gigantesca que ela possa parecer em determinado momento.

São as dificuldades da vida que apelam à essência do que és, que apelam a tua atenção para a verdade em ti. Tu não és vítima das circunstâncias, a vida não é algo que te acontece, mas sim aquilo que és plenamente, sem exceção. 

Quanto mais desperta estiveres para a verdade em ti não esperes que nunca mais tenhas "problemas" na tua vida, que tudo fique perfeito e nada mais te incomode e perturbe. Na realidade a vida vai-te testar, vai continuar a colocar-te desafios para superares, para que te coloques em causa, de modo a ver a tua determinação, ver o quão crês de verdade naquilo que és.

Quanto menos dependente da realidade estiveres mais livre está a tua atenção para lidar com o que quer que ocorra na tua vida, sem no entanto colocares em causa aquilo que és, sem duvidares do teu valor. Pois nada do que ocorra pode colocar em causa ou diminuir o que quer que seja da tua essência, do teu valor natural.

Se neste momento estás em "baixo", se pensas que não tens valor, que os outros te colocam para baixo, começa por aceitar que assim é, aceitar significa reconhecer que isso esta a acontecer neste momento, o que é diferente de concordar que isso seja verdadeiro.

Observa as estórias que comprovam essa rejeição por parte das pessoas que te rodeiam. Observando essas estórias tornas ciente em ti que és quem as observa e não as estórias por si só. As estórias que ocorrem em ti só tem o poder que lhes concedes através da tua atenção, através da importância que lhes atribuis.

Nenhuma estória é mais verdadeira que a outra do ponto de vista da tua essência, nenhuma delas pode beliscar sequer a tua essência.

Já do ponto de vista do ser humano, do ponto de vista da tua personalidade e aqui tua é real porque essa personalidade que acreditas ser, substanciada num corpo e mente que o controla, essa personalidade é uma ideia, uma estória que te tens contado ao longo dos anos e por isso é real para ti.

Do ponto de vista da personalidade as estórias a que dedicas a tua atenção são reais para ti e podem ser indutoras de prazer ou sofrimento. És tu quem decide que sejam uma ou outra.  Tu tens muito mais poder do que acreditas ter, tu és perfeita tal como és e isso é muito mais do que pensas que és.

Estando recetiva a deixar partir essa ideia do que pensas que és irás relembrar quem és de verdade em essência e verás que nada te falta, nada pode acrescentar ao que és neste momento, não algures no futuro, mas agora. 

Tu escolhes quando queres que aconteça e isso será no momento em que estiveres preparada para lidar com a verdade em ti. Quando quer que aconteça será no momento certo, no momento ideal.

quinta-feira, 25 de agosto de 2016

Viver por inteiro




Querer mais e mais apenas te conduz à insatisfação e à ausência do momento presente, pois olhas apenas para o objetivo a alcançar, o objeto a possuir e desleixas a tua atenção daquilo que já existe na tua realidade no presente.

Se te permitires parar um pouco e olhar de verdade ao teu redor e principalmente dentro de ti irás reparar o quanto já tens, de facto o quão perfeita já és sendo como és.

Nada do que possas alcançar irá acrescentar o que quer que sejas à tua essência perfeita, tal como ela é agora, e o bom disso é que deixando de batalhar tanto na persecução de algo mais que te complete, que te torne mais rica, fazendo isso acabas por encontrar mais do que pretendias.

Porque na verdade enquanto humanos nos não estamos cientes, na maioria dos casos, daquilo que verdadeiramente procuramos quando perseguimos os nossos objetivos, seja na busca dos bens materiais, seja nos relacionais. 

Mais do que os bens materiais em si, ou o estabelecimento de relações, aquilo que verdadeiramente procuramos é aquilo que nos fazem sentir, é a re-conexão ao mais elevado de nós e fazemos isso porque acreditamos que o perdemos, acreditamos que existimos separados de todo o resto.

Acreditamos que existe vida e que existe um eu vivendo aos sabores dessa vida e que por vezes tudo sai bem e noutras mal. 

Na busca desses bens materiais ou relacionamentos aquilo que desejámos obter é o bem-estar, a euforia inicial de os conseguir alcançar e que nos deixa o desejo de prolongar o mais possível essas sensações, que no entanto são passageiras, levando a uma incessante busca por repetir essas sensações, numa insistente e crescente insatisfação por algo mais.

Mas esse mais é na verdade menos, muito menos, porque te ilude e afasta daquilo que é muito mais precioso e que não exige esforço algum da tua parte, porque já é integrante daquilo que és realmente.

Tu és perfeita assim como és, essas sensações de completude que procuras fora de ti, esses momentos de êxtase que desejas viver, ficam muito aquém do que já és em essência. Deixando de desviar a tua atenção do que é essencial para o acessório, irás relembrar que assim é, mais, irás vivenciar que assim é.

No entanto se já encetaste esse caminho de re-conexão e tens sentido dificuldades, pensando que não consegues, que é muito difícil, que talvez não sejas "competente" o suficiente, ou mesmo, merecedora de tal. 

Isso significa que estás a ser testada, saber se o desejo é real ou apenas procuras sentires-te bem reforçando a dependência dessa realidade externa, dessa ilusão de alguém separado de tudo o mais, em busca de ser mais feliz, mais rica, mais amada. 

Seja qual for a tua situação, tudo está bem, tudo estará bem, aconteça o que acontecer a tua essência plena e perfeita continuará sendo como é, como sempre foi e será em qualquer circunstância ou momento no tempo, por mais ilusório que seja ou por mais real pareça ser.

Se por outro lado alguns destes "conceitos" te parecem esquisitos, um bocado fora da tua compreensão, fica descansada não necessitas de os compreender ou aprender para desfrutar em pleno da tua vida, da tua realidade, para isso basta-te estar presente no agora, vivendo a vida tal como ela é, com tudo de bom ou mau que perceciones nela, sem colocar nada de lado.

Vive tudo por inteiro, sê inteira e tudo está bem.

sexta-feira, 19 de agosto de 2016

O que fazer quanto apenas apetece desistir



Há momentos no decorrer desta experiência humana em que nos colocamos em causa, em que colocamos tudo em causa, na procura de saber se tudo isto vale a pena, se o percurso que fizemos até aqui significou algo ou foi um desperdício de tempo. 

Momentos em que olhas para ti e para a tua situação e te consideras um fracasso e isso resulta do facto de olhares à tua volta e verificares, comparando-te com os outros da tua geração que conseguiste menos, que tens menos que mostrar, sejam bens materiais, sejam bens imateriais.

Nesses momentos pode acontecer uma de duas coisas, ou te resignas e entregas a ter pena de ti, desistindo de tentar de novo, mas de forma diferente. Ou então escolhes deixar-te de comparar com os outros, porque cada um tem a sua estória e por vezes o brilho do aparente sucesso ofusca todo o sofrimento tido até então. 

O caminho de cada um é único, de nada serve a comparação se a usares para te colocares em baixo, podes sim usar a comparação como motivação de superação e desejo de ir mais além com os recursos que tens.

Nada acontece por acaso na vida de cada um de nós e se acontece é perfeito que aconteça por que foi o que aconteceu, se tivesse que ser diferente, seria. Em vez de lamentar porque aconteceu, aprende com isso e segue em frente ao encontro do melhor de ti, que estará sempre disponível, onde quer que estejas.

De nada serve fugir das situações, numa fuga para a frente tentando fazer de conta que não existem tais situações, porque ao fazeres isso estarás a conceder imenso poder a essas situações sobre ti e elas voltarão, ainda que com diferentes roupagens e protagonistas, a ocorrer na tua realidade até que lhes dês a devida atenção e retires as aprendizagens que comportam para ti.

A experiência humana não é linear e igual para todos, se para uns aparenta ser mais fácil e para outros mais difícil e se faz parte da tua experiência é para que tomes consciência daquilo que és de verdade, para que relembres quem és de verdade. 

E o que és de verdade não pode ser medido em bens materiais ou imateriais. Conta mais a experiência e a tua atitude dentro da experiência do que propriamente o nível de riqueza criado nela.

A realidade humana é feita de contrastes, e por vezes esses contrastes são difíceis de aceitar do ponto de vista limitado de um ser humano, que não tem uma visão do conjunto, nem sabe o propósito para que aconteça o que acontece. 

Esses contrastes são feitos de riqueza e pobreza, de paz e guerra, de violência e amor humano, de luz e sombra, etc. E nesses contrastes vais-te conhecendo mais e mais, vais vivendo emoções e sensações que apenas o ser humano as pode viver. 

No entanto importa que tenhas consciência que nada disso belisca o que és em essência. A essência que és engloba todos esses contrastes, não os distinguindo entre bons e maus, tudo é experiência acontecendo em ti. Tudo isso és tu, tu és vida em toda a sua plenitude. 

Assim nos momentos menos bons, que os terás de certeza, permite-te vivenciar tudo em pleno, se dói deixa que doa, aprende com isso para melhor desfrutar dos momentos bons, que também os terás.

terça-feira, 16 de agosto de 2016

Paciência




Saber usar a paciência pode ser a chave da felicidade para ti, a verdadeira paciência pode ser a solução que procuras, aquela que te traz de volta ao essencial na tua vida. É importante distinguir paciência de conformidade, esta última resulta em resignação, resulta num desistir e apenas seguir vegetando. 

A paciência é uma relação que estabeleces com a vida que és, é uma relação com a essência. A paciência significa que deixas de lutar contra a vida que és, procurando que ela seja mais de acordo com o que desejas, que aconteça à velocidade que crês ser a melhor para ti.

Sendo paciente implica estares presente no agora, estando receptivo ao que a vida te dá, receptivo ao que a vida te propõe vivenciar. Normalmente a paciência surge com a idade, com a maturidade que a vida te vai dando, no entanto não é um exclusivo da idade, todos sem exceção, podem usar a paciência, pois ela existe em ti.

Podemos no entanto treinar a ser mais pacientes estando atentos ao que se passa dentro de nós e ao nosso redor. A vida vai-nos dando sinais para desfrutarmos mais e melhor de tudo aquilo que de verdade somos e que passa mais pela relação com o imaterial do que com o material, sem no entanto excluir este último.

Aquilo que é essencial existe em ti, tu possuis todos os recursos para desfrutar em pleno da tua vida e sim por vezes serás chamada a passar por desafios que te parecerão impossíveis, que te farão sofrer, mas nada acontece por acaso, se ocorrem é porque estás preparada para os superar, aprendendo com eles e relembrando de que fibra és feita.

As provações da vida não te fazem mais forte, apenas te demonstram o quão forte já és no momento presente, apenas estavas esquecida que assim eras. Em face das dificuldades a paciência ajuda-te a encontrar as melhores soluções em cada momento, poderão não ser sempre as ideais, mas serão sempre as possíveis e mais adequadas a essa situação nesse momento.

Enquanto humanos não possuímos a visão do todo da essência, da vida que somos e por isso não percebemos que determinados passos, ainda que difíceis, são relevantes para nos preparar para as situações vindouras que nos fazem elevar o nível de consciência ao encontro do melhor de nós.

A paciência permite-te focar no essencial em vez de "correr" desgovernado em busca de objetivos que não são os melhores para ti e que te afastam mais, ou melhor dito, incrementam a ilusão de separação face à vida e todos os que dela fazem parte. 

Tu és vida, esta não te acontece de fora para dentro e por vezes te é benéfica e outras te é madrasta, mas sim, ela é aquilo que tu és em plenitude. Sendo paciente permites-te tomar as melhores decisões sabendo que aconteça o que acontecer, tudo está bem, pois nada pode beliscar aquilo que és em essência.

A paciência permite-te desapegar do supérfluo e libertar espaço na tua atenção para as maravilhas da vida em toda a sua plenitude e abrangência. A paciência permite-te serenar e relembrar que aquilo que dás recebes de volta multiplicado, oferecendo o teu amor e abundância a vida dar-te-à mais provas disso mesmo na tua realidade.

sexta-feira, 12 de agosto de 2016

Own your ego



Ego is this limited idea of self, this limited personality believing to live within a body and as you believe to be this personality, you will see yourself as separate from everything and everyone, you will see yourself as someone living a life, that sometimes it is good and other times it is not good. You feel at mercy of life.

No matter what you believe to be, no matter how attached to this personality you seem to be, it won't matter to your essence. Nothing can change your essence, no one can change it and you are it. This personality, the ego, occurs in your essence, but you are much more than it. 

Now it is time for you to realize that ego does not own you, it is in fact the other way around. You own ego. You are the unlimited space where ego unfolds its stories, its experiences of living a separate life. 

And ego acts as it is supposed to act, ego will defend its existence, will create problems for you to experience, will create several  goals for you to achieve, but its main drive is "search and do not find", it is what fuels its survival.

And it is okay, because ego is not your enemy, it acts upon its own nature, you can only experience this range of limited sensations from a limited point of view, from a body and its mind.

It is the degree of attachment to this limited idea that will increase or not, the intensity of your human experience. But we live in a era where it is available to you, to realize the truth about yourself and still seize equally this human experience.

As humans our level of awareness is now ready to see the truth without being too much afraid of it.

You can now realize that this personality you've believed to be is just a story, it is just thoughts about thoughts appearing within your consciousness. And in doing so, not loosing your mind in the process, because it is frightening to a personality deeply attached to this idea, to realize that it is not real as it thought it was.

Life, from the human point of view, can allow you to evolve ego until its ready to realize the truth or allow you to realize immediately the truth about yourself. It is a direct way to your essence. Either way it is okay, no harm done, whatever the choice may be.

As ego we cannot realize the truth in its all extent but only have glimpses of it. As essence we are it all, we are whole, so there is no need to understand whatsoever, all is okay within essence, not even within is a thing. Words are only pointers to what is, words cannot describe fully what is as it is.

Realize who is aware now, as you read this words, look for, who is aware. Not the sensations in your body, not the thoughts that appears, but the one aware of it all. Take your time, because time does not exist as you(ego) think it to be. Own your ego, own time and space, be open minded and you shall see the truth. There is no other option, you cannot not be what you really are.

segunda-feira, 8 de agosto de 2016

Muda a tua vida, já.



A realidade é como é e nada a pode alterar e no entanto tu lutas constantemente contra a realidade sem saber que não estás a resistir à realidade, tal como ela é, mas sim à tua interpretação daquilo que é a realidade. Enquanto ser humano não tens a capacidade de percecionar a realidade tal como ela é, e isto é assim para todos os seres humanos, sem exceção.

O ser humano é apenas um ponto de perceção da realidade, é um ponto de consciência limitada daquilo que é o todo que constitui a realidade, a essência. E no entanto tu não és apenas esse ponto de consciência, mas sim aquele que está ciente dessa consciência e mais ainda a essência onde todas essas manifestações ocorrem.

Tudo é energia vibrando em diferentes frequências, enquanto ser humano vibras em frequências mais densas que originam essa sensação de materialidade e é perfeito que assim seja, apenas nessa onda de vibrações mais densas é possível à essência que és experimentar esse leque alargado de sensações, de emoções que enquanto ser humano sentimos. 

Em mais nenhuma outra forma poderia a essência passar por tais experiências, daí a razão de existir do ser humano.

Aquilo que podes obter tendo ciente o que aqui descrevo, é a liberdade para viver em pleno aquilo que a tua realidade te dá, aquilo que tu crias, ainda que em muita das vezes, inconscientemente. O que aceitas como sendo a tua realidade é uma projeção do teu interior, é um reflexo das frequências energéticas em que tens vibrado.

A melhor forma de desfrutar da tua realidade é parar a guerra que tens combatido contra aquilo que não gostas, é parar a competição por um lugar de destaque e por recursos que são escassos, onde apenas os mais fortes sobrevivem. Ao parar por um instante essa guerra verás que a paz que tanto desejas habita em ti.

Realizas que tudo o que julgavas que te faltava já existe em ti, ainda que em determinados aspectos não tenha uma existência material na tua realidade consciente, pois o que não existe na forma material na tua realidade, já existe na forma potencial e só necessita que sintonizes na sua frequência vibracional energética para que se materialize na tua vida.

Indo dentro de ti descobres o quão perfeita já és, sendo como és.

Escolhe agora estar em paz com todas as ideias que criaste sobre ti, de nada serve fazer delas as tuas inimigas e responsáveis pelo teu sofrimento, isso só incrementaria a ilusão de insuficiência daquilo que és, pois tu és plenitude em essência.

Nada te falta apenas a tua ideia de insatisfação te impede de ver a plenitude do teu ser e é essa a raiz da personalidade humana, dessa ideia de personalidade que crês ser, o ego. O ego tem como lema "busca e não encontres" fazendo da insatisfação uma constante que te mantém em movimento incessante e te afasta da realização da essência que és.

No entanto nada pode beliscar a essência do que és e isso tu sabes, dentro de ti, tu sabes isso, apenas o ruído da personalidade que acreditas ser te impede de ouvir, de sentir essa essência, o âmago do que és. 

Tudo isto pode-te parecer demasiado filosófico, isto para ser simpático, pois para alguns de vós que lêem estas linhas isto não passa de maluquices sem sentido algum, isso é a ação do teu ego em defesa da sua existência, fazer-te duvidar de tudo o que te possa fazer relembrar quem és de verdade, pois o ego tem medo que acabes com ele. 

De verdade não necessitas de acabar com o ego, pois ele é parte de ti, aquilo que resulta ao relembrar quem és de verdade é que não és apenas o ego, essa personalidade que crês ser. Também és essa personalidade, não és só isso, és o espaço que permite que ele se manifeste, tal como todas as experiências que tens vivido e que chamas a tua vida.

Tu és livre, desfruta da vida como ela se apresenta em ti, com todas as suas imperfeições perfeitas da realidade humana.

sexta-feira, 5 de agosto de 2016

A vida não desiste de ti, não desistas tu




A vida é muito maior do que podemos imaginar ou compreender e no entanto nós somos vida, nós não existimos fora dela e que de vez em quando somos bafejados com a sua presença em nós. 

Sendo vida somos plenos como ela é, somos ilimitados. No entanto enquanto humanos cremos estar limitados por um corpo e a mente que o controla e é suposto que assim seja, para melhor experienciar o que temos de experienciar.

A realidade humana é feita de desafios e isso é assim para todos sem exceção, a forma como cada um lida com esses desafios é que faz a diferença. 

Os desafios que seremos confrontados não são iguais para todos, eles são adequados ao nível de consciência de cada um, no entanto acredites ou não, por muito complicados te pareçam os desafios que tenhas de enfrentar, se eles surgem na tua realidade, significa que tens os recursos para os superar, para lidar com eles, mesmo os mais extremos.

Há situações que nalguns casos resultam de um ponto de vista humano em fracasso, significando que a pessoa não conseguiu superar o desafio e foi "derrotada" por ele, sucumbiu face ao mesmo, isso pode ser resultado de uma crença de incapacidade de lidar com a situação e deixar-se emaranhar na mesma, sem conseguir usar uma perspetiva que a descolá-se da situação.

Porque nós não somos aquilo que nos acontece, mas sim aquilo que escolhemos em face do que nos acontece. Os desafios que teremos de enfrentar acarretam em si mesmos as soluções que lhes dão fim, que lhes dão solução. 

No entanto se nos identificarmos totalmente com eles e crermos nas suas limitações e efeitos que produzem em nós, estaremos a abdicar do poder que temos para os superar e evoluir através dessa mesma superação.

Nada acontece para o nosso mal, para nos rebaixar, isso mesmo é um julgamento nosso, é uma interpretação que fazemos de acontecimentos que se manifestam  na nossa realidade humana. O bom e o mau é uma perceção nossa, há situações que em diferentes momentos são vistos como boas e noutros são vistas como más, sendo exatamente a mesma situação, neste caso a única variância é o momento em que ocorrem e a interpretação que fazemos da situação.

Mas aconteça o que acontecer a vida não desiste de ti, ela está sempre contigo, cuidando de ti, nunca te abandonando, mesmo quando aparentas colocar um termo à mesma, mesmo quando desistes primeiro, ela continua disponível para ti, não tem como ser diferente.

Tu és vida, a tua essência é perfeita sendo como é e tu sabes tudo isto, nada disto é novidade para ti, podes não estar ciente disto, mas nada altera aquilo que és em essência. E a qualquer momento podes relembrar quem és e para isso só necessitas da tua disponibilidade, da tua abertura para que assim seja.

Essa personalidade que crês ser, o ego, é apenas um conjunto de ideias que foste acumulando ao longo dos anos e é suposto que assim seja, no entanto ao relembrar quem és de verdade podes suavizar a tua experiência, o teu processo de aprendizagem. Não significando que as dificuldades acabem, que o sofrimento, a tristeza desapareça de vez, mas sim significa que a forma como te deixas afectar por tais situações muda.

O teu  tempo de reação perante as dificuldades passa a ser mais curto, deixando-te de te identificar totalmente com as situações, sabendo que acontecem em ti e não contra ti e desse modo tendo abertura para lidar com elas de frente, aprender o que te querem ensinar e seguir em frente desfrutando da vida como ela se te apresenta.

Sem tentar forçar que seja diferente do que é, sem criar maiores resistências e obstáculos, mas sim entrando em fluxo com ela, entrando no bailado da vida, nos seus altos e baixos que criam os contrastes que te permitem da valor ao que é essencial e distinguir do que é acessório.

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Tu existes para lá do que pensas




Aquilo que acreditas ser a tua vida não existe para lá de ti mesma, sem ti não há vida, não há mundo para viver. Isto é verdade do teu ponto de vista. Aquilo que ocorra, seja perto de ti, seja do outro lado do mundo, só ganha vida quando tomas consciência da sua ocorrência, até aí é como se não existisse. Isto é assim para cada um dos humanos, sem exceção.

E no entanto o que consideras a tua realidade não é a realidade em si, mas sim a tua interpretação da realidade. Interpretação essa que é limitada, que é condicionada por aquilo que são as tuas crenças e valores. Que são em si mesmos interpretações. O que resulta daqui é que vives julgando os pensamentos que vais tendo, são estórias sobre estórias.

Vives os pensamentos sobre pensamentos e não a realidade como ela é.

A solução não passa por deixar de pensar, porque de verdade não o podes fazer, os pensamentos surgem por si só, não há um pensador a produzi-los. Aquilo que existe é uma consciência dos pensamentos que ocorrem e tu és essa consciência, esse espaço onde eles ocorrem.

Aquilo que consideras como problemático resulta de uma identificação total com o que pensas, com os pensamentos que ocorrem em ti, sendo que isso limita a ideia daquilo que és em essência, e escrevo ideia porque de verdade nada pode limitar a essência que és.

Assim para te libertares basta-te observar os pensamentos e desse modo tornar ciente em ti que és muito maior que qualquer estória, que qualquer ideia, que qualquer pensamento. Começa por reparar nos espaços entre pensamentos, de início por ser um pouco difícil, mas com prática vai ficando mais simples. Isto permite-te tomar atenção ao espaço que és, espaço esse onde se manifestam os pensamentos.

O que depende de ti é a atenção que concedes aos pensamentos que surgem em ti, é a tua atenção que os alimenta, que lhes dá vida. Quanto mais te identificas com determinados pensamentos, mais eles prolongam a sua estadia no teu centro de atenção. 

Isto acontece para o que consideras como bom ou mau. Sendo que aquilo a que resistes persiste, consequentemente normalmente acabas por conceder mais atenção ao que não gostas, ao que gostarias que fosse diferente, o que, ao invés do que desejarias, acaba por reforçar a sua presença em ti em vez de se esfumarem.

A melhor forma de lidar com os pensamentos indesejados passa pela não resistência, pela sua aceitação e relembro que aceitação não significa concordância. Fazendo isso os pensamentos tal como surgem partem sem afectar a tua realidade interna primeiro e a externa de seguida.

Por isso tudo aquilo que te desagrada na tua vida, todas as pessoas e situações que te desagradam tem mais a ver contigo do que com essas pessoas ou situações. Porque o que tu pensas é um problema teu, já o que os outros pensam é um problema deles, da estória deles. 

Mas como nenhum humano é uma ilha, estamos todos relacionando-nos, espelhando aquilo que acontece internamente por forma a aprendermos o que tivermos de aprender e desse modo elevarmos o nosso nível de consciência.

Usa o que te desagrada para indo dentro de ti perceber o que te quer comunicar, que tipo de efeitos produzem em ti, de que forma se manifesta em ti esse desconforto, aprendendo a conhecer-te melhor e relembrando quem és de verdade. E sim também tens o teu lado sombra, nenhum ser humano é perfeito, sendo seres de luz, esta implica sombra para que sirva de contraste.

Luz e sombra são parte do todo que és, a essência nada exclui, nada descrimina. Lidando com o teu lado sombra liberta-te para desfrutar da luz intensa que te constitui. A diferença entre inferno e paraíso resulta da tua interpretação do que ocorre em ti, resulta da estória que contas a ti mesma.

O bom é que podes sempre contar uma estória nova, podes sempre escolher aceitar e amar aquilo que és tal como és, tal como é a tua realidade. Quanto mais escolheres amar quem és, mais simples tudo fica para ti nesta experiência humana. Mas melhor do que acreditar no que está aqui escrito, por muito sentido que faça para ti, está colocares em prática, verificares por ti mesma.

Faz isso e vê como resulta para ti. Estarei cá se necessitares de ajuda.
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