segunda-feira, 17 de abril de 2017

Dicas para lidar com as situações difíceis




O ser humano é um ser complexo e ao mesmo tempo complicativo e assim sendo não deixa de ser perfeito. A complexidade do ser humano não tem origem numa vontade própria mas sim de algo muito maior e transcendente que a individualidade do ser humano, entrando aqui as crenças de cada um sobre o que poderá ser esse algo maior, sem que no entanto essas crenças possam mudar aquilo que é esse algo maior seja qual for o nome que lhe dê.

Já o elemento complicativo esse é de inteira responsabilidade individual do ser humano, cada um de nós tem a capacidade de complicar aquilo que é simples e perfeito por si só. A boa notícia é que por muito que compliquemos a nossa realidade ela continua sendo perfeita tal como é, a nossa essência permanece perfeita tal como é.

O que podemos fazer para lidar com as situações difíceis? Aqui ficam algumas dicas. 

Respire conscientemente

Passe o que passe para estar ciente do que está a passar tem de estar vivo, tem de estar a respirar e como tal quando se vir perante um situação que lhe parece difícil em vez de reagir de imediato, de reagir a "quente", permita-se respirar naturalmente. Foque-se na respiração, naturalmente pode-se dar uma aceleração da mesma, um encurtar do ciclo de respiração e em face disso permita-se inspirar lentamente e de seguida expirar lentamente. Faça isso dedicando-lhe a sua atenção. O respirar sendo algo elementar é dado demasiadas vezes por adquirido e mesmo negligenciado e no entanto é o alimento da vida que é, cuidando dele cuida da sua vida e melhor preparado está para lidar com o que quer que surja na sua realidade.

Mente aberta

O que quer que aconteça na sua realidade não acontece por acaso, se acontece é perfeito que aconteça e traz algo para si. Tudo serve de aprendizagem e para isso só lhe é pedido que tenha mente aberta. Não rejeite à partida o que lhe desagrada ou o que lhe é desconhecido. A realidade sendo como é não pode ser percecionada na sua totalidade pelo ser humano, cada ser humano é um foco de consciência, diferente do outro, de uma mesma realidade. E como tal existem tantas interpretações da realidade quanto o número de seres humanos existentes, sem que nenhum seja mais válido do que o outro, independentemente daquilo que sejam mais comummente aceite como certo ou errado pela maioria. Tendo mente aberta poderá enriquecer a sua experiência de vida, poderá elevar o seu nível de consciência e desfrutar mais de cada momento.

Observe os pensamentos

A realidade e o que pensa dela não são a mesma coisa, assim como o que pensa não é a totalidade daquilo que você é. Você é muito maior que os pensamentos que surgem na sua mente e quanto mais apegado aos pensamentos está, mais limitado está para desfrutar plenamente da sua realidade. Quanto mais se permitir observar os pensamentos que surgem na sua mente sem "correr" logo atrás dos mesmos, mais livre fica para tomar as melhores opções, mais poderoso fica para conscientemente decidir como lida com o momento presente. Perante situações difíceis os pensamentos tendem a gerar imensos cenários "catastrofistas" e quanto mais apegado aos mesmos está mais impotente se sente para agir face a tais situações. Tudo na realidade humana é passageiro, seja considerado bom ou mau por si, tudo passa e a forma como lida com essas situações criam memórias que perduram na sua mente e que influenciarão a sua realidade de acordo com o que o permitir.


Questione os seus pensamentos

Depois de observar os pensamentos permita-se questionar os mesmos. Será mesmo verdade aquilo que lhe dizem? Poderá ser de outra forma? E repare como se sente quando acredita que são verdadeiros esses pensamentos, repare no modo como isso impacta a sua realidade e veja se é útil para si insistir em tal situação. Existem acontecimentos que originam dor e esta é real, é sentida por si. Já o sofrimento é a cadeia de pensamentos que se originam sobre a dor e assim sendo é opcional. O sofrimento é uma escolha sua de alimentar tais estórias sobre a dor que se manifesta em si. Quanto mais o alimentar com a sua atenção, mais poder ganha sobre si e a sua qualidade de vida. Quando a dor vier aceite-a como ela é, veja o que lhe quer ensinar, comunicar e como surge ela parte. Já o sofrimento criado por si, se deixado à rédea solta pode fazer-lhe companhia por muitos anos. 

   

segunda-feira, 10 de abril de 2017

Permissão para viver



A vida não existe fora de ti, não há uma vida e a tua vida em relação com a vida e a vida de todas as outras pessoas. A vida é uma só e tu és essa vida, és parte dessa vida, não existe vida a acontecer e que por vezes se encontra contigo e que por vezes te trata bem e noutras vezes te trata mal. 

A vida é aquilo que és, ela acontece em ti, para ti e de ti. Nada é excluído da vida, nada acontece fora do que tem de acontecer, seja no tempo e no espaço, pois estes são relativos na limitada perceção do ser humano. Naquilo que és em essência não existe limitação do tempo, para a essência o único espaço temporal é o agora onde tudo existe, onde tudo acontece, onde todas as possibilidades existem em potencial.

Aquilo que experiencias enquanto humano é sempre uma perspectiva limitada, uma gota no oceano da existência. 

E precisamente tu mais do que gota és o oceano da qual ela faz parte, ainda que enquanto humano apenas te vejas como a gota. Assim sendo é perfeito que assim seja, é suposto que assim seja, que tenhas essa perspectiva limitada da existência, que te vejas como uma pequena gota desse imenso oceano.

O bom disto tudo é que tu sabes, em essência, que assim é, tu sabes que passe o que passe tudo está bem, tu estás bem. 

Tendo isto em consciência o que se dá é que te permites viver em pleno aquilo que a vida te traz, aquilo que a vida te dá. Tudo sem exceção te é emprestado por tempo limitado para te permitir viver as experiências que tens de viver e aprender o que tens de aprender e surgirão sempre as pessoas e os meios que te permitam vivê-las.

Tu não necessitas de uma qualquer permissão, seja de quem for, para viver a vida que és. A vida que és é isenta da aprovação do que quer que seja e isso é assim pelo simples facto de que existes. Estás viva nestas roupagens limitadas de ser humano.

A permissão de viver existe por inerência, ela não te foi outorgada por ninguém. Tu estás viva, tu és essencial e imprescindível ao equilíbrio do todo. Ninguém está a mais, nem ninguém é mais merecedor de viver que outra pessoa qualquer. Mesmo aqueles humanos que tem comportamentos tidos como menos adequados são relevantes pelo que simbolizam para os restantes, pelo que permitem os restantes experienciar. 

Por isso este é o momento certo em que te permites viver sem mais restrições, essas restrições internas que te colocam sempre em comparação com os que te rodeiam e que te parecem mais merecedores do que tu, ou que te parecem terem mais do que tu. 

A verdadeira contabilidade da vida humana não é feita em géneros ou espécie, mas sim nas experiências que vives e no quanto retiras de cada uma delas, do quanto aprendes e ensinas em cada uma delas. E isso não tem um valor material que possa ser atribuído.

A permissão de viver aplica-se a todas as experiências, àquelas que consideras como agradáveis, como boas e também àquelas que consideras como menos boas, como dolorosas por vezes, estas também são parte da vida que és, tem o mesmo valor que as boas. 

Se acontecem são parte daquilo que vieste experienciar e se as negas o que passa não é que as possas dispensar, mas sim que elas surgirão de novo na tua realidade, ainda que com outras roupagens e mais intensas, até que te permitas vivenciar em pleno, até que aprendas o que tens de aprender e depois passar à seguinte aprendizagem.

Tu és vida por isso simplesmente vive aquilo que és, tal como és e nada mais te é exigido.


segunda-feira, 3 de abril de 2017

Dizer basta



Aquilo que sentes não podes deixar de sentir, por mais que resistas, por mais que procures evitar sentir o que sentes, pensar o que pensas, tu não tens controlo sobre isso. E é nessa busca, nessa luta por tentar controlar o que sentes e pensas, que alimentas o sofrimento e desconforto que sentes. 

E quanto mais tentas e vês que não consegues, mais frustrada ficas, mais julgas que és diferente dos outros, julgas que és apenas tu quem tem essa dificuldade, julgas que és incapaz e aumentas desse modo os teus níveis de ansiedade e num efeito de bola de neve, mais sensações desagradáveis surgem, mais pensamentos incontroláveis assomam à tua consciência.

Todo este processo torna-se uma luta, a tua mente vira um verdadeiro campo de batalha onde te vês com poucas possibilidades de vencer e como isso consome a tua energia, como isso consome a tua "vida". Se te revês no descrito este é o momento de dizer basta, faz uma pausa nessa esgotante batalha e permite-te respirar.

Respira fundo, inspira lenta e profundamente, seguido de uma expiração lenta e profunda. Normaliza agora a tua respiração, não forces nada, deixa que ela aconteça naturalmente e nota apenas como ela se processa. O ritmo de entrada do ar e o modo que como é expelido, repara apenas, observa.

Enquanto ser humano és senciente, tens sentimentos, sensações que afloram na tua pele, no teu corpo e mente e assim sendo é perfeito, seja em que intensidade for e esta varia de acordo com a tua maior ou menor resistência. O facto essencial aqui, aquele que te permite lidar com essas sensações, com esse sentir é a atenção que lhes dispensas.

E a atenção sim é controlada por ti, tu escolhes onde colocas a tua atenção, aquilo que é mais ou menos relevante para ti.  Onde colocares a tua atenção vai o teu poder e o poder que concedes sobre ti. Os pensamentos continuam a surgir, as sensações continuam a surgir e é a tua atenção que lhes delimita a duração e influência sobre ti.

Sejam as mágoas do passado que te atormentam como se com isso o pudesses mudar e alterar o que aconteceu, mas se já aconteceu não o alteras mais e no entanto sempre que alimentas essas magoas passadas dás-lhes vida no teu presente, alimenta-as com a tua energia que poderias estar a usar para desfrutar do presente onde reside a tua felicidade e paz.

De igual modo a ansiedade pelo dia de amanhã, pelo futuro desejado é mais um sorvedouro da tua energia sem resultados práticos porque na verdade o futuro não existe, ele é apenas uma construção mental quando surgir será sempre na forma de presente, o único e real tempo, aquele em que vives de verdade.

As tuas ânsias e mágoas são sempre vividas, sentidas no presente e em mais nenhum outro momento e como tal é no presente que podes lidar com elas. Fazes isso estando recetiva ao que surge, às sensações que se manifestam, sejam elas apensas às mágoas passadas, sejam elas as ânsias do que o futuro trará.

O que quer que surja no teu presente, na tua realidade é perfeito e não poderia ser de outro modo e é assim não porque eu o diga ou qualquer outra referência que tenhas, mas sim porque é o que acontece e isso não pode ser controlado por mim ou por ti. O que controlas sempre é o modo como lidas com o que acontece, aquilo que permites condicione o teu presente.

Por isso sente o que tiveres de sentir, observa os pensamentos que surgem na tua mente e dispensa-lhes a atenção que quiseres e verás como tudo fica mais simples. Faz isso com amor e tudo encontrará o seu lugar. Se te parece complicado, se duvidas que o consigas fazer, vai e faz e à medida que o fores fazendo verás que deixa de parecer tão complicado.

segunda-feira, 27 de março de 2017

Viver aquilo que és



A vida que vivemos nem sempre é de acordo com aquilo que desejaríamos que ela fosse, por vezes ela é, do nosso ponto de vista, muito complicada, torna-se dolorosa e por vezes uma sensação de incapacidade nos preenche e condiciona o nosso relacionamento com essa realidade e todos os que dela fazem parte.

A questão está que na realidade aquilo que te incomoda, aquilo que te afecta de verdade não é a realidade e sim a tua perceção dessa realidade. É a estória que te contas sobre a realidade que te afecta e no entanto é isso mesmo uma estória e quanto mais lhe cedes a tua atenção mais poder ela ganha sobre ti e sobre as tuas opções.

Quando estás a viver as coisas de facto estás centrado no que acontece e a agir de acordo sem perder tempo em julgar como bom ou mau, apenas ages naturalmente em fluxo com o que acontece, com a realidade.

Sempre que estás imerso nas tuas estórias deixas de estar presente para a realidade como ela é e limitas as tuas escolhas, limitas a tua noção dos imensos recursos que possuis para fazer face ao que quer que ocorra na tua vida. 

Como fazer então para lidar com aquilo que consideras como dificuldades?

Em primeiro lugar permite-te estar presente de facto para o que acontece, seja o que for, fica recetivo ao que surge, procura evitar agir precipitadamente. Estando presente com mente aberta perceberás o que te é pedido e naturalmente surgirão as respostas sobre o que fazer.

Nem sempre é necessário que tenhas que fazer algo, na verdade não fazer nada já é por si só um fazer algo, é uma opção tão válida como qualquer outra, desde que feita em consciência. E se for essa a tua opção será a correta pois será a que tomas e quando tiveres de tomar outra diferente acontecerá.

Aquilo que consideras como problemas surgem das estórias que crias em torno do que acontece ou não na tua realidade e que achas que é diferente do que supões que deveria de ser, seja por modelos que estás habituado a ver na sociedade, seja pelos desejos que alimentas em ti.

No entanto para lá do que desejas que aconteça a realidade sabe aquilo que é o melhor para ti em cada momento, aquilo que melhor serve a tua experiência humana e que te fará elevar o teu nível de consciência. Por vezes isso é tido como agradável para ti noutras como desagradável, mas se acontece é perfeito que aconteça e não poderia ser de outro modo porque foi assim que aconteceu.

Em vez de lamentar que tenha acontecido reconhece o que aconteceu, aprende com isso e segue em frente agindo de acordo com a tua intuição. Porque tu saberás sempre o que fazer quando baixas o ruído interno do julgamento continuo.

Permite-te também ouvir o teu corpo, as sensações que ele manifesta e elas comunicam contigo. Aceita sentir pois tu és sensitivo, as sensações, os sentimentos são parte do que és, sejam eles tidos por ti como bons ou maus, todos eles são aquilo que és. Rejeitando partes de ti na verdade rejeitas o todo.

Quando te aceitas integralmente permitas que a tua consciência cresça e novas sensações surjam e novas experiências surjam e isso chama-se viver. Simplesmente viver aquilo que és é tudo o que te é pedido por isso não compliques e vive aquilo que és.

segunda-feira, 20 de março de 2017

Torna mais simples a tua realidade



A vida que vivemos resulta mais da perceção que temos daquilo que acontece, do que o que acontece de facto. 

É o nosso julgamento que torna as coisas em complicadas ou simples, em boas ou más, em indiferentes ou relevantes. Logo quando estamos descontentes com a nossa situação o que podemos fazer não é mudar a situação em si, porque na maior parte das vezes não temos esse poder, mas sim começar por mudar a forma como vemos essa situação.

Começando por mudar o tipo de julgamentos que alimentamos sobre determinada situação vai alterar essa situação para nós, ainda que na realidade ela não se altere.

As coisas são como são, já a forma como as julgámos é variável e esse julgamento pode ser complicativo ou não. Na maioria das vezes é complicativo, mas é a nossa atenção que lhe concede esse poder sobre nós ou não e isso depende apenas de nós. 

É uma opção nossa, uma opção que podemos fazer em qualquer momento e desse modo alteramos a nossa realidade, não porque tenhamos mudado algo, mas sim porque mudamos a forma como nos relacionamos com essa realidade.

Pode parecer demasiado simplista, mas de facto não é simplista e sim simples. Ou seja, deixando de complicar veremos as coisas como elas são e de igual modo estaremos mais disponíveis para reconhecer as soluções que surgem agregadas aos desafios que a vida nos vai dando.

O que quer que aconteça na nossa realidade, se acontece é perfeito e não poderia ser diferente do que é, pois é o que acontece. Se te parece apenas um jogo de palavras permite-te reler a frase e deixa que o seu real sentido surja em ti, procura não julgar de imediato rejeitando a ideia e deixa que ela se manifeste em ti.

É a nossa resistência ao que acontece, a nossa rejeição ao que nos faz sentir que lhe concede mais poder sobre nós. 

Sente tudo o que surge em cada momento, seja confortável, seja desconfortável sem deixar de reagir naturalmente, mesmo que essa primeira reação seja de rejeição, a questão aqui está na consciência dessa rejeição e não na rejeição por si só. 

Ou seja procura estar ciente do que origina tal rejeição e o que isso te quer comunicar, o que isso te pode ensinar e desse modo alargas a tua capacidade de encontrar as melhores respostas para ti nesse momento relativo a essa situação.

A tua realidade nunca será perfeita no sentido daquilo que julgas ser a perfeição, pois aquilo que te é mais adverso, aquilo que mexe mais contigo é também aquilo que normalmente mais te faz crescer e elevar o teu nível de frequência, é aquilo que te trouxe a esta realidade humana.

A boa noticia é que seja o que for que passe na tua realidade humana nada disso belisca aquilo que é a tua essência, esta tudo abarca e nada rejeita. Tudo é parte do todo e nada fica de fora ou é mais importante que outra. Tendo isso ciente ficas mais livre e leve para apreciar cada momento pelo que é, tal como ele surge.

segunda-feira, 13 de março de 2017

Ao encontro da harmonia



As maiores dificuldades que poderás experienciar nesta tu experiência humana terão origem interna, é dentro de ti que todo o "drama" se desenrola e depois nota-se reflexos disso na tua realidade externa. Na verdade realidade interna e externa são meros conceitos humanos, pois tudo é parte da essência do que és. No entanto essa divisão pode ser útil enquanto humanos para lidar com a realidade limitada em que vivemos.

Mais do que procurar entender estes conceitos, perceber se fazem sentido ou não, ou então achar que não temos capacidade de os entenderem, pois só alguns iluminados o poderão entender. O que mais releva é fazer uma escolha de simplificação.

As coisas sendo como são, são simples, já o entendimento que fazemos delas pode se complicativo, principalmente quando procuramos saber tudo, quando procuramos controlar aquilo que acontece, ou como julgámos que deveriam acontecer. 

É nessa resistência daquilo que é ao invés do que gostaríamos que fosse, que se originam o que classificamos como problemas e estes serão tanto maiores quanto mais intensas forem as nossas resistências. A solução passa por uma escolha consciente da paz, uma paz interna, um apaziguamento com aquilo que é.

A aceitação do que é, com tudo o que considera de bom e também do que é tido como menos bom, que suporta a paz e harmonia que procura.

Aceitar é diferente de resignar e cruzar os braços, por achar que de nada serve agir porque as coisas são como são, isso só seria uma má desculpa para não enfrentar a realidade como ela é, como ela é percecionada por si.

O que a aceitação significa é um reconhecimento daquilo que é como é, procurando ser o mais sincero possível em primeiro lugar consigo mesmo, pois de verdade a única pessoa que podemos enganar é a nossa pessoa. Aceitar aquilo que é passa mais por fazer menos, por intervir menos e "apenas" Ser, porque sendo somos tudo.

O "Ser" não é algo que implique uma ação específica, ele basta-se a si mesmo. Já a personalidade que acreditamos ser, envolta num corpo e mente, essa é uma construção constante e que implica ação permanente e um desgaste energético igualmente constante.

O bom é que é suposto que assim seja, é esse o propósito da vida humana, só nesta dimensão é possível ter tais experiências, mas estas podem ser mais ou menos fáceis de viver dependendo apenas de nós que sejam mais uma ou outra. 

O que mais importa é a consciência que nada afecta a essência do que é e que desapegando daquilo que acredita ser, daquilo que são os pensamentos que assomam à sua mente, tudo se simplifica, tudo se torna mais fluído.

Permite-te observar o espetáculo da vida enquanto fazendo parte da mesma, tu és vida, esta não é algo que te acontece de vez em quando e que às vezes é boa e outras madrasta. Tudo é parte da vida, tudo é igualmente relevante ao equilíbrio do todo que és. Nada deve ser deixado de fora, tudo acontece como e quando tem de acontecer.

segunda-feira, 6 de março de 2017

Deixe de se colocar em último lugar





O ser humano é um ser relacional, vive em comunhão com outros seres e necessita disso para desfrutar em pleno esta experiência de viver o que é ser humano, o que é estar limitado num corpo e numa mente. E enquanto humanos há uma necessidade de aprovação de outros, umas pessoas necessitam mais dessa aprovação do que outras e também podem necessitar obter essa aprovação de um maior número de pessoas, enquanto outras lhes basta a aprovação da pessoa amada.

Uns e outros estão certos, sem estar totalmente certos, pois a necessidade de aprovação é intrínseca à condição humana e deve começar pela aprovação do próprio. Quanto melhor for a aprovação daquilo que é por si mesmo, melhor será a aprovação dos outros relativamente àquilo que é, os outros são um reflexo do modo como se vê, do modo como se trata.

Se se colocar sempre em último lugar, procurando agradar sempre aos outros, mesmo que não seja essa a sua vontade, com vista a obter a aprovação dos outros, mais cedo ou mais tarde verá que as concessões que tem de fazer tendem a aumentar e o seu grau de insatisfação também.

Permita-se cuidar de si, permita-se colocar em primeiro lugar. E isso não é egoísmo, é amor-próprio. Só será egoísmo se desconsiderar os demais, se passar por "cima" dos outros em busca da sua plena satisfação semeando mal-estar nos outros.

Quanto melhor se sentir consigo própria, melhor estará para cuidar dos outros, para criar relações empáticas com eles e sem descurar os seus desejos e sentimentos oferecer o melhor de si.

Permita-se fazer uma pausa do turbilhão do dia-a-dia, sempre em busca de fazer aquilo que julga ser o esperado de si, em busca da aprovação dos outros com medo de que se não fizer isso será rejeitada, será deixada para trás. Fazendo uma pausa olhe para dentro, olhe para essas sensações que se manifestam quando procura agradar aos outros e o que tem de abdicar para que isso aconteça.

Faça uma pausa e respire conscientemente, repare como respira, qual a cadência do seu respirar, qual a profundidade. Quanto mais consciente estiver da respiração mais centrada no presente estará, mais ciente da sua vivacidade estará e como isso lhe amplia os seus recursos internos para lidar com a realidade externa.

Permita-se ouvir a sua intuição, ela fala consigo se assim o permitir, ela diz-lhe o que é o melhor para si em cada momento. É a sua bússola interior,o seu gps, indicando o caminho a seguir, ao encontro do melhor de si e do melhor para si. 

A boa notícia é que normalmente aquilo que é o melhor para si contribui para o melhor daqueles que ama e deseja cuidar bem.

Seja honesta consigo, deixe de tentar mascarar os seus sentimentos, deixe de evitar sentir aquilo que a deixa desconfortável. O que quer que aconteça é perfeito que aconteça, mesmo quando dói, deixe doer, sinta a dor e ouça o que ela lhe comunica. 

Fazendo isso a dor como surge parte e desse modo não ganha controlo sobre si, como acontece quando a procura evitar a todo custo, seja com comprimidos, seja fazendo coisas que a mantenham ocupada e assim longe dessas sensações desconfortáveis. No entanto elas ficam latentes esperando o momento de se manifestarem até que lhes dê a devida atenção.

Por outro lado poderá tender a racionalizar demasiado aquilo que sente, principalmente naquilo que lhe desagrada, naquilo que mexe consigo e essa racionalização,mais uma vez, tem como objetivo único evitar viver as emoções, as sensações desconfortáveis para si. 

Enquanto as racionaliza, enquanto cria estórias sobre elas não as está a viver em pleno, como se isso as impedisse de existir, numa esperança que ao pensar nelas elas possam ir embora porque as tenta "compreender". E no entanto as sensações, os sentimentos são para se viver, para os vivenciar e assim aprender o que nos querem ensinar.

Escolha agora colocar-se em primeiro lugar, escolha viver a vida que é em toda a sua plenitude. Naquilo que considera como bom e também naquilo que lhe desagrada, naquilo que lhe é desconfortável e sentindo o que tiver de sentir avance no agora, no momento presente e verá como tudo está bem.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

You are it



If you are as most of humans you are not satisfied with your life as it is right now and you are pursuing what you think could make you more happy and accomplished.  But let me remind you, because you know this at your core, that you are perfect as you are right now and so it is your life.

It is the pursuing of something else that keeps you away from reminding that you already are all that you could wish for and even more. 

And it is okay, don't blame yourself for being dormant and not realizing how really great you are. It is part of this human game to be unaware of our true essence, being so you commit yourself fully to the game and you believe it to be all that there is to live. You believe to be this personality identified with a body and all the stories bound to it.

The good news is that you are able to awake, to realize that you are playing a game and not limited by this personality, you are the unlimited space where the personality "dances" and you can seize the experience even more by being detached from it, not denying it, but being not fully attached to it.

Whatever you deny, whatever you resist will gain power over you. And it is not the point here, you do not have to deny anything, because if it happens in your reality it is perfect, it is supposed to occur and it has something to teach you.

All of it is part of yourself, be what you deem as good as well as what you deem as bad and not likable. Both have the same importance to what is your essence and both have the same real impact in it, because nothing can diminish what you are in essence. And you ask yourself if it is so, what is then the purpose of all this human experience.

The purpose is the experience in itself, this kind of emotions, the goods and not so goods, are only possible to experience within this human realm, within this range of energy vibration. Only from this limited point of view it can be fully lived.

You have the choice to live it fully, to seize each and every moment of it. Just be aware of the stories you make up about the occurrences in your reality, because what you deem as suffering can only surface from those stories. The pain is real but the suffering is optional, you create it and as so you can let it go, you can make it go away.

Be respectful of yourself, you are worthy of your love. As you love yourself more others will do the same. As you see yourself others will see you too. Reality as you see it, is a mirror of your inner reality, all happens first within and then it is projected without.

You are it, you are the solution you've been waiting for. You are the magics to solve everything that there is to be solved. If it needs fixing you can do it, if you cannot do it, it is because it needs no fixing. Just embrace it as it is.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Dicas que te tornam mais resiliente




Resiliência é a capacidade de voltar ao seu estado natural, principalmente após alguma situação crítica e fora do comum. A resiliência tem a ver com a capacidade de uma pessoa lidar com seus próprios problemas, vencer obstáculos e não ceder demasiado à pressão, seja qual for a situação.

Aqui ficam algumas dicas que te ajudam a ser mais resiliente:

Deixar de se culpar a si próprio

Quando algo corre menos bem não tem que se martirizar por isso, não tem necessariamente que ser por culpa sua, não se trata de encontrar culpados, mas sim trata-se de responsabilidade. Ou seja, não devendo assumir culpas, mas sim assumir as suas responsabilidades nas situações em causa. E responsabilidade tem a ver com a sua capacidade, a sua habilidade de responder, de agir perante as situações por forma a encontrar as melhores soluções. Enquanto que a culpa apenas se foca no que está errado e não produz soluções.

Impedir que as situações negativas o "paralisem".

Todos estamos sujeitos a situações que julgamos como menos boas, como negativas e no entanto o que mais releva é o que escolhemos fazer com elas, que importância e poder concedemos a essas situações sobre nós e a nossa realidade. Deixamos que nos paralisem, que nos condicionem as nossas ações? Ou em função do que são escolhemos agir por forma a encontrar as melhores soluções e retirar os devidos ensinamentos? Escolher uma ou outra significa ser mais ou menos resiliente, ser mais ou menos pró-ativo.

Enfrentar a dor

Por vezes procura-se mascarar as dores a ver se passam despercebidas, se desaparecem sem causar incómodos e no entanto ela está lá. A dor quando surge não é por acaso, ela é um sinal de alerta, uma chamada de atenção para aspectos que temos negligenciado. E se, em vez de a negarmos, escolhermos olhá-la de frente, ver o que nos tem a comunicar, iremos aprender com ela e veremos que não é tão má como parece ser quando a tentamos ignorar, pois aquilo a que resistimos persiste e ganha poder sobre nós. Aquilo que enfrentamos mostra-nos que somos mais capazes do que por vezes cremos ser.

Pedir ajuda

Ninguém existe sozinho, o ser humano é um ser relacional, não só com outros humanos, como também com outros animais e com a natureza no geral. Existem situações que nos fragilizam mais, ou que exigem uma atenção e recursos maiores que são incomportáveis por uma só pessoa e aqui pedir ajuda a outros não se torna um sinal de fraqueza, mas sim um sinal de força e coragem. Saber reconhecer quando pedir ajuda é um sinal de força, ter essa humildade sem vergonha porque todos somos parte dessa imensa unidade que é a vida. Tudo está ligado, o que fazemos tem impacto naqueles que nos rodeiam. Pedir ajuda torna-te mais resiliente, é um contributo para lidar com a pressão.

Deixar de tentar controlar o que não pode controlar

Há situações que não estão sobre nosso controlo, nomeadamente o modo como os outros se comportam e escolhem viver as suas vidas, aquilo que controlamos sim, é o modo como escolhemos agir perante essas pessoas e o quanto permitimos que isso nos afecte e condicione a nossa vida. Se nos focarmos no que podemos controlar e deixando entregue a quem de direito aquilo que não controlamos, estaremos mais preparados para lidar com o que quer que surja e mais cientes dos recursos que temos para viver a nossa realidade mais em paz, mais em fluxo com a vida e desse modo também sermos um exemplo que outros se assim o entenderem possam seguir.

Estas dicas ajudam-lhe a ser mais resiliente no sentido mais puro do termo, ou seja de voltar ao seu estado natural, porque a sua natureza, a sua essência é perfeita tal como é e nada do que ocorra na sua realidade pode beliscar a sua essência.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Faz uma pausa ao negativismo



O negativismo, tal como o positivismo, resulta apenas de uma perceção nossa, resulta de um julgamento nosso sobre determinada pessoa ou situação e que vamos alimentando ao longo do tempo, contribuindo assim para um certo mal estar, que vai minando o nosso estado de espírito.

O negativismo é uma visão da realidade no sentido mais sombrio, no sentido de antecipação do pior e de igual modo se poderia esperar o melhor, esperar que acontece o que tem de acontecer e que será pelo melhor, porque de facto assim o é. Nada acontece por acaso e se acontece é perfeito que aconteça.

Mesmo essa sensação algo constante de negativismo, não deve de ser rejeitado a qualquer custo, mas sim procurar observar como se manifesta, que representa ela na sua realidade, que peso lhe atribui e de que forma impacta a sua vida. 

Se esse impacto for excessivo há que procurar restabelecer o equilíbrio, pois nada é tão sombrio que impeça a luz de brilhar. A sua luz interior ilumina qualquer pedaço de escuridão por muito relevante que possa parecer em determinado momento. Nada pode verdadeiramente extinguir a sua luz, a luz da essência do que é.

Este conhecimento liberta-o para viver em pleno a vida, a sua realidade como ela é e sim por vezes ela é muito diferente do que gostaria que fosse, mas isso é assim porque não possuí a visão do todo que é a sua vida, senão saberia que essas situações abrem caminho a que algo melhor possa surgir e que não teriam tanto valor para si se não passasse pelas dificuldades.

As dificuldades que enfrentamos na nossa vida surgem para nos demonstrar o quão fortes somos de verdade, em vez de nos tornar mais fortes como normalmente se acredita, elas apenas destapam a força imensa que nos habita. Liberte essa força interior e quando o negativismo quiser se instalar receba-o de braços abertos, pois ele não tem poder de lhe magoar de facto.

Aprenda com ele, veja que tipo de sensações surgem, como impactam em si, no seu estado e na sua realidade. Procura comunicar com ele, pois através da sua atenção plena estará a assumir o poder da situação e a controlar o impacto que produz. As coisas tem o poder que lhe concedermos, elas resultam de uma interpretação nossa.

A resposta passa por estar mais presente, por estar focado no agora e todos os seus recursos estarão presentes para o guiar no rumo que deve de seguir ao encontro do que melhor serve a sua evolução e consciência.

Veja o que pode fazer nesse momento para lidar com a situação sem se apegar demasiado e desse modo se tornar prisioneiro da situação, mesmo que isso aparentasse acontecer, na realidade seria uma mera ilusão transitória e não real, pois a sua essência não conhece limites alguns.

Faça uma pausa no negativismo, observe-o, permita-se respirar e tudo ganhará uma nova dimensão aos seus olhos.


quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

Como tornar melhor os teus relacionamentos



O ser humano é um ser relacional, estamos sempre a relacionarmos-nos com outros seres, não só humanos, como os animais e vegetais. O meu foco neste texto vai para os relacionamentos entre humanos, visto serem os mais centrais na nossa realidade.

A maior parte das pessoas relaciona-se com os outros a partir de um ponto de vista daquilo que eles fazem, do que dizem ou deixam de dizer ou fazer. Ou seja é uma relação mais reactiva do que pró-ativa, resultando dai uma "ilusória" perda de poder pessoal. Verifica-se tanto nos relacionamentos pessoais como profissionais.

A forma de melhorar os teus relacionamentos, sejam de que tipo for, passa por um maior autoconhecimento, este é a chave para que desbloqueia qualquer dúvida, qualquer problema, porque a realidade em que vives, tudo o que nela ocorre, é um reflexo da tua realidade interna.

Logo a solução passa por estares mais atenta ao que se passa dentro de ti em cada momento. Isto é simples porque possuis todos os recursos para o fazer. Já ser fácil ou difícil, depende apenas de ti e do grau do teu autoconhecimento. 

A maior dificuldade que o ser humano pode enfrentar é o confronto consigo mesmo. 

É difícil para a maioria das pessoas olhar para dentro, principalmente para o seu lado "sombra", para aquilo que não gosta em si, sendo mais fácil projetar esses aspectos que nos desagradam nos outros e culpá-los por nos fazerem sentir mal.

Os relacionamentos mais complicados que surgem na nossa vida são uma chamada de atenção para esse lado sombra que preferimos ignorar e essas pessoas mostram-nos que por muito que tentemos ignorar ele continua lá e influencia a nossa realidade e quanto mais o ignorarmos mais força e poder ganha sobre nós.

Tu possuis a resposta, o poder de solucionar essa situação e assim tornar mais pacifica a tua realidade. Essa resposta passa por estares mais ciente do que ocorre em ti no agora, que tipo de sensações surgem no teu corpo, que tipo de pensamentos surgem e que vais alimentando com a tua atenção.

Estar atenta ao que procuras evitar, seja sentir, seja pensar, pois aquilo que procuras evitar dá-te uma indicação do que necessitas de lidar e fazendo isso, lidando de frente com essas situações verás que não são tão más como acreditavas ser. 

Desse modo assumes o teu poder pessoal e deixas de estar refém do que quer que seja, escolhes liderar a tua vida e não ser liderada pelas circunstâncias ou por outras vontades. Independentemente do que acontece apenas tu tem o poder de decidir de que modo permites que mexa contigo, que importância tem sobre ti e o modo como escolhes agir.

Quanto mais em paz contigo estiveres mais isso se notará na tua realidade externa e nos comportamentos das pessoas que dela fazem parte. E isso permite que tudo flua como deve, ou seja, as pessoas permanecerão ou partirão da tua vida no momento certo, permanecendo o tempo adequado a sua aprendizagem e à tua também.

Estando mais ciente de quem és e do que és capaz descobres que a paz que sempre procuraste está onde sempre esteve, em ti, é parte da essência do que és e nada o pode alterar, circunstância alguma o pode afectar de verdade.

Os teus relacionamentos melhoram e muito quando cuidas do teu relacionamento mais importante e essencial a todos os outros. Esse relacionamento é aquele que estabeleces contigo mesma, com as ideias e crenças que alimentas sobre ti e o teu papel no mundo.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Autêntico é melhor que perfeito



O ser humano é imperfeito e assim sendo é perfeito, pois é na superação das dificuldades, na superação e melhoramento das imperfeições que melhor se vai conhecendo. E melhor vai sendo a sua experiência de vida. 

Ninguém é perfeito, todos os seres humanos, sem exceção, são imperfeitos, o que pode ocorrer é que nalguns essas imperfeições sejam mais visíveis, o que denota apenas uma maior necessidade de atenção à realidade interna, uma maior aposta no autoconhecimento para evoluir e melhor desfrutar da vida como um todo.

É importante destacar que a forma como cada um perceciona a realidade, a vida, é distinta. 

Aquilo que para uns é errado, pode não o ser para outros que o estejam a testemunhar ou a realizar. Mesmo para uma determinada pessoa aquilo que num momento é errado, noutro momento pode não o ser em função das circunstâncias, quer internas e externas em que se passe tal acontecimento.

Logo o que mais releva aqui não é o certo e errado, mas aquilo que é mais verdadeiro para nós em cada momento, aquilo que é mais autêntico para nós, o que faz mais sentido, o que faz mais sentir. Quando és sincero contigo mesmo isso nota-se na tua realidade, pois esta é sempre um reflexo do teu interior, da tua realidade interna.

O que quer que desejes mudar na tua realidade só poderá ocorrer após se dar essa mudança dentro de ti, e isso acontece no modo como te relicionas com o que pensas dessa determinada situação e não com a situação em si.

O que quer que ocorra é perfeito que ocorra, pois de outro modo não ocorreria.

Para ti o que mais importa é o que fazes com o que te acontece, com o que acontece em ti para ser mais verdadeiro. De que modo te identificas com o que ocorre, como isso te faz sentir, que reações se manifestam em ti. Mergulhando dentro de ti terás respostas para estes pontos de vista e serão as respostas certas para ti e o teu momento porque são as que existem em ti.

Essas respostas são as que te habitam, são as mais autênticas para ti e serão forçosamente diferentes das de outra pessoa qualquer que esteja a viver um situação aparentemente igual, é aparente porque ninguém é igual a outra pessoa qualquer, cada ser é único e irrepetível. O que faz sentido para uns pode não ser o mais adequado a outra pessoa e ao seu caminho evolutivo.

Por isso de nada serve tentares impor as tuas ideias aos outros, tentar fazer com que mudem do jeito que consideras ser o melhor para elas, porque se não for o melhor para elas, ou se não for ainda o momento certo para que essas mudanças ocorram, as resistências e entraves serão tais que nada irá acontecer para lá do choque de personalidades.

No entanto ao acontecer tal situação serve de preparação para a mudança dessa pessoa, um abrir de uma brecha que a aproximará do momento dela para a mudança se assim tiver de ser. E para ti também serve para que realizes que nada controlas de verdade, a não ser a forma como te relacionas com o que se passa em ti e a forma como te relacionas com o teu mundo externo.

Sê autêntico contigo e com a vida que és. Sente essa vida, segue a tua intuição, deixa que ela te mostre o que és de facto e como desfrutar mais da vida, mais em fluxo com a mesma, deixando cair barreiras e resistências que nada acrescentam para lá do ruído imediato.

Tu escolhes, tu és poderoso, muito para lá do que consegues imaginar e o bom é que não precisas de o imaginar, apenas precisas de o permitir ser como é, permitir-te vivê-lo como é e verás como tudo fica mais simples para ti, como tudo se torna menos difícil. 

Experimenta por ti, mais do que procurar a razão no que aqui é dito, é na sua vivência que te encontras genuinamente. 


sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

Desfrutar mais de cada momento



Podes lutar e resistir ao máximo ao que a vida te traz e no entanto isso em nada modifica aquilo que a vida é, aquilo que é o melhor para ti em cada momento. A vida sabe sempre o que é o melhor para ti, já aquilo que julgas ser o melhor para ti, nem sempre o é. E aí entra a tua escolha ou estás em sintonia com a vida ou escolhas ir contra a vida e rejeitas o que quer que ela te traga sempre que não te agrade.

Só que de verdade não podes rejeitar a vida porque tu és essa vida, em toda a sua plenitude e pensar que podes rejeitar partes de ti sem que isso afecte as partes que consideras como boas, é cair numa ilusão que limita a perceção real do que és.

A vida é como é, logo tu és como és e isso é diferente do que pensas que és. Pensamento algum consegue alcançar a plenitude daquilo que és em essência, assim como pensamento algum pode diminuir quem és em essência. Pode no entanto limitar a perceção que tens de ti enquanto ser humano e desse modo condicionar a tua experiência humana.

Só que a boa notícia é que tu tens o poder de escolha, assim como concedes poder a esses pensamentos podes de igual modo deixar de os alimentar com a tua atenção e fazer como que partam, tal como chegaram. Os pensamentos só contém o poder que lhes concedes e quando o fazes eles são poderosos e condicionam a tua experiência humana.

Por isso toma atenção ao diálogo interno, repara no tipo de pensamentos que pululam na tua mente e a quais concedes mais a tua atenção. Uma forma de o fazeres passa por olhar ao teu redor, por olhar para a tua situação atual e isso mostra-te que tipos de pensamento tens dado mais relevância, pois a realidade externa é um espelho da realidade interna.

As mudanças que desejas ver acontecer na tua vida, se tiverem de acontecer, se forem as mais adequadas à tua experiência de vida, elas ocorrerão primeiro dentro de ti e só depois serão reflectidas na tua realidade externa.

Na verdade estes conceitos de realidade interna e externa existem apenas para um conforto intelectual da mente humana, porque de verdade interno e externo não existe, tudo é parte do todo e tu és esse todo. Mas por um questão prática e podendo ser mais útil à compreensão humana, perceber uma realidade interna e externa pode ajudar a relembrar quem somos em essência.

Tudo isto não passa de conceitos humanos e que quando usados de forma natural ajudam a desfrutar mais desta experiência humana, independentemente de se acreditar mais ou menos neles. 

Para desfrutar em pleno da tua experiência humana só necessitas de confiar na orientação da tua essência ou se quiseres colocar outro nome que te seja mais confortável, seja vida, universo, Deus, etc. Estando presente de corpo e alma no momento presente saberás sempre o que fazer e chegarão a ti as situações e pessoas certas ao que é suposto experienciares.

Nada acontece por acaso, ninguém surge por acaso na tua vida e tudo dura o tempo certo que tem de durar. Podes escolher lamentar quando acaba ou ansiar que aconteça, mas isso não traz de volta, nem acelera o que tem de ocorrer. 

Em vez disso desfruta da viagem à medida que acontece, mesmo o que consideras como menos bom ou mau, porque se acontece é perfeito que aconteça e para a tua essência é tudo igual nos efeitos que produzem.

Bom e mau são etiquetas que colocas às situações que te agradam ou desagradam, sendo tudo experiência a acontecer em ti no agora. Quando deixas de rejeitar o que acontece, tudo fica mais simples para ti e simples não significa que seja fácil, significa sim que é mais fluído.

Por isso entra em fluxo com a vida plena que és e desfruta de cada momento como ele se te apresenta.




terça-feira, 24 de janeiro de 2017

Tu decides, tu escolhes



O mundo está em constante mudança e isso reflete a mudança que ocorre em ti também, mudança essa que não tem a ver com a tua essência, pois esta é imutável, mas sim com essa tua personalidade humana. Aquilo que acreditas ser está em constante mudança, em constante evolução e mesmo quando não o desejas isso continuará a ser assim.

Vês isso refletido precisamente nas mudanças do mundo em que vives, porque nenhum de nós, enquanto humanos, existimos separados do mundo que nos rodeia, pelo contrário, nós somos o mundo, sem nós não há mundo. Isto do ponto de vista de cada um de nós, pois somos um ponto de perceção do mundo, da realidade em que vivemos.

A realidade é um espelho do teu mundo interno e as outras pessoas que fazem parte da tua realidade permitem uma intercepção de diferentes pontos de vista que mostram-te aspectos teus que vieste trabalhar. Nada acontece por acaso, se acontece é perfeito que aconteça e surgirão sempre as pessoas certas para te mostrar aquilo que é o mais relevante para ti e para a tua experiência humana.

As pessoas entram e saem da tua vida, permanecendo o tempo certo, nem mais, nem menos, por forma a aprender contigo e a ensinar-te. E sim isso inclui aquelas pessoas que não gostas nada, seja o chefe ou um familiar. Essas pessoas são até as tua melhores "amigas", porque te mostram precisamente o que mais mexe contigo, aquilo que mais te incomoda e isso serve para que tomes consciência de quem és de verdade.

O modo como tratas as pessoas em geral, mas em especial aquelas que não te agradam, diz mais de ti do que diz delas. Isso não significa que sejas culpado do que quer que seja, ou que essas pessoas tenham sempre comportamentos adequados. O que isso significa é que a forma como reajes espelha o que vai dentro de ti, que tipo de sistema de pensamento e crenças alimentas em ti.

Usa isso e em vez de te virares contra essas pessoas, julgando-as fortemente, vai dentro de ti e observa que tipo de reações, de sensações e pensamentos surgem associados a tais comportamentos dessas pessoas. Esse diálogo interno que estabeleces são guias para o teu desenvolvimento e evolução.

Usa-o bem e verás como ocorrem mudanças na tua vida externa também, nomeadamente essas pessoas podem deixar de fazer parte da tua realidade ou mudar o seu comportamento contigo.

Quanto mais ciente estiveres daquilo que és de verdade mais notório isso será nas experiências que terás de vivenciar no teu dia-a-dia. Tu não és uma vítima das circunstâncias mas sim o criador das mesmas. O teu poder pessoal é imenso, permite-te relembrar quem és.

Começa por observar com atenção aquilo que são os pensamentos bailando na tua mente, o que te dizem eles, que tipo de pensamento se faz mais notar. Apenas aqueles a que dispensas a tua atenção ganham poder sobre ti. Os pensamentos como surgem partem, eles permanecem o tempo que a tua atenção determina.

Se estás preocupado com algo, em vez de resistires, aceita esse algo como é e permite-te focar nas soluções em vez de alimentar o problema. Mudando a tua perspectiva aquilo a que olhas muda para ti, desse modo surgem soluções que até então pareciam inexistentes.

Tudo muda em ti primeiro e depois projeta-se fora de ti. Os outros não os podes mudar, apenas à tua pessoa o podes fazer. O bom é que isso servirá de exemplo para os que te rodeiam e eles ou farão o mesmo ou partirão para outra. Tu decides, tu escolhes.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Step up



Life will always challenge you in order for you to remember who you really are, not who you think you are. Most of the time you feel that life owes you something, that you are entitled,  feeling that you have the right to do or have what you want without having to work for it or deserve it, just because of who you think you are.

And then life comes and show you that it is not like that, you have to step up and assume the responsibility for you actions, for what you believe to be true, instead of accusing others for your supposed misfortune. 

You can rest and blame others for what goes "wrong", as you perceive it, in your life or you can as easily assume what you are feeling, assume what you perceive as being occurring in your life. And doing that means that instead of reacting you start acting, you become more active.

Start by accepting reality as it is, it does not mean that you stay put, it means you recognize it as it is, without judgmental denial, without rejecting it, but learning from it, seeing how it affects you.

Reality is just a mirror of your inner world, all happens first within you, all happens with the approval of your essence and if it happens it is what is best for you in that moment. May you see it as that or not. 

No matter how hard it may seem to you, if it happens you can deal with it, you have the resources to face it and overcome it and it won't make you stronger, it will only make you aware of how strong you already are, right now and ever.

Just allow yourself to relax, life ain't that hard as it may seem sometimes, you are hardwired to be successful, in the end all is alright.  

Let go the need to control everything, to think how others should behave or not and feeling down when they don't act as you think they should. That only makes you feel powerless and hopeless. You can only control how you choose to act upon what happens in your life.

And others will come and stay in your life as long as they need to learn from you and teach you what they have to teach and as they came they will leave. And it is perfect that way. When it is over, it is over, don't try to hold on to what you think is right for your life and theirs.

Allow life to show you the path you have to take, trust in your intuition and listen your heart. And you will know what to do and say each and every times. Even that it may as well be silence. And surrendering.  

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Como superar as dúvidas




A realidade nem sempre é aquilo que desejarias que ela fosse e ao longo da vida és colocada à prova, terás desafios que apelarão a todas as tuas forças e perante tais desafios terás sempre a opção de reagir como entenderes ser a melhor forma. 

Por vezes desistir será a tua escolha e se assim for não te sintas mal por isso. 

Desistir é uma opção tão válida como outra qualquer desde que o faças em consciência, desde que seja aquilo que sentes ser a melhor opção para ti naquele momento e naquela situação específica. Já se desistir for a tua escolha mais frequente e baseada essencialmente no medo, então isso será limitante para ti.

O medo é um sinal de que algo te desafia, algo faz abanar a tua zona de conforto. Na verdade o medo é um pedido de amor, é um apelo a que relembres quem és de verdade e despertes desse torpor que te leva a fazer sempre as mesmas coisas esperando que um dia os resultados possam ser diferentes. 

Noutras ocasiões o medo é uma chamada de atenção para cuidares de ti, para te protegeres quando te expões demasiado, seja em situações mais físicas, seja em situações mais mentais. Naturalmente saberás distinguir uma da outra, saberás "conversar" com o medo quando ele surge, saber o que ele te quer comunicar e depois agir de acordo.

Se desistir é uma das opções que tens, outra é enfrentar os desafios, que te são colocados, de frente e quando o fazes aquilo que irás confirmar é o quão forte és, sendo como és. Ao contrário do senso comum de que os desafios tornam-te mais forte, eles apenas destapam o que sempre esteve aí, o que sempre foste, corajosa, forte, inteira, enfim mulher.

Tu sabes o que queres sempre que ouves e segues a tua intuição, esta é um diálogo direto com a tua alma, com a tua essência.

Quando a dúvida surgir em vez de procurar por orientação fora de ti, vai dentro de ti e terás as melhores respostas para ti. Aquilo que para uns pode ser a melhor solução não quer dizer que o seja para outras pessoas. Terás por isso quem te dê muitos conselhos, quem te diga aquilo que é o melhor para ti, mas de verdade apenas tu sabes o que é o melhor para ti.

Isso não implica que rejeites todas as opiniões que os outros te dêem, deves no entanto após ouvir essas opiniões decidir por ti, podes valorar o que fizer mais sentido para ti, mas a decisão final deve ser apenas tua. Porque de uma forma ou de outra de nada serve culpares os outros por seguires os seus conselhos, porque apenas tu és responsável pela tua vida.

Apenas tu vives a tua vida, mais ninguém o fará por ti. Por isso vai em frente, respeita os outros, partilha o teu amor e saboreia esta viagem humana ao máximo como mereces porque no final da mesma aquilo que és em essência permanece perfeito como é.
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