segunda-feira, 22 de maio de 2017

Tratar da dor



A vida existe para ser vivida por inteiro e não apenas pedaços da mesma e com isto refiro-me ao facto de que normalmente o ser humano procura viver apenas aquilo que julga como bom, aquilo que julga que lhe traz felicidade e tenta evitar ao máximo viver aquilo que julga como mau, que julga como gerador de infelicidade e dor. 

É normal que assim seja, no entanto o que ocorre com frequência é que na procura incessante de evitar sentir e viver o que há para viver em cada momento, tal como ele se apresenta, leva a um desperdício de energia tremendo e ao ignorar dos sinais que a vida te vai dando e que te podem orientar ao encontro do melhor de ti, do melhor para ti e que normalmente tende a ser diferente daquilo que julgas ser o melhor para ti.

A realidade humana é dual, é feita de contrastes e assim sendo é perfeito, não porque eu o diga e sim porque é aquilo que é.

É porque vives o que consideras como mau que te permite desfrutar mais do que consideras como bom. Para aquilo que és em essência é indiferente uma situação ou outra, todas elas são valoradas de igual modo, todas elas acontecem em ti e não a ti.

Convém realçar que a evolução da sociedade vai ditando os parâmetros do que é suposto ser vivido por cada um, ou seja, o ideal de felicidade é uma construção humana que foi evoluindo ao longo dos séculos à medida que o nível de consciência humana foi evoluindo também. 

Hoje os ditames ocidentais de felicidade estão baseados muito nos bens materiais e nas sensações de bem estar a eles associados, assim como uma sociedade onde a dor é de se evitar e/ou eliminar o mais rápido possível, sem lhe dar espaço de expressão na nossa realidade. 

Porque a dor quando surge ela não é mais do que um reflexo de um diálogo interno, uma chamada de atenção para um estado de adormecimento e desconexão ao que é essencial, ao que reside em ti. A dor é tua amiga, ela só quer o teu bem. Pode não parecer isso porque não comunicas com ela, a dor é tão importante para ti como o prazer, uma e outra caminham lado a lado.

Como lidar com a dor então?

Quando ela surge permite-lhe espaço na tua atenção, procura saber o que ela te quer comunicar. Deixando que ela te mostre o que tiver de mostrar, que te indique o caminho e fazendo isso verás que tal como surge, a dor parte sem deixar rasto.

A dor é uma oportunidade de te conheceres melhor, de elevares o teu nível de consciência e despertares para a realidade tal como ela é e não apenas aquela que a tua perceção ilusória da mesma te faz crer ser.

A dor é uma chamada de atenção da vida para que te foques mais no que és de verdade e isso, a verdade do que és, transcende os limites do corpo e mente que crês ser. A tua essência não conhece limites, ela é intemporal e nada a pode descrever na sua plenitude, as palavras servem apenas para apontar na sua direção.

Dor e prazer são meros reflexos que surgem momentaneamente na essência e que não a podem beliscar o que quer que seja.

Por isso desfruta da dor quando ela surge, não cries estórias em torno dela, isso resulta no que consideras o sofrimento e verás que tal como o prazer, a dor ou qualquer outra sensação que surja na tua realidade estão aí para te servir, para que olhes para dentro e relembres quem és de verdade.

Abraça a realidade como ela é, seja isso o que for em cada momento. Faz isso com desapego e terás encontrado o estado de iluminação que tantos mestres tem falado ao longo dos tempos.


segunda-feira, 15 de maio de 2017

Insatisfação contigo própria



Tu e apenas tu és o teu pior inimigo. Exiges demasiado de ti e depois verás refletir-se na tua realidade essa exigência daí resultando apenas insatisfação. Tudo isso é fruto da descrença nas tuas capacidades, naquilo que pensas que és, naquilo que julgas que te falta por comparação aos outros.

Nenhum ser humano é perfeito, nenhum ser humano é plenamente satisfeito com o que é e aquilo que possuí e na realidade o objetivo não é que o seja. Alguma insatisfação é positivo na realidade humana, pode ser o motor para a tua evolução, para que tenhas mais e melhores experiências que te enriqueçam muito para lá dos bens materiais.

A questão da insatisfação só se torna relevante quando te impede de ser quem és, quando te leva à inação e falta de crença em ti e nas tuas capacidades.

Tu és muito mais capaz do pensas ser, tens muito mais recursos do que crês ter. 

No entanto alimentas os medos de ser insuficiente, de não ser boa o suficiente, de não ser bonita o suficiente. Alimentas o medo do que os outros possam pensar de ti, o medo de cair no ridículo e por isso preferes resguardar-te, ficar recatada sem dar nas vista porque assim acreditas que nenhum mal te acontecerá.

E como "animal" de hábitos que o ser humano é, vais criando hábitos que alimentam esses medos, que alimentam a insatisfação contigo mesma, deixas de arriscar procurando expor-te o menos possível crendo assim que não sofrerás, que passarás despercebida e que tal vez num golpe de sorte tudo corra bem e possas ser feliz.

Tu podes mais, tu podes escolher que seja diferente, pois os medos são histórias que te contas a ti própria e como criadora das mesmas procuras e encontras provas que consubstanciam essas histórias e que servem de desculpa para não arriscares, para que te acomodes e deixes o tempo passar desejando que as coisas possam magicamente mudar por si próprias sem que tenhas de fazer nada por isso.

Podes escolher criar hábitos que te apoiem positivamente, que te façam ir mais além usando os recursos que já existem em ti. Aquilo que és neste momento é o suficiente para obteres as mudanças que desejas, para que possas ver a vida de outro modo. 

Hábitos como procurar ser mais grata com aquilo que és e isso começa por coisas tão simples como o simples facto de que estás viva, tu és vida e isso é extremamente precioso e no entanto damos isso por adquirido como se tivesse pouca importância. Ser grata pelo sol que brilha, pela chuva que cai, pelo sorriso de um estranho, pela possibilidade de estar consciente da vida que te rodeia.

Criar o hábito de te amares como és e isso inclui todos os defeitos que na verdade são mais feitio. Alimentando o amor-próprio tudo parece ficar mais leve, tudo se simplifica para ti ainda que nada mude de verdade. Pois a principal mudança é a perceção que tens ada realidade e daquilo que nela ocorre.

Mudando a forma como olhas para a realidade a realidade muda para ti e essa mudança depende apenas de ti e pode acontecer quando escolheres que aconteça. Escolhe que seja agora, escolhe deixar que o amor te deixe olhar de novo para ti e o que te rodeia.

A insatisfação não é mais do que um sinal de que não tens amado o suficiente aquilo que és, que tens estado desatenta ao que és de verdade e demasiado voltada para fora de ti quando é dentro que irás descobrir tudo o que acreditavas que te faltava. 

Usa essa insatisfação como indicador de que é chegada a hora de olhares para ti com outros olhos, com os olhos do coração, com amor e fazendo isso, praticando isso porque sim poderá ser complicado fazê-lo de imediato, mas com a prática, com insistência verás os frutos disso mesmo. Faz disso um hábito e verás como muda a tua realidade. Aceitas o desafio?

segunda-feira, 8 de maio de 2017

Mudando os teus hábitos mudas a tua realidade






O ser humano é um "animal" de hábitos, todos sem exeção criam rotinas que vão repetindo incessantemente e de forma automática, nomeadamente as horas de deitar e levantar, os trajetos de casa trabalho/trabalho casa, os locais que costuma frequentar, as companhias que entretém, etc.

E ter hábitos não é mau por si só, nem é bom por si só, aquilo que importa de verdade é aquilo que sentes relativamente a esses hábitos, é aquilo que pensas sobre eles e de que forma permites que te afecte o teu presente. O que ocorre na maioria das vezes é que estás de tal forma embrenhada nesses hábitos que vives em piloto automático.

Se desejas mudanças na tua vida elas ocorrerão através da mudança dos teus hábitos.

O primeiro passo resulta da tomada de consciência dessa insatisfação, dessa vontade de mudar e procurar ver de que forma ela se manifesta em ti, que sensações surgem, que tipo de pensamentos estão associados a essa vontade de mudar. Estando consciente do modo como isso se manifesta em ti, do modo como te impacta poderás depois saber que tipo de hábitos não te servem mais.

Os hábitos servem enquanto te são úteis, enquanto te permitem desfrutar da tua realidade, enquanto te permitem sentir essa sensação de vida que és. Tu estás viva, tu és vida, se estiveres adormecida deixas de reparar na beleza daquilo que és de verdade e que é muito mais que apenas a beleza física.

O segundo passo para que implementes as mudanças que desejas passa por deixar de querer mudar tudo de uma vez e rapidamente. 

Pois essa vontade de mudar tudo o que julgas estar mal de uma vez irá gerar frustração quando não o consigas como será o mais "normal" ocorrer. Por isso opta por pequenas mudanças e sê persistente nessas pequenas mudanças, por exemplo se gostarias de meditar e achas que não tens tempo começa por apenas um minuto, de certo encontrarás um momento do teu dia em que possas dispensar um minuto, seja de manhã ao acordar, seja numa pausa ao longo do dia ou antes de ir dormir.

Sendo persistente nesse minuto e à medida que o vais praticando poderás ir aumentando a sua duração desde que te seja confortável fazê-lo e desse modo estarás a criar um novo hábito na tua realidade que te trará imensos benefícios, maior presença na tua vida e mais consciência do que és de verdade.

E quem diz meditar diz por exemplo ver menos televisão, diz caminhar ao ar-livre, diz começar aquela dieta saudável que tanto desejas e que tens adiado por falta de "tempo".

A chave para te ajudar a fazer com que isso funcione de verdade é tornar essas mudanças algo divertido para ti e não algo que faças forçadamente. 

Começa como uma experiência que poderás por fim a qualquer momento pois como decides mudar podes decidir voltar aos "velhos" hábitos, só na verdade isso não irá ocorrer porque verás os resultados dos novos hábitos a acontecerem e o quanto isso te faz sentir bem melhor contigo mesma.

Porque é disso que se trata, sentires-te
melhor contigo mesma pois a tua essência já é perfeita tal como é e o que te impede de ver isso neste momento, se for esse o teu caso, é aquilo que pensas sobre isso.

São os teus pensamentos, os teus julgamentos sobre ti e a tua realidade que te fazem sentir desconfortável, desagradada com essa mesma realidade e não a realidade por si só. Esta mudança de hábitos são uma ferramenta para ficar mais consciente desses mesmos julgamentos, de te focares em novos pensamentos e desse modo dar-lhes permissão para se manifestem na tua realidade.

Aquilo em que te focas torna-se real para ti, projeta-se na tua realidade e terás sempre provas que confirmem os teus julgamentos precisamente porque se criaram primeiro em ti e depois nota-se fora.

segunda-feira, 24 de abril de 2017

What is and thinking about it



Life is whole and all, it lacks nothing and you are it. You are life being as you are, but what you really are is different from what you think you are. Thought arises in you and as it comes goes. The question is that you are much attached to thoughts, you believe, as human, to be what you think you are and you believe to be true what you think about reality around you.

But reality is not what you think it is, reality or life in general includes also what you think about it, but it ain't just it. There are as many realities as humans beings, all of them eluded to be living life as it is for them. This belief is partial, it makes you feel as separate from everything else. It makes you accept that there is a you and them.

Realizing that you are not what you think you are and that reality is not what you think it is may concern you, may make you feel that there is something wrong with you and that, is also a stream of thoughts arising within your mind, they are not true. It is more of the same.

How to deal with it?

Just notice, just be aware. Be present to that stream of thoughts. Judgment still occurs, it is natural, it is supposed to be like that, it is part of this human experience, otherwise you wouldn't be alive as human. But being present you become more and more aware of your true nature, that you are this unlimited space where it all happens.

There is nothing limiting you in essence, there is nothing damaging you in essence. Nothing happens to you personally but in you, as you in its multiple forms and manifestations. 

Realizing that you are not your thoughts you become aware of how free your really are, you become aware that nothing can hurt you, that all in your human reality is mirroring this thought streaming of your mind. This chain of thoughts that constitute your life history is what you call personality, what you believe to be, the body and your given name,in sum, it is the ego.

Ego is part of you, it is helpful within this range of frequency that is more dense but your are much more. Being more aware and detached from this idea, from ego, allows you to seize more each and every moment of this human experience. You know that nothing is against you, there is no real enemies out there.

Whatever you dislike in your reality is as valuable as what you like, it is your judgment that separate one from the other. To your essence they are equally important, equally deserving of attention, all is experience. No matter the thoughts about what happens, no matter the judgment that arises, if it happens it is perfect, because it is what happens and it was already accepted by your essence.

From you it is asked only to be present in the now, in fact it can not be otherwise. You can think that you are not in the now but, once again, it is an illusion. Only now exists, only now is real, all illusions occur in the now and you can be aware of them in the now. 

So just for now, love it as it is.

segunda-feira, 17 de abril de 2017

Dicas para lidar com as situações difíceis




O ser humano é um ser complexo e ao mesmo tempo complicativo e assim sendo não deixa de ser perfeito. A complexidade do ser humano não tem origem numa vontade própria mas sim de algo muito maior e transcendente que a individualidade do ser humano, entrando aqui as crenças de cada um sobre o que poderá ser esse algo maior, sem que no entanto essas crenças possam mudar aquilo que é esse algo maior seja qual for o nome que lhe dê.

Já o elemento complicativo esse é de inteira responsabilidade individual do ser humano, cada um de nós tem a capacidade de complicar aquilo que é simples e perfeito por si só. A boa notícia é que por muito que compliquemos a nossa realidade ela continua sendo perfeita tal como é, a nossa essência permanece perfeita tal como é.

O que podemos fazer para lidar com as situações difíceis? Aqui ficam algumas dicas. 

Respire conscientemente

Passe o que passe para estar ciente do que está a passar tem de estar vivo, tem de estar a respirar e como tal quando se vir perante um situação que lhe parece difícil em vez de reagir de imediato, de reagir a "quente", permita-se respirar naturalmente. Foque-se na respiração, naturalmente pode-se dar uma aceleração da mesma, um encurtar do ciclo de respiração e em face disso permita-se inspirar lentamente e de seguida expirar lentamente. Faça isso dedicando-lhe a sua atenção. O respirar sendo algo elementar é dado demasiadas vezes por adquirido e mesmo negligenciado e no entanto é o alimento da vida que é, cuidando dele cuida da sua vida e melhor preparado está para lidar com o que quer que surja na sua realidade.

Mente aberta

O que quer que aconteça na sua realidade não acontece por acaso, se acontece é perfeito que aconteça e traz algo para si. Tudo serve de aprendizagem e para isso só lhe é pedido que tenha mente aberta. Não rejeite à partida o que lhe desagrada ou o que lhe é desconhecido. A realidade sendo como é não pode ser percecionada na sua totalidade pelo ser humano, cada ser humano é um foco de consciência, diferente do outro, de uma mesma realidade. E como tal existem tantas interpretações da realidade quanto o número de seres humanos existentes, sem que nenhum seja mais válido do que o outro, independentemente daquilo que sejam mais comummente aceite como certo ou errado pela maioria. Tendo mente aberta poderá enriquecer a sua experiência de vida, poderá elevar o seu nível de consciência e desfrutar mais de cada momento.

Observe os pensamentos

A realidade e o que pensa dela não são a mesma coisa, assim como o que pensa não é a totalidade daquilo que você é. Você é muito maior que os pensamentos que surgem na sua mente e quanto mais apegado aos pensamentos está, mais limitado está para desfrutar plenamente da sua realidade. Quanto mais se permitir observar os pensamentos que surgem na sua mente sem "correr" logo atrás dos mesmos, mais livre fica para tomar as melhores opções, mais poderoso fica para conscientemente decidir como lida com o momento presente. Perante situações difíceis os pensamentos tendem a gerar imensos cenários "catastrofistas" e quanto mais apegado aos mesmos está mais impotente se sente para agir face a tais situações. Tudo na realidade humana é passageiro, seja considerado bom ou mau por si, tudo passa e a forma como lida com essas situações criam memórias que perduram na sua mente e que influenciarão a sua realidade de acordo com o que o permitir.


Questione os seus pensamentos

Depois de observar os pensamentos permita-se questionar os mesmos. Será mesmo verdade aquilo que lhe dizem? Poderá ser de outra forma? E repare como se sente quando acredita que são verdadeiros esses pensamentos, repare no modo como isso impacta a sua realidade e veja se é útil para si insistir em tal situação. Existem acontecimentos que originam dor e esta é real, é sentida por si. Já o sofrimento é a cadeia de pensamentos que se originam sobre a dor e assim sendo é opcional. O sofrimento é uma escolha sua de alimentar tais estórias sobre a dor que se manifesta em si. Quanto mais o alimentar com a sua atenção, mais poder ganha sobre si e a sua qualidade de vida. Quando a dor vier aceite-a como ela é, veja o que lhe quer ensinar, comunicar e como surge ela parte. Já o sofrimento criado por si, se deixado à rédea solta pode fazer-lhe companhia por muitos anos. 

   

segunda-feira, 10 de abril de 2017

Permissão para viver



A vida não existe fora de ti, não há uma vida e a tua vida em relação com a vida e a vida de todas as outras pessoas. A vida é uma só e tu és essa vida, és parte dessa vida, não existe vida a acontecer e que por vezes se encontra contigo e que por vezes te trata bem e noutras vezes te trata mal. 

A vida é aquilo que és, ela acontece em ti, para ti e de ti. Nada é excluído da vida, nada acontece fora do que tem de acontecer, seja no tempo e no espaço, pois estes são relativos na limitada perceção do ser humano. Naquilo que és em essência não existe limitação do tempo, para a essência o único espaço temporal é o agora onde tudo existe, onde tudo acontece, onde todas as possibilidades existem em potencial.

Aquilo que experiencias enquanto humano é sempre uma perspectiva limitada, uma gota no oceano da existência. 

E precisamente tu mais do que gota és o oceano da qual ela faz parte, ainda que enquanto humano apenas te vejas como a gota. Assim sendo é perfeito que assim seja, é suposto que assim seja, que tenhas essa perspectiva limitada da existência, que te vejas como uma pequena gota desse imenso oceano.

O bom disto tudo é que tu sabes, em essência, que assim é, tu sabes que passe o que passe tudo está bem, tu estás bem. 

Tendo isto em consciência o que se dá é que te permites viver em pleno aquilo que a vida te traz, aquilo que a vida te dá. Tudo sem exceção te é emprestado por tempo limitado para te permitir viver as experiências que tens de viver e aprender o que tens de aprender e surgirão sempre as pessoas e os meios que te permitam vivê-las.

Tu não necessitas de uma qualquer permissão, seja de quem for, para viver a vida que és. A vida que és é isenta da aprovação do que quer que seja e isso é assim pelo simples facto de que existes. Estás viva nestas roupagens limitadas de ser humano.

A permissão de viver existe por inerência, ela não te foi outorgada por ninguém. Tu estás viva, tu és essencial e imprescindível ao equilíbrio do todo. Ninguém está a mais, nem ninguém é mais merecedor de viver que outra pessoa qualquer. Mesmo aqueles humanos que tem comportamentos tidos como menos adequados são relevantes pelo que simbolizam para os restantes, pelo que permitem os restantes experienciar. 

Por isso este é o momento certo em que te permites viver sem mais restrições, essas restrições internas que te colocam sempre em comparação com os que te rodeiam e que te parecem mais merecedores do que tu, ou que te parecem terem mais do que tu. 

A verdadeira contabilidade da vida humana não é feita em géneros ou espécie, mas sim nas experiências que vives e no quanto retiras de cada uma delas, do quanto aprendes e ensinas em cada uma delas. E isso não tem um valor material que possa ser atribuído.

A permissão de viver aplica-se a todas as experiências, àquelas que consideras como agradáveis, como boas e também àquelas que consideras como menos boas, como dolorosas por vezes, estas também são parte da vida que és, tem o mesmo valor que as boas. 

Se acontecem são parte daquilo que vieste experienciar e se as negas o que passa não é que as possas dispensar, mas sim que elas surgirão de novo na tua realidade, ainda que com outras roupagens e mais intensas, até que te permitas vivenciar em pleno, até que aprendas o que tens de aprender e depois passar à seguinte aprendizagem.

Tu és vida por isso simplesmente vive aquilo que és, tal como és e nada mais te é exigido.


segunda-feira, 3 de abril de 2017

Dizer basta



Aquilo que sentes não podes deixar de sentir, por mais que resistas, por mais que procures evitar sentir o que sentes, pensar o que pensas, tu não tens controlo sobre isso. E é nessa busca, nessa luta por tentar controlar o que sentes e pensas, que alimentas o sofrimento e desconforto que sentes. 

E quanto mais tentas e vês que não consegues, mais frustrada ficas, mais julgas que és diferente dos outros, julgas que és apenas tu quem tem essa dificuldade, julgas que és incapaz e aumentas desse modo os teus níveis de ansiedade e num efeito de bola de neve, mais sensações desagradáveis surgem, mais pensamentos incontroláveis assomam à tua consciência.

Todo este processo torna-se uma luta, a tua mente vira um verdadeiro campo de batalha onde te vês com poucas possibilidades de vencer e como isso consome a tua energia, como isso consome a tua "vida". Se te revês no descrito este é o momento de dizer basta, faz uma pausa nessa esgotante batalha e permite-te respirar.

Respira fundo, inspira lenta e profundamente, seguido de uma expiração lenta e profunda. Normaliza agora a tua respiração, não forces nada, deixa que ela aconteça naturalmente e nota apenas como ela se processa. O ritmo de entrada do ar e o modo que como é expelido, repara apenas, observa.

Enquanto ser humano és senciente, tens sentimentos, sensações que afloram na tua pele, no teu corpo e mente e assim sendo é perfeito, seja em que intensidade for e esta varia de acordo com a tua maior ou menor resistência. O facto essencial aqui, aquele que te permite lidar com essas sensações, com esse sentir é a atenção que lhes dispensas.

E a atenção sim é controlada por ti, tu escolhes onde colocas a tua atenção, aquilo que é mais ou menos relevante para ti.  Onde colocares a tua atenção vai o teu poder e o poder que concedes sobre ti. Os pensamentos continuam a surgir, as sensações continuam a surgir e é a tua atenção que lhes delimita a duração e influência sobre ti.

Sejam as mágoas do passado que te atormentam como se com isso o pudesses mudar e alterar o que aconteceu, mas se já aconteceu não o alteras mais e no entanto sempre que alimentas essas magoas passadas dás-lhes vida no teu presente, alimenta-as com a tua energia que poderias estar a usar para desfrutar do presente onde reside a tua felicidade e paz.

De igual modo a ansiedade pelo dia de amanhã, pelo futuro desejado é mais um sorvedouro da tua energia sem resultados práticos porque na verdade o futuro não existe, ele é apenas uma construção mental quando surgir será sempre na forma de presente, o único e real tempo, aquele em que vives de verdade.

As tuas ânsias e mágoas são sempre vividas, sentidas no presente e em mais nenhum outro momento e como tal é no presente que podes lidar com elas. Fazes isso estando recetiva ao que surge, às sensações que se manifestam, sejam elas apensas às mágoas passadas, sejam elas as ânsias do que o futuro trará.

O que quer que surja no teu presente, na tua realidade é perfeito e não poderia ser de outro modo e é assim não porque eu o diga ou qualquer outra referência que tenhas, mas sim porque é o que acontece e isso não pode ser controlado por mim ou por ti. O que controlas sempre é o modo como lidas com o que acontece, aquilo que permites condicione o teu presente.

Por isso sente o que tiveres de sentir, observa os pensamentos que surgem na tua mente e dispensa-lhes a atenção que quiseres e verás como tudo fica mais simples. Faz isso com amor e tudo encontrará o seu lugar. Se te parece complicado, se duvidas que o consigas fazer, vai e faz e à medida que o fores fazendo verás que deixa de parecer tão complicado.

segunda-feira, 27 de março de 2017

Viver aquilo que és



A vida que vivemos nem sempre é de acordo com aquilo que desejaríamos que ela fosse, por vezes ela é, do nosso ponto de vista, muito complicada, torna-se dolorosa e por vezes uma sensação de incapacidade nos preenche e condiciona o nosso relacionamento com essa realidade e todos os que dela fazem parte.

A questão está que na realidade aquilo que te incomoda, aquilo que te afecta de verdade não é a realidade e sim a tua perceção dessa realidade. É a estória que te contas sobre a realidade que te afecta e no entanto é isso mesmo uma estória e quanto mais lhe cedes a tua atenção mais poder ela ganha sobre ti e sobre as tuas opções.

Quando estás a viver as coisas de facto estás centrado no que acontece e a agir de acordo sem perder tempo em julgar como bom ou mau, apenas ages naturalmente em fluxo com o que acontece, com a realidade.

Sempre que estás imerso nas tuas estórias deixas de estar presente para a realidade como ela é e limitas as tuas escolhas, limitas a tua noção dos imensos recursos que possuis para fazer face ao que quer que ocorra na tua vida. 

Como fazer então para lidar com aquilo que consideras como dificuldades?

Em primeiro lugar permite-te estar presente de facto para o que acontece, seja o que for, fica recetivo ao que surge, procura evitar agir precipitadamente. Estando presente com mente aberta perceberás o que te é pedido e naturalmente surgirão as respostas sobre o que fazer.

Nem sempre é necessário que tenhas que fazer algo, na verdade não fazer nada já é por si só um fazer algo, é uma opção tão válida como qualquer outra, desde que feita em consciência. E se for essa a tua opção será a correta pois será a que tomas e quando tiveres de tomar outra diferente acontecerá.

Aquilo que consideras como problemas surgem das estórias que crias em torno do que acontece ou não na tua realidade e que achas que é diferente do que supões que deveria de ser, seja por modelos que estás habituado a ver na sociedade, seja pelos desejos que alimentas em ti.

No entanto para lá do que desejas que aconteça a realidade sabe aquilo que é o melhor para ti em cada momento, aquilo que melhor serve a tua experiência humana e que te fará elevar o teu nível de consciência. Por vezes isso é tido como agradável para ti noutras como desagradável, mas se acontece é perfeito que aconteça e não poderia ser de outro modo porque foi assim que aconteceu.

Em vez de lamentar que tenha acontecido reconhece o que aconteceu, aprende com isso e segue em frente agindo de acordo com a tua intuição. Porque tu saberás sempre o que fazer quando baixas o ruído interno do julgamento continuo.

Permite-te também ouvir o teu corpo, as sensações que ele manifesta e elas comunicam contigo. Aceita sentir pois tu és sensitivo, as sensações, os sentimentos são parte do que és, sejam eles tidos por ti como bons ou maus, todos eles são aquilo que és. Rejeitando partes de ti na verdade rejeitas o todo.

Quando te aceitas integralmente permitas que a tua consciência cresça e novas sensações surjam e novas experiências surjam e isso chama-se viver. Simplesmente viver aquilo que és é tudo o que te é pedido por isso não compliques e vive aquilo que és.

segunda-feira, 20 de março de 2017

Torna mais simples a tua realidade



A vida que vivemos resulta mais da perceção que temos daquilo que acontece, do que o que acontece de facto. 

É o nosso julgamento que torna as coisas em complicadas ou simples, em boas ou más, em indiferentes ou relevantes. Logo quando estamos descontentes com a nossa situação o que podemos fazer não é mudar a situação em si, porque na maior parte das vezes não temos esse poder, mas sim começar por mudar a forma como vemos essa situação.

Começando por mudar o tipo de julgamentos que alimentamos sobre determinada situação vai alterar essa situação para nós, ainda que na realidade ela não se altere.

As coisas são como são, já a forma como as julgámos é variável e esse julgamento pode ser complicativo ou não. Na maioria das vezes é complicativo, mas é a nossa atenção que lhe concede esse poder sobre nós ou não e isso depende apenas de nós. 

É uma opção nossa, uma opção que podemos fazer em qualquer momento e desse modo alteramos a nossa realidade, não porque tenhamos mudado algo, mas sim porque mudamos a forma como nos relacionamos com essa realidade.

Pode parecer demasiado simplista, mas de facto não é simplista e sim simples. Ou seja, deixando de complicar veremos as coisas como elas são e de igual modo estaremos mais disponíveis para reconhecer as soluções que surgem agregadas aos desafios que a vida nos vai dando.

O que quer que aconteça na nossa realidade, se acontece é perfeito e não poderia ser diferente do que é, pois é o que acontece. Se te parece apenas um jogo de palavras permite-te reler a frase e deixa que o seu real sentido surja em ti, procura não julgar de imediato rejeitando a ideia e deixa que ela se manifeste em ti.

É a nossa resistência ao que acontece, a nossa rejeição ao que nos faz sentir que lhe concede mais poder sobre nós. 

Sente tudo o que surge em cada momento, seja confortável, seja desconfortável sem deixar de reagir naturalmente, mesmo que essa primeira reação seja de rejeição, a questão aqui está na consciência dessa rejeição e não na rejeição por si só. 

Ou seja procura estar ciente do que origina tal rejeição e o que isso te quer comunicar, o que isso te pode ensinar e desse modo alargas a tua capacidade de encontrar as melhores respostas para ti nesse momento relativo a essa situação.

A tua realidade nunca será perfeita no sentido daquilo que julgas ser a perfeição, pois aquilo que te é mais adverso, aquilo que mexe mais contigo é também aquilo que normalmente mais te faz crescer e elevar o teu nível de frequência, é aquilo que te trouxe a esta realidade humana.

A boa noticia é que seja o que for que passe na tua realidade humana nada disso belisca aquilo que é a tua essência, esta tudo abarca e nada rejeita. Tudo é parte do todo e nada fica de fora ou é mais importante que outra. Tendo isso ciente ficas mais livre e leve para apreciar cada momento pelo que é, tal como ele surge.

segunda-feira, 13 de março de 2017

Ao encontro da harmonia



As maiores dificuldades que poderás experienciar nesta tu experiência humana terão origem interna, é dentro de ti que todo o "drama" se desenrola e depois nota-se reflexos disso na tua realidade externa. Na verdade realidade interna e externa são meros conceitos humanos, pois tudo é parte da essência do que és. No entanto essa divisão pode ser útil enquanto humanos para lidar com a realidade limitada em que vivemos.

Mais do que procurar entender estes conceitos, perceber se fazem sentido ou não, ou então achar que não temos capacidade de os entenderem, pois só alguns iluminados o poderão entender. O que mais releva é fazer uma escolha de simplificação.

As coisas sendo como são, são simples, já o entendimento que fazemos delas pode se complicativo, principalmente quando procuramos saber tudo, quando procuramos controlar aquilo que acontece, ou como julgámos que deveriam acontecer. 

É nessa resistência daquilo que é ao invés do que gostaríamos que fosse, que se originam o que classificamos como problemas e estes serão tanto maiores quanto mais intensas forem as nossas resistências. A solução passa por uma escolha consciente da paz, uma paz interna, um apaziguamento com aquilo que é.

A aceitação do que é, com tudo o que considera de bom e também do que é tido como menos bom, que suporta a paz e harmonia que procura.

Aceitar é diferente de resignar e cruzar os braços, por achar que de nada serve agir porque as coisas são como são, isso só seria uma má desculpa para não enfrentar a realidade como ela é, como ela é percecionada por si.

O que a aceitação significa é um reconhecimento daquilo que é como é, procurando ser o mais sincero possível em primeiro lugar consigo mesmo, pois de verdade a única pessoa que podemos enganar é a nossa pessoa. Aceitar aquilo que é passa mais por fazer menos, por intervir menos e "apenas" Ser, porque sendo somos tudo.

O "Ser" não é algo que implique uma ação específica, ele basta-se a si mesmo. Já a personalidade que acreditamos ser, envolta num corpo e mente, essa é uma construção constante e que implica ação permanente e um desgaste energético igualmente constante.

O bom é que é suposto que assim seja, é esse o propósito da vida humana, só nesta dimensão é possível ter tais experiências, mas estas podem ser mais ou menos fáceis de viver dependendo apenas de nós que sejam mais uma ou outra. 

O que mais importa é a consciência que nada afecta a essência do que é e que desapegando daquilo que acredita ser, daquilo que são os pensamentos que assomam à sua mente, tudo se simplifica, tudo se torna mais fluído.

Permite-te observar o espetáculo da vida enquanto fazendo parte da mesma, tu és vida, esta não é algo que te acontece de vez em quando e que às vezes é boa e outras madrasta. Tudo é parte da vida, tudo é igualmente relevante ao equilíbrio do todo que és. Nada deve ser deixado de fora, tudo acontece como e quando tem de acontecer.

segunda-feira, 6 de março de 2017

Deixe de se colocar em último lugar





O ser humano é um ser relacional, vive em comunhão com outros seres e necessita disso para desfrutar em pleno esta experiência de viver o que é ser humano, o que é estar limitado num corpo e numa mente. E enquanto humanos há uma necessidade de aprovação de outros, umas pessoas necessitam mais dessa aprovação do que outras e também podem necessitar obter essa aprovação de um maior número de pessoas, enquanto outras lhes basta a aprovação da pessoa amada.

Uns e outros estão certos, sem estar totalmente certos, pois a necessidade de aprovação é intrínseca à condição humana e deve começar pela aprovação do próprio. Quanto melhor for a aprovação daquilo que é por si mesmo, melhor será a aprovação dos outros relativamente àquilo que é, os outros são um reflexo do modo como se vê, do modo como se trata.

Se se colocar sempre em último lugar, procurando agradar sempre aos outros, mesmo que não seja essa a sua vontade, com vista a obter a aprovação dos outros, mais cedo ou mais tarde verá que as concessões que tem de fazer tendem a aumentar e o seu grau de insatisfação também.

Permita-se cuidar de si, permita-se colocar em primeiro lugar. E isso não é egoísmo, é amor-próprio. Só será egoísmo se desconsiderar os demais, se passar por "cima" dos outros em busca da sua plena satisfação semeando mal-estar nos outros.

Quanto melhor se sentir consigo própria, melhor estará para cuidar dos outros, para criar relações empáticas com eles e sem descurar os seus desejos e sentimentos oferecer o melhor de si.

Permita-se fazer uma pausa do turbilhão do dia-a-dia, sempre em busca de fazer aquilo que julga ser o esperado de si, em busca da aprovação dos outros com medo de que se não fizer isso será rejeitada, será deixada para trás. Fazendo uma pausa olhe para dentro, olhe para essas sensações que se manifestam quando procura agradar aos outros e o que tem de abdicar para que isso aconteça.

Faça uma pausa e respire conscientemente, repare como respira, qual a cadência do seu respirar, qual a profundidade. Quanto mais consciente estiver da respiração mais centrada no presente estará, mais ciente da sua vivacidade estará e como isso lhe amplia os seus recursos internos para lidar com a realidade externa.

Permita-se ouvir a sua intuição, ela fala consigo se assim o permitir, ela diz-lhe o que é o melhor para si em cada momento. É a sua bússola interior,o seu gps, indicando o caminho a seguir, ao encontro do melhor de si e do melhor para si. 

A boa notícia é que normalmente aquilo que é o melhor para si contribui para o melhor daqueles que ama e deseja cuidar bem.

Seja honesta consigo, deixe de tentar mascarar os seus sentimentos, deixe de evitar sentir aquilo que a deixa desconfortável. O que quer que aconteça é perfeito que aconteça, mesmo quando dói, deixe doer, sinta a dor e ouça o que ela lhe comunica. 

Fazendo isso a dor como surge parte e desse modo não ganha controlo sobre si, como acontece quando a procura evitar a todo custo, seja com comprimidos, seja fazendo coisas que a mantenham ocupada e assim longe dessas sensações desconfortáveis. No entanto elas ficam latentes esperando o momento de se manifestarem até que lhes dê a devida atenção.

Por outro lado poderá tender a racionalizar demasiado aquilo que sente, principalmente naquilo que lhe desagrada, naquilo que mexe consigo e essa racionalização,mais uma vez, tem como objetivo único evitar viver as emoções, as sensações desconfortáveis para si. 

Enquanto as racionaliza, enquanto cria estórias sobre elas não as está a viver em pleno, como se isso as impedisse de existir, numa esperança que ao pensar nelas elas possam ir embora porque as tenta "compreender". E no entanto as sensações, os sentimentos são para se viver, para os vivenciar e assim aprender o que nos querem ensinar.

Escolha agora colocar-se em primeiro lugar, escolha viver a vida que é em toda a sua plenitude. Naquilo que considera como bom e também naquilo que lhe desagrada, naquilo que lhe é desconfortável e sentindo o que tiver de sentir avance no agora, no momento presente e verá como tudo está bem.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

You are it



If you are as most of humans you are not satisfied with your life as it is right now and you are pursuing what you think could make you more happy and accomplished.  But let me remind you, because you know this at your core, that you are perfect as you are right now and so it is your life.

It is the pursuing of something else that keeps you away from reminding that you already are all that you could wish for and even more. 

And it is okay, don't blame yourself for being dormant and not realizing how really great you are. It is part of this human game to be unaware of our true essence, being so you commit yourself fully to the game and you believe it to be all that there is to live. You believe to be this personality identified with a body and all the stories bound to it.

The good news is that you are able to awake, to realize that you are playing a game and not limited by this personality, you are the unlimited space where the personality "dances" and you can seize the experience even more by being detached from it, not denying it, but being not fully attached to it.

Whatever you deny, whatever you resist will gain power over you. And it is not the point here, you do not have to deny anything, because if it happens in your reality it is perfect, it is supposed to occur and it has something to teach you.

All of it is part of yourself, be what you deem as good as well as what you deem as bad and not likable. Both have the same importance to what is your essence and both have the same real impact in it, because nothing can diminish what you are in essence. And you ask yourself if it is so, what is then the purpose of all this human experience.

The purpose is the experience in itself, this kind of emotions, the goods and not so goods, are only possible to experience within this human realm, within this range of energy vibration. Only from this limited point of view it can be fully lived.

You have the choice to live it fully, to seize each and every moment of it. Just be aware of the stories you make up about the occurrences in your reality, because what you deem as suffering can only surface from those stories. The pain is real but the suffering is optional, you create it and as so you can let it go, you can make it go away.

Be respectful of yourself, you are worthy of your love. As you love yourself more others will do the same. As you see yourself others will see you too. Reality as you see it, is a mirror of your inner reality, all happens first within and then it is projected without.

You are it, you are the solution you've been waiting for. You are the magics to solve everything that there is to be solved. If it needs fixing you can do it, if you cannot do it, it is because it needs no fixing. Just embrace it as it is.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Dicas que te tornam mais resiliente




Resiliência é a capacidade de voltar ao seu estado natural, principalmente após alguma situação crítica e fora do comum. A resiliência tem a ver com a capacidade de uma pessoa lidar com seus próprios problemas, vencer obstáculos e não ceder demasiado à pressão, seja qual for a situação.

Aqui ficam algumas dicas que te ajudam a ser mais resiliente:

Deixar de se culpar a si próprio

Quando algo corre menos bem não tem que se martirizar por isso, não tem necessariamente que ser por culpa sua, não se trata de encontrar culpados, mas sim trata-se de responsabilidade. Ou seja, não devendo assumir culpas, mas sim assumir as suas responsabilidades nas situações em causa. E responsabilidade tem a ver com a sua capacidade, a sua habilidade de responder, de agir perante as situações por forma a encontrar as melhores soluções. Enquanto que a culpa apenas se foca no que está errado e não produz soluções.

Impedir que as situações negativas o "paralisem".

Todos estamos sujeitos a situações que julgamos como menos boas, como negativas e no entanto o que mais releva é o que escolhemos fazer com elas, que importância e poder concedemos a essas situações sobre nós e a nossa realidade. Deixamos que nos paralisem, que nos condicionem as nossas ações? Ou em função do que são escolhemos agir por forma a encontrar as melhores soluções e retirar os devidos ensinamentos? Escolher uma ou outra significa ser mais ou menos resiliente, ser mais ou menos pró-ativo.

Enfrentar a dor

Por vezes procura-se mascarar as dores a ver se passam despercebidas, se desaparecem sem causar incómodos e no entanto ela está lá. A dor quando surge não é por acaso, ela é um sinal de alerta, uma chamada de atenção para aspectos que temos negligenciado. E se, em vez de a negarmos, escolhermos olhá-la de frente, ver o que nos tem a comunicar, iremos aprender com ela e veremos que não é tão má como parece ser quando a tentamos ignorar, pois aquilo a que resistimos persiste e ganha poder sobre nós. Aquilo que enfrentamos mostra-nos que somos mais capazes do que por vezes cremos ser.

Pedir ajuda

Ninguém existe sozinho, o ser humano é um ser relacional, não só com outros humanos, como também com outros animais e com a natureza no geral. Existem situações que nos fragilizam mais, ou que exigem uma atenção e recursos maiores que são incomportáveis por uma só pessoa e aqui pedir ajuda a outros não se torna um sinal de fraqueza, mas sim um sinal de força e coragem. Saber reconhecer quando pedir ajuda é um sinal de força, ter essa humildade sem vergonha porque todos somos parte dessa imensa unidade que é a vida. Tudo está ligado, o que fazemos tem impacto naqueles que nos rodeiam. Pedir ajuda torna-te mais resiliente, é um contributo para lidar com a pressão.

Deixar de tentar controlar o que não pode controlar

Há situações que não estão sobre nosso controlo, nomeadamente o modo como os outros se comportam e escolhem viver as suas vidas, aquilo que controlamos sim, é o modo como escolhemos agir perante essas pessoas e o quanto permitimos que isso nos afecte e condicione a nossa vida. Se nos focarmos no que podemos controlar e deixando entregue a quem de direito aquilo que não controlamos, estaremos mais preparados para lidar com o que quer que surja e mais cientes dos recursos que temos para viver a nossa realidade mais em paz, mais em fluxo com a vida e desse modo também sermos um exemplo que outros se assim o entenderem possam seguir.

Estas dicas ajudam-lhe a ser mais resiliente no sentido mais puro do termo, ou seja de voltar ao seu estado natural, porque a sua natureza, a sua essência é perfeita tal como é e nada do que ocorra na sua realidade pode beliscar a sua essência.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Faz uma pausa ao negativismo



O negativismo, tal como o positivismo, resulta apenas de uma perceção nossa, resulta de um julgamento nosso sobre determinada pessoa ou situação e que vamos alimentando ao longo do tempo, contribuindo assim para um certo mal estar, que vai minando o nosso estado de espírito.

O negativismo é uma visão da realidade no sentido mais sombrio, no sentido de antecipação do pior e de igual modo se poderia esperar o melhor, esperar que acontece o que tem de acontecer e que será pelo melhor, porque de facto assim o é. Nada acontece por acaso e se acontece é perfeito que aconteça.

Mesmo essa sensação algo constante de negativismo, não deve de ser rejeitado a qualquer custo, mas sim procurar observar como se manifesta, que representa ela na sua realidade, que peso lhe atribui e de que forma impacta a sua vida. 

Se esse impacto for excessivo há que procurar restabelecer o equilíbrio, pois nada é tão sombrio que impeça a luz de brilhar. A sua luz interior ilumina qualquer pedaço de escuridão por muito relevante que possa parecer em determinado momento. Nada pode verdadeiramente extinguir a sua luz, a luz da essência do que é.

Este conhecimento liberta-o para viver em pleno a vida, a sua realidade como ela é e sim por vezes ela é muito diferente do que gostaria que fosse, mas isso é assim porque não possuí a visão do todo que é a sua vida, senão saberia que essas situações abrem caminho a que algo melhor possa surgir e que não teriam tanto valor para si se não passasse pelas dificuldades.

As dificuldades que enfrentamos na nossa vida surgem para nos demonstrar o quão fortes somos de verdade, em vez de nos tornar mais fortes como normalmente se acredita, elas apenas destapam a força imensa que nos habita. Liberte essa força interior e quando o negativismo quiser se instalar receba-o de braços abertos, pois ele não tem poder de lhe magoar de facto.

Aprenda com ele, veja que tipo de sensações surgem, como impactam em si, no seu estado e na sua realidade. Procura comunicar com ele, pois através da sua atenção plena estará a assumir o poder da situação e a controlar o impacto que produz. As coisas tem o poder que lhe concedermos, elas resultam de uma interpretação nossa.

A resposta passa por estar mais presente, por estar focado no agora e todos os seus recursos estarão presentes para o guiar no rumo que deve de seguir ao encontro do que melhor serve a sua evolução e consciência.

Veja o que pode fazer nesse momento para lidar com a situação sem se apegar demasiado e desse modo se tornar prisioneiro da situação, mesmo que isso aparentasse acontecer, na realidade seria uma mera ilusão transitória e não real, pois a sua essência não conhece limites alguns.

Faça uma pausa no negativismo, observe-o, permita-se respirar e tudo ganhará uma nova dimensão aos seus olhos.


quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

Como tornar melhor os teus relacionamentos



O ser humano é um ser relacional, estamos sempre a relacionarmos-nos com outros seres, não só humanos, como os animais e vegetais. O meu foco neste texto vai para os relacionamentos entre humanos, visto serem os mais centrais na nossa realidade.

A maior parte das pessoas relaciona-se com os outros a partir de um ponto de vista daquilo que eles fazem, do que dizem ou deixam de dizer ou fazer. Ou seja é uma relação mais reactiva do que pró-ativa, resultando dai uma "ilusória" perda de poder pessoal. Verifica-se tanto nos relacionamentos pessoais como profissionais.

A forma de melhorar os teus relacionamentos, sejam de que tipo for, passa por um maior autoconhecimento, este é a chave para que desbloqueia qualquer dúvida, qualquer problema, porque a realidade em que vives, tudo o que nela ocorre, é um reflexo da tua realidade interna.

Logo a solução passa por estares mais atenta ao que se passa dentro de ti em cada momento. Isto é simples porque possuis todos os recursos para o fazer. Já ser fácil ou difícil, depende apenas de ti e do grau do teu autoconhecimento. 

A maior dificuldade que o ser humano pode enfrentar é o confronto consigo mesmo. 

É difícil para a maioria das pessoas olhar para dentro, principalmente para o seu lado "sombra", para aquilo que não gosta em si, sendo mais fácil projetar esses aspectos que nos desagradam nos outros e culpá-los por nos fazerem sentir mal.

Os relacionamentos mais complicados que surgem na nossa vida são uma chamada de atenção para esse lado sombra que preferimos ignorar e essas pessoas mostram-nos que por muito que tentemos ignorar ele continua lá e influencia a nossa realidade e quanto mais o ignorarmos mais força e poder ganha sobre nós.

Tu possuis a resposta, o poder de solucionar essa situação e assim tornar mais pacifica a tua realidade. Essa resposta passa por estares mais ciente do que ocorre em ti no agora, que tipo de sensações surgem no teu corpo, que tipo de pensamentos surgem e que vais alimentando com a tua atenção.

Estar atenta ao que procuras evitar, seja sentir, seja pensar, pois aquilo que procuras evitar dá-te uma indicação do que necessitas de lidar e fazendo isso, lidando de frente com essas situações verás que não são tão más como acreditavas ser. 

Desse modo assumes o teu poder pessoal e deixas de estar refém do que quer que seja, escolhes liderar a tua vida e não ser liderada pelas circunstâncias ou por outras vontades. Independentemente do que acontece apenas tu tem o poder de decidir de que modo permites que mexa contigo, que importância tem sobre ti e o modo como escolhes agir.

Quanto mais em paz contigo estiveres mais isso se notará na tua realidade externa e nos comportamentos das pessoas que dela fazem parte. E isso permite que tudo flua como deve, ou seja, as pessoas permanecerão ou partirão da tua vida no momento certo, permanecendo o tempo adequado a sua aprendizagem e à tua também.

Estando mais ciente de quem és e do que és capaz descobres que a paz que sempre procuraste está onde sempre esteve, em ti, é parte da essência do que és e nada o pode alterar, circunstância alguma o pode afectar de verdade.

Os teus relacionamentos melhoram e muito quando cuidas do teu relacionamento mais importante e essencial a todos os outros. Esse relacionamento é aquele que estabeleces contigo mesma, com as ideias e crenças que alimentas sobre ti e o teu papel no mundo.

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