quinta-feira, 13 de julho de 2017

Importa o que fazes agora



A realidade da experiência humana é feita de altos e baixos, ela é dual e é suposto que assim seja, pois é nesses contrastes que melhor nos conhecemos, que melhor iremos experienciando as diferentes sensações que apenas são possíveis de ser vividas por um ser humano.

A questão não se coloca sobre se iremos enfrentar problemas, sobre se iremos sentir tristeza e momentos em que nos apetece desistir, momentos em que nos interrogamos do propósito disto tudo. A questão coloca-se naquilo que farás com esses momentos, de que forma permites que te afectem, de que forma permites que definam a tua realidade.

É a tua perceção das coisas que cria a tua realidade, existem tantas realidades quanto o número de pessoas que existe, pois mesmo em face de uma mesma situação cada pessoa cria a sua versão do que ocorre e assim sendo crê que é a verdade e por vezes na defesa dessa "verdade" entram em conflito com os outros que tenham opiniões diversas.

A vida é simples, já aquilo que pensas da vida e do que nela ocorre é complexo. Apenas tu podes complicar a tua vida através das estórias que crias e do quanto apegado e identificado com as mesmas estás. A ti não te é pedido que sejas perfeito, porque na realidade nenhum ser humano o é, ou pode sequer ser.

O que conta de verdade é o que fazes com os teus defeitos e virtudes, mais do que dizes, mais do que as opiniões que partilhas o que deveras conta é o que fazes em concreto, as ações reais que empreendes e o impacto que elas produzem naqueles que te rodeiam.

E não tem de ser atos grandiosos, não tem de ser atos heróicos, gestos simples produzem mais efeito que certos gestos vistosos. Um simples obrigado, um simples sorriso pode ter o poder de mudar para melhor o instante de alguém, o momento de alguém e sim esse alguém também podes ser tu próprio.

A ti só te é pedido que estejas recetivo ao que a vida te dá, ao que a vida pede de ti e que é que estejas presente vivenciando o que quer que a vida traz à tua atenção, pois se ocorre é perfeito que ocorra, e estás preparado para lidar com o quer que ocorra porque de outra forma não aconteceria na tua realidade.

Começa a ser grato pelas coisas mais simples e pequenas que tens dado como adquiridas e não tens prestado atenção e quanto mais o fizeres mais situações semelhantes atrais para a tua experiência humana e à medida que vais elevando o teu nível de vibração energética novas experiências são trazidas até ti para que possas experienciar e continuar a evoluir.

terça-feira, 4 de julho de 2017

Parar a guerra e encontrar a paz



As ações que tomamos são o que de verdade mais conta, porque palavras, já diz o ditado, leva-as o vento. Mais do que dizes que vais fazer, é o que fazes de facto que fala por ti. No entanto convém ressalvar que antes da ação está o que se passa na tua mente, a forma como percecionas a realidade dita a forma com irás agir também.

A realidade é um espelho do teu interior, do teu mundo interno. Tudo se passa dentro de ti primeiro e depois projeta-se exteriormente. Por isso é essencial que estejas ciente dessa realidade interna, fica atento aos diálogos internos e de que forma estes condicionam o modo como te vês e todos os que te rodeiam.

Se passas a vida a reclamar de tudo e todos, se o julgamento dos que te rodeiam é uma constante no teu diálogo interno então verás reflexos disso mesmo na tua realidade externa, terás situações a ocorrerem que te desagradarão porque é nessa frequência de vibração que estás sintonizado.

Tudo é energia, facto, para os mais céticos, que está cientificamente comprovado e como tal estando ciente disso podes escolher elevar o teu nível de frequência de vibração e fazes isso estando presente no agora, vivendo a realidade como ela é e não como achas que deveria de ser.

Estando presente para o que é, como é, deixas de criar obstáculos que toldem a tua consciência da tua ligação ao todo. Pois nenhum de nós existe separado da realidade, a vida que somos existe não por oposição à realidade, mas sim em conexão com essa realidade e tudo o que dela faz parte, independentemente de o julgarmos como bom ou mau.

A rejeição daquilo que é resulta numa guerra que está perdida à partida, pois não podes rejeitar partes tuas, não podes deixar de ser o que és. Quanto mais integrares as partes do todo que te constituem mais ciente da perfeição da tua essência estás e mais em paz estás, porque essa paz existe em ti agora, neste momento e não necessitas de fazer nenhuma prova de merecimento para acederes a essa paz.

A verdadeira sensação de paz é passível de ser encontrada, sentida em qualquer lugar, em qualquer momento, mesmo no meio do turbilhão do dia-a-dia, em especial neste, porque estar no topo de uma montanha, ou numa qualquer caverna isolada é mais "fácil" encontrar essa paz, sendo que esse fácil é resultado duma perceção nossa, de uma ideia ilusória que é necessário uma certo isolamento da realidade para se sentir em paz.

No entanto é de igual facilidade possível encontrar a desejada paz no meio do caos, no meio da confusão da agitação humana.

A paz resulta da conexão à essência e como de facto não podes deixar de estar conectado à essência, porque és essa essência então a paz existe em ti, a paz és tu. A falta de paz, ou melhor dito a ilusão de falta, é resultado dessa guerra de rejeição a partes de ti, partes da tua realidade. 

A forma de lidar com essa guerra passa primeiro por reconhecer que ela existe, observe aquilo que não gosta na sua realidade, aquilo que rejeita, seja em si e naqueles que a rodeiam. Isso servirá de indicador para o seu lado sombra. De seguida fique ciente das sensações que essas rejeições produzem em si e o modo como normalmente lida com elas.

Depois resta-lhe mudar o que pode mudar e que é o modo como lida com essas situações, que tipo de ações toma face a essas situações, as ações internas e externas também. 

A solução que procura passa por amar em pleno aquilo que é, seja o que for, simplesmente ame, deixe que o amor que brota em si "limpe" o seu caminho e deixe que a essência do que é lhe mostre o caminho, deixe-se ir, entre em fluxo com a vida e verá como tudo fica mais simples.

quarta-feira, 28 de junho de 2017

It is okay to be you




As human beings we are constantly struggling with what is, we are not satisfied with who we are and with what we have and we are always trying to achieve more and more. We are trying to fit in a idea of what we are supposed to do in life, that we have a path to walk in order to be worthy, in order to be as the image been graved in us of how it is supposed to live this human life.

You can do that if it seems right to you, if its useful to you, but if you are searching for something more, if you feel that you are more than you think to be right now, if you believe that there is more in human life than what you've been told and educated for. Then it means that you are ready to awake-up, you are ready to start remembering your true essence.

You are perfect as you are right now, not somewhere in the future but in this moment now. This you is not the you you grow up believing to be, it is the essence of your true nature. It is one with all existence, it exists no separation within it, nothing exists out of it. 

In essence all humans abide as one, not as parts of some greater being, but as one. 

This human experience is a limited point of view of consciousness, it is as it is supposed to be and as that it is perfect. You are perfect as you are, even within this limited awareness of your essence with all is perfections and imperfections. 

Knowing this will not change your human reality dramatically, it could, but it will allow you to seize more each moment of it because time is just a human condition, it is a mechanism that guides you within the illusion of separation, allowing you to experience a wide range of situations with all its sensations, be it judged as good or bad.

In essence there is only the now, this ever present moment that is all and whole. In essence there is no good or bad, there is no us and them, all is included. This recognition sets you free, in fact just remembers you that you are free, you never seized to be free.

It is okay to be you, within your essence the personality you are attached to, be it the mind and body that you carry, in essence it is embraced, it is included fully. This personality is the ego, a collection of stories since you where born as human. The ego is not your enemy unless you limit yourself to it, unless you are fully attached to it and will fight in order to preserve it against all threats.

Simply start to accept your ego, your personality as it is, knowing that you are much more than it. Within love deal with it, embrace it and set it free to enjoy this human experience by loving all other humans too. 

Allow yourself to be happy as well as to be unhappy when those moments presents to you. Allow yourself to feel sad, as to feel joy. Do not reject nothing that life gives to you. If it happens it is okay, it is supposed to happen and you are ready to deal with it, otherwise it would not occur. In that lies your peace of mind.
  

segunda-feira, 19 de junho de 2017

Porquê eu? Porquê eu?



Esta questão surge de imediato quando algo de menos bom ocorre na nossa vida, esta dúvida assalta-nos a atenção e isso é assim porque de facto não possuímos a visão do todo. Quando as coisas acontecem vemos-nos imersos no que acontece e se isso é algo que nos dói, algo que nos leva a alimentar o sofrimento então mais aprisionados nessa dúvida ficamos.

O que quer que ocorra na nossa vida não é por acaso e por muito doloroso que seja, tem um propósito, é algo que nos leva a elevar o nosso nível de consciência. Por isso quando a dor surge podemos escolher criar estórias em torno dessa dor e desse modo estamos a criar e alimentar o sofrimento.

Sofrimento esse que pode perdurar muito para lá dos acontecimentos que lhe deram origem. E é este sofrimento que mais pode condicionar a tua realidade. A dor é real, já o sofrimento é opcional. O sofrimento é uma escolha tua, uma decisão que pode surgir apenas da tua ação, da interpretação que fazes da dor que sentiste.

Podes não ter essa consciência que o sofrimento resulta de uma escolha tua através das estórias que crias, mas agora essa informação está a chegar a ti e isso significa que este é o momento certo para que a recebas e possas processar e aplicar na tua realidade.

Então que uso podes dar a essa informação?

O primeiro uso é que existe uma separação entre o que é a dor e o sofrimento que associas a essa dor.

O segundo uso é que podes aprender com a dor, esta comunica contigo, quando surge resulta de algo que requer a tua atenção e que de alguma forma negligenciaste, pois a vida vai nos dando sinais sobre as experiências que vamos tendo e o que delas deveremos aprender, quando isso de alguma forma não acontece, ou seja, quando não aprendemos o que devemos aprender, então a vida requer a nossa atenção de forma mais intensa.

O terceiro tem a ver com o facto já referido de que o sofrimento é opcional, e como tal podes escolher deixar de sofrer. Fazes isso deixando de criar estórias em torno da dor, da sua origem e significados. Quanto mais estórias crias mais esse sofrimento encontra alimento e podendo mesmo controlar a tua vida por completo levando em casos extremos à decisão de por um termo à mesma.

O quarto uso da informação de que o sofrimento é uma escolha tua é de que de igual modo podes escolher deixar de sofrer, tu tens esse poder, tens essa capacidade. No imediato se o sofrimento que sentes é elevado, quase demasiado do teu ponto de vista, pode-te parecer difícil que consigas dar-lhe um fim, mas é possível ainda que seja mais lento para uns do que para outros, é possível desde que tomes essa decisão e persistas nisso.

A questão do "porquê eu" é um sinal desse alimentar do sofrimento, é uma escolha de vitimização, como se fosses mais ou menos merecedor de passar por tal situação e no entanto o que releva mais não é o merecimento ou não e sim o facto de que foi o que aconteceu na tua realidade. Logo se aconteceu é suposto que acontecesse, de nada serve tentar negar, tentar fazer de conta que não existe ou lamentar que exista.

A realidade tem sempre razão e de nada serve ir contra aquilo que é, pois nessa guerra iremos perder cem por cento das vezes. A solução passa então pela aceitação da realidade tal como ela é e essa aceitação significa reconhecimento daquilo que é e não resignação. Aceitando o que é, aprendendo com isso e continuando a agir em consciência, alinhados com a essência e tudo estará bem, em essência tudo continua sendo perfeito como é.

terça-feira, 13 de junho de 2017

Menos expectativas, mais ciente de ser feliz




Os seres humanos em geral desejam ser felizes, é algo que todos almejam e no entanto poucos são os que tem consciência do quão feliz já são de verdade. Poucos são os que são cientes de que tudo aquilo que desejam e procuram na verdade já existe a partir do ponto de onde procuram, ou seja, já existe em si.

A felicidade é parte da nossa essência e ela é inalienável, por muito que tentes, não podes deixar de ser aquilo que és e aquilo que és, a essência do que és não pode ser diminuído, não te pode ser retirado. Logo na verdade aquilo que te é pedido é que te relembres quem és de verdade.

Que relembres a essência do que és e isso surge através da dualidade humana, através das experiências que a vida te vai colocando por forma a que despertes do teu torpor, que desligues o piloto automático e estejas presente para a perfeição da tua essência.

A vida é simples já aquilo que pensas sobre a vida é complexo e complicativo. 

A vida que és é muito maior do que crês ser, crês ser essa personalidade vivendo uma vida e que é confinada num corpo e no entanto aquilo que és vai muito além disso, tudo és parte do todo e essa parte que crês ser contém o todo, é tudo a mesma essência.

Acredites nisso ou não, isso não é necessário a que possas desfrutar melhor da tua vida. Para melhorar a tua relação com a vida, com a tua realidade, aquilo que te é suficiente é abraçar a vida tal como ela é, simplesmente tal como ela é.

E fazes isso começando por te libertar das expectativas, pois são estas que limitam a tua vida. As expectativas são as tuas ideias sobre o que é suposto acontecer, sobre como deveriam ser as coisas na tua vida. As expectativas são estórias sobre como se deveriam comportar as pessoas na tua realidade, sobre que acontecimentos desejas e esperas que ocorram.

As expectativas são limitantes porque enquanto te agarras a elas estás a escolher deixar de lado todas as outras possibilidades que a vida te dá e essas possibilidades só poderão surgir na tua realidade se estiveres recetivo a que aconteçam, se libertares a tua atenção para que possam ganhar "vida" na tua realidade.

A vida é feita de possibilidades infinitas e todas elas existem em ti em potência e a tua atenção ao presente, a tua presença aberta no agora permite-te desfrutar em pleno da perfeição da vida tal como ela é. 

E isso não significa que do ponto de vista do ser que também és nesta experiência humana, só vivas experiência que julgues como boas, como agradáveis e andes em permanente euforia porque para a essência do que és essas experiência são tão relevantes como as que julgas como más, como geradoras de dor e sofrimento.

O que as diferencia é a tua aceitação ou não aceitação das mesmas, és tu quem as julga como dignas de ser vividas ou não e dai resulta frustração, se te permitires aceitar a vida como ela é, independentemente do que julgues, verás como tudo fica mais simples para ti porque de verdade sempre foi simples, apenas tu podes complicar a tua realidade, mais ninguém o faz por ti, outros que aparentam complicar a tua vida são apenas um reflexo do que emana de ti, são atores da tua encenação.

Permitindo-te deixar partir as expectativas ficas ciente da perfeição daquilo que é, daquilo que és, da vida que és e que existe em ligação ao todo, nada existe fora de ti, separado de ti e nisso reside a felicidade, essa ideia de felicidade humana.

segunda-feira, 5 de junho de 2017

Amar a vida, amar as pessoas




A vida que te constitui existe para ser amada, pois ela própria é amor, puro amor e tudo existe nela, existe nesse espaço ilimitado de consciência. Enquanto humanos não temos a capacidade de ter a consciência do todo e por isso cremos na ilusão de existirmos separados de tudo o resto que nos rodeia. Cremos que existe um "eu e os outros" e dai resulta a maior parte dos mal entendidos e "guerras" que enfrentamos ao longo da nossa experiência humana.

E assim sendo não tem mal nenhum porque para a essência do que somos é indiferente, já que nada a pode beliscar, nada a pode delimitar ou diminuir.

Todas as experiências que vives na tua realidade humana resultam nos julgamentos que fazes sobre as mesmas. É o teu julgamento que as faz serem positivas ou não para ti. As coisas que acontecem são neutras por si só, é a forma como as interpretas que as fará serem mais ou menos aceitáveis para ti e no entanto todas elas tem o mesmo valor para a tua essência.

Estes conceitos são também meras ideias para aquilo que és em essência, pois tudo é aceite pela tua essência, nada é rejeitado, tudo é parte dessa perfeita engrenagem que é a existência. Enquanto humano podes ir elevando o teu nível de consciência e ficar mais alerta para a essência do que és e isso é um processo de aprendizagem que cada ser humano fará ao ritmo que for estando preparado para lidar.

Nada ocorre na tua realidade que não tenhas os recursos para lidar, sejam internos, sejam externos e na medida que fores elevando o teu nível de consciência percebes que o que antes parecia insolúvel afinal é simples. Aquilo que o complicava era o que julgavas que era e não o que era de verdade.

A vida é simples e flui naturalmente sem esforço algum e tu és vida.

Já o pensamento é complexo, o pensamento é limitativo e tende a excluir. Quanto mais agarrado, quanto mais identificado com o pensamento estás mais complicada ter parecerá a vida.

Significa isto que ao elevar o teu nível de consciência deixas de ter problemas, deixas de sentir tristezas?

Não, porque sejam os problemas, sejam as tristezas, são estórias tuas criadas em torno do que acontece e enquanto humano és um criador de estórias e é suposto que assim seja, elas servem para criar contrastes que te desafiam, que te levam a questionar e a experienciar um leque alargado de sensações, de emoções que são pura energia.

Tomando consciência da energia em que vibras podes ir elevando a frequência dessa energia e novas sensações te são presenteadas para experienciar e estas poderão ser julgadas como boas e menos boas nalguns casos, sendo que passe o que passe nada afecta a essência do que és. E isso significa liberdade para Ser, para viver em pleno a vida que és em conexão com o todo.

A solução passe sempre por amar aquilo que é, seja em que forma surja na tua vida, quando amas simplesmente verificas que tudo é muito mais simples do que aparenta à primeira. Quando te permitires amar todas as pessoas que fazem parte da tua realidade descobres o verdadeiro significado de ser livre.

São as pessoas que mais mexem contigo, aquelas que tendes a não gostar e nalguns casos a "odiar", que mais te podem ensinar, mais te podem ajudar a despertar e relembrar aquilo que és de verdade e isso é puro amor.

Ama todas as pessoas agindo de acordo com a tua intuição e tudo encontra o seu lugar.

segunda-feira, 22 de maio de 2017

Tratar da dor



A vida existe para ser vivida por inteiro e não apenas pedaços da mesma e com isto refiro-me ao facto de que normalmente o ser humano procura viver apenas aquilo que julga como bom, aquilo que julga que lhe traz felicidade e tenta evitar ao máximo viver aquilo que julga como mau, que julga como gerador de infelicidade e dor. 

É normal que assim seja, no entanto o que ocorre com frequência é que na procura incessante de evitar sentir e viver o que há para viver em cada momento, tal como ele se apresenta, leva a um desperdício de energia tremendo e ao ignorar dos sinais que a vida te vai dando e que te podem orientar ao encontro do melhor de ti, do melhor para ti e que normalmente tende a ser diferente daquilo que julgas ser o melhor para ti.

A realidade humana é dual, é feita de contrastes e assim sendo é perfeito, não porque eu o diga e sim porque é aquilo que é.

É porque vives o que consideras como mau que te permite desfrutar mais do que consideras como bom. Para aquilo que és em essência é indiferente uma situação ou outra, todas elas são valoradas de igual modo, todas elas acontecem em ti e não a ti.

Convém realçar que a evolução da sociedade vai ditando os parâmetros do que é suposto ser vivido por cada um, ou seja, o ideal de felicidade é uma construção humana que foi evoluindo ao longo dos séculos à medida que o nível de consciência humana foi evoluindo também. 

Hoje os ditames ocidentais de felicidade estão baseados muito nos bens materiais e nas sensações de bem estar a eles associados, assim como uma sociedade onde a dor é de se evitar e/ou eliminar o mais rápido possível, sem lhe dar espaço de expressão na nossa realidade. 

Porque a dor quando surge ela não é mais do que um reflexo de um diálogo interno, uma chamada de atenção para um estado de adormecimento e desconexão ao que é essencial, ao que reside em ti. A dor é tua amiga, ela só quer o teu bem. Pode não parecer isso porque não comunicas com ela, a dor é tão importante para ti como o prazer, uma e outra caminham lado a lado.

Como lidar com a dor então?

Quando ela surge permite-lhe espaço na tua atenção, procura saber o que ela te quer comunicar. Deixando que ela te mostre o que tiver de mostrar, que te indique o caminho e fazendo isso verás que tal como surge, a dor parte sem deixar rasto.

A dor é uma oportunidade de te conheceres melhor, de elevares o teu nível de consciência e despertares para a realidade tal como ela é e não apenas aquela que a tua perceção ilusória da mesma te faz crer ser.

A dor é uma chamada de atenção da vida para que te foques mais no que és de verdade e isso, a verdade do que és, transcende os limites do corpo e mente que crês ser. A tua essência não conhece limites, ela é intemporal e nada a pode descrever na sua plenitude, as palavras servem apenas para apontar na sua direção.

Dor e prazer são meros reflexos que surgem momentaneamente na essência e que não a podem beliscar o que quer que seja.

Por isso desfruta da dor quando ela surge, não cries estórias em torno dela, isso resulta no que consideras o sofrimento e verás que tal como o prazer, a dor ou qualquer outra sensação que surja na tua realidade estão aí para te servir, para que olhes para dentro e relembres quem és de verdade.

Abraça a realidade como ela é, seja isso o que for em cada momento. Faz isso com desapego e terás encontrado o estado de iluminação que tantos mestres tem falado ao longo dos tempos.


segunda-feira, 15 de maio de 2017

Insatisfação contigo própria



Tu e apenas tu és o teu pior inimigo. Exiges demasiado de ti e depois verás refletir-se na tua realidade essa exigência daí resultando apenas insatisfação. Tudo isso é fruto da descrença nas tuas capacidades, naquilo que pensas que és, naquilo que julgas que te falta por comparação aos outros.

Nenhum ser humano é perfeito, nenhum ser humano é plenamente satisfeito com o que é e aquilo que possuí e na realidade o objetivo não é que o seja. Alguma insatisfação é positivo na realidade humana, pode ser o motor para a tua evolução, para que tenhas mais e melhores experiências que te enriqueçam muito para lá dos bens materiais.

A questão da insatisfação só se torna relevante quando te impede de ser quem és, quando te leva à inação e falta de crença em ti e nas tuas capacidades.

Tu és muito mais capaz do pensas ser, tens muito mais recursos do que crês ter. 

No entanto alimentas os medos de ser insuficiente, de não ser boa o suficiente, de não ser bonita o suficiente. Alimentas o medo do que os outros possam pensar de ti, o medo de cair no ridículo e por isso preferes resguardar-te, ficar recatada sem dar nas vista porque assim acreditas que nenhum mal te acontecerá.

E como "animal" de hábitos que o ser humano é, vais criando hábitos que alimentam esses medos, que alimentam a insatisfação contigo mesma, deixas de arriscar procurando expor-te o menos possível crendo assim que não sofrerás, que passarás despercebida e que tal vez num golpe de sorte tudo corra bem e possas ser feliz.

Tu podes mais, tu podes escolher que seja diferente, pois os medos são histórias que te contas a ti própria e como criadora das mesmas procuras e encontras provas que consubstanciam essas histórias e que servem de desculpa para não arriscares, para que te acomodes e deixes o tempo passar desejando que as coisas possam magicamente mudar por si próprias sem que tenhas de fazer nada por isso.

Podes escolher criar hábitos que te apoiem positivamente, que te façam ir mais além usando os recursos que já existem em ti. Aquilo que és neste momento é o suficiente para obteres as mudanças que desejas, para que possas ver a vida de outro modo. 

Hábitos como procurar ser mais grata com aquilo que és e isso começa por coisas tão simples como o simples facto de que estás viva, tu és vida e isso é extremamente precioso e no entanto damos isso por adquirido como se tivesse pouca importância. Ser grata pelo sol que brilha, pela chuva que cai, pelo sorriso de um estranho, pela possibilidade de estar consciente da vida que te rodeia.

Criar o hábito de te amares como és e isso inclui todos os defeitos que na verdade são mais feitio. Alimentando o amor-próprio tudo parece ficar mais leve, tudo se simplifica para ti ainda que nada mude de verdade. Pois a principal mudança é a perceção que tens ada realidade e daquilo que nela ocorre.

Mudando a forma como olhas para a realidade a realidade muda para ti e essa mudança depende apenas de ti e pode acontecer quando escolheres que aconteça. Escolhe que seja agora, escolhe deixar que o amor te deixe olhar de novo para ti e o que te rodeia.

A insatisfação não é mais do que um sinal de que não tens amado o suficiente aquilo que és, que tens estado desatenta ao que és de verdade e demasiado voltada para fora de ti quando é dentro que irás descobrir tudo o que acreditavas que te faltava. 

Usa essa insatisfação como indicador de que é chegada a hora de olhares para ti com outros olhos, com os olhos do coração, com amor e fazendo isso, praticando isso porque sim poderá ser complicado fazê-lo de imediato, mas com a prática, com insistência verás os frutos disso mesmo. Faz disso um hábito e verás como muda a tua realidade. Aceitas o desafio?

segunda-feira, 8 de maio de 2017

Mudando os teus hábitos mudas a tua realidade






O ser humano é um "animal" de hábitos, todos sem exeção criam rotinas que vão repetindo incessantemente e de forma automática, nomeadamente as horas de deitar e levantar, os trajetos de casa trabalho/trabalho casa, os locais que costuma frequentar, as companhias que entretém, etc.

E ter hábitos não é mau por si só, nem é bom por si só, aquilo que importa de verdade é aquilo que sentes relativamente a esses hábitos, é aquilo que pensas sobre eles e de que forma permites que te afecte o teu presente. O que ocorre na maioria das vezes é que estás de tal forma embrenhada nesses hábitos que vives em piloto automático.

Se desejas mudanças na tua vida elas ocorrerão através da mudança dos teus hábitos.

O primeiro passo resulta da tomada de consciência dessa insatisfação, dessa vontade de mudar e procurar ver de que forma ela se manifesta em ti, que sensações surgem, que tipo de pensamentos estão associados a essa vontade de mudar. Estando consciente do modo como isso se manifesta em ti, do modo como te impacta poderás depois saber que tipo de hábitos não te servem mais.

Os hábitos servem enquanto te são úteis, enquanto te permitem desfrutar da tua realidade, enquanto te permitem sentir essa sensação de vida que és. Tu estás viva, tu és vida, se estiveres adormecida deixas de reparar na beleza daquilo que és de verdade e que é muito mais que apenas a beleza física.

O segundo passo para que implementes as mudanças que desejas passa por deixar de querer mudar tudo de uma vez e rapidamente. 

Pois essa vontade de mudar tudo o que julgas estar mal de uma vez irá gerar frustração quando não o consigas como será o mais "normal" ocorrer. Por isso opta por pequenas mudanças e sê persistente nessas pequenas mudanças, por exemplo se gostarias de meditar e achas que não tens tempo começa por apenas um minuto, de certo encontrarás um momento do teu dia em que possas dispensar um minuto, seja de manhã ao acordar, seja numa pausa ao longo do dia ou antes de ir dormir.

Sendo persistente nesse minuto e à medida que o vais praticando poderás ir aumentando a sua duração desde que te seja confortável fazê-lo e desse modo estarás a criar um novo hábito na tua realidade que te trará imensos benefícios, maior presença na tua vida e mais consciência do que és de verdade.

E quem diz meditar diz por exemplo ver menos televisão, diz caminhar ao ar-livre, diz começar aquela dieta saudável que tanto desejas e que tens adiado por falta de "tempo".

A chave para te ajudar a fazer com que isso funcione de verdade é tornar essas mudanças algo divertido para ti e não algo que faças forçadamente. 

Começa como uma experiência que poderás por fim a qualquer momento pois como decides mudar podes decidir voltar aos "velhos" hábitos, só na verdade isso não irá ocorrer porque verás os resultados dos novos hábitos a acontecerem e o quanto isso te faz sentir bem melhor contigo mesma.

Porque é disso que se trata, sentires-te
melhor contigo mesma pois a tua essência já é perfeita tal como é e o que te impede de ver isso neste momento, se for esse o teu caso, é aquilo que pensas sobre isso.

São os teus pensamentos, os teus julgamentos sobre ti e a tua realidade que te fazem sentir desconfortável, desagradada com essa mesma realidade e não a realidade por si só. Esta mudança de hábitos são uma ferramenta para ficar mais consciente desses mesmos julgamentos, de te focares em novos pensamentos e desse modo dar-lhes permissão para se manifestem na tua realidade.

Aquilo em que te focas torna-se real para ti, projeta-se na tua realidade e terás sempre provas que confirmem os teus julgamentos precisamente porque se criaram primeiro em ti e depois nota-se fora.

segunda-feira, 24 de abril de 2017

What is and thinking about it



Life is whole and all, it lacks nothing and you are it. You are life being as you are, but what you really are is different from what you think you are. Thought arises in you and as it comes goes. The question is that you are much attached to thoughts, you believe, as human, to be what you think you are and you believe to be true what you think about reality around you.

But reality is not what you think it is, reality or life in general includes also what you think about it, but it ain't just it. There are as many realities as humans beings, all of them eluded to be living life as it is for them. This belief is partial, it makes you feel as separate from everything else. It makes you accept that there is a you and them.

Realizing that you are not what you think you are and that reality is not what you think it is may concern you, may make you feel that there is something wrong with you and that, is also a stream of thoughts arising within your mind, they are not true. It is more of the same.

How to deal with it?

Just notice, just be aware. Be present to that stream of thoughts. Judgment still occurs, it is natural, it is supposed to be like that, it is part of this human experience, otherwise you wouldn't be alive as human. But being present you become more and more aware of your true nature, that you are this unlimited space where it all happens.

There is nothing limiting you in essence, there is nothing damaging you in essence. Nothing happens to you personally but in you, as you in its multiple forms and manifestations. 

Realizing that you are not your thoughts you become aware of how free your really are, you become aware that nothing can hurt you, that all in your human reality is mirroring this thought streaming of your mind. This chain of thoughts that constitute your life history is what you call personality, what you believe to be, the body and your given name,in sum, it is the ego.

Ego is part of you, it is helpful within this range of frequency that is more dense but your are much more. Being more aware and detached from this idea, from ego, allows you to seize more each and every moment of this human experience. You know that nothing is against you, there is no real enemies out there.

Whatever you dislike in your reality is as valuable as what you like, it is your judgment that separate one from the other. To your essence they are equally important, equally deserving of attention, all is experience. No matter the thoughts about what happens, no matter the judgment that arises, if it happens it is perfect, because it is what happens and it was already accepted by your essence.

From you it is asked only to be present in the now, in fact it can not be otherwise. You can think that you are not in the now but, once again, it is an illusion. Only now exists, only now is real, all illusions occur in the now and you can be aware of them in the now. 

So just for now, love it as it is.

segunda-feira, 17 de abril de 2017

Dicas para lidar com as situações difíceis




O ser humano é um ser complexo e ao mesmo tempo complicativo e assim sendo não deixa de ser perfeito. A complexidade do ser humano não tem origem numa vontade própria mas sim de algo muito maior e transcendente que a individualidade do ser humano, entrando aqui as crenças de cada um sobre o que poderá ser esse algo maior, sem que no entanto essas crenças possam mudar aquilo que é esse algo maior seja qual for o nome que lhe dê.

Já o elemento complicativo esse é de inteira responsabilidade individual do ser humano, cada um de nós tem a capacidade de complicar aquilo que é simples e perfeito por si só. A boa notícia é que por muito que compliquemos a nossa realidade ela continua sendo perfeita tal como é, a nossa essência permanece perfeita tal como é.

O que podemos fazer para lidar com as situações difíceis? Aqui ficam algumas dicas. 

Respire conscientemente

Passe o que passe para estar ciente do que está a passar tem de estar vivo, tem de estar a respirar e como tal quando se vir perante um situação que lhe parece difícil em vez de reagir de imediato, de reagir a "quente", permita-se respirar naturalmente. Foque-se na respiração, naturalmente pode-se dar uma aceleração da mesma, um encurtar do ciclo de respiração e em face disso permita-se inspirar lentamente e de seguida expirar lentamente. Faça isso dedicando-lhe a sua atenção. O respirar sendo algo elementar é dado demasiadas vezes por adquirido e mesmo negligenciado e no entanto é o alimento da vida que é, cuidando dele cuida da sua vida e melhor preparado está para lidar com o que quer que surja na sua realidade.

Mente aberta

O que quer que aconteça na sua realidade não acontece por acaso, se acontece é perfeito que aconteça e traz algo para si. Tudo serve de aprendizagem e para isso só lhe é pedido que tenha mente aberta. Não rejeite à partida o que lhe desagrada ou o que lhe é desconhecido. A realidade sendo como é não pode ser percecionada na sua totalidade pelo ser humano, cada ser humano é um foco de consciência, diferente do outro, de uma mesma realidade. E como tal existem tantas interpretações da realidade quanto o número de seres humanos existentes, sem que nenhum seja mais válido do que o outro, independentemente daquilo que sejam mais comummente aceite como certo ou errado pela maioria. Tendo mente aberta poderá enriquecer a sua experiência de vida, poderá elevar o seu nível de consciência e desfrutar mais de cada momento.

Observe os pensamentos

A realidade e o que pensa dela não são a mesma coisa, assim como o que pensa não é a totalidade daquilo que você é. Você é muito maior que os pensamentos que surgem na sua mente e quanto mais apegado aos pensamentos está, mais limitado está para desfrutar plenamente da sua realidade. Quanto mais se permitir observar os pensamentos que surgem na sua mente sem "correr" logo atrás dos mesmos, mais livre fica para tomar as melhores opções, mais poderoso fica para conscientemente decidir como lida com o momento presente. Perante situações difíceis os pensamentos tendem a gerar imensos cenários "catastrofistas" e quanto mais apegado aos mesmos está mais impotente se sente para agir face a tais situações. Tudo na realidade humana é passageiro, seja considerado bom ou mau por si, tudo passa e a forma como lida com essas situações criam memórias que perduram na sua mente e que influenciarão a sua realidade de acordo com o que o permitir.


Questione os seus pensamentos

Depois de observar os pensamentos permita-se questionar os mesmos. Será mesmo verdade aquilo que lhe dizem? Poderá ser de outra forma? E repare como se sente quando acredita que são verdadeiros esses pensamentos, repare no modo como isso impacta a sua realidade e veja se é útil para si insistir em tal situação. Existem acontecimentos que originam dor e esta é real, é sentida por si. Já o sofrimento é a cadeia de pensamentos que se originam sobre a dor e assim sendo é opcional. O sofrimento é uma escolha sua de alimentar tais estórias sobre a dor que se manifesta em si. Quanto mais o alimentar com a sua atenção, mais poder ganha sobre si e a sua qualidade de vida. Quando a dor vier aceite-a como ela é, veja o que lhe quer ensinar, comunicar e como surge ela parte. Já o sofrimento criado por si, se deixado à rédea solta pode fazer-lhe companhia por muitos anos. 

   

segunda-feira, 10 de abril de 2017

Permissão para viver



A vida não existe fora de ti, não há uma vida e a tua vida em relação com a vida e a vida de todas as outras pessoas. A vida é uma só e tu és essa vida, és parte dessa vida, não existe vida a acontecer e que por vezes se encontra contigo e que por vezes te trata bem e noutras vezes te trata mal. 

A vida é aquilo que és, ela acontece em ti, para ti e de ti. Nada é excluído da vida, nada acontece fora do que tem de acontecer, seja no tempo e no espaço, pois estes são relativos na limitada perceção do ser humano. Naquilo que és em essência não existe limitação do tempo, para a essência o único espaço temporal é o agora onde tudo existe, onde tudo acontece, onde todas as possibilidades existem em potencial.

Aquilo que experiencias enquanto humano é sempre uma perspectiva limitada, uma gota no oceano da existência. 

E precisamente tu mais do que gota és o oceano da qual ela faz parte, ainda que enquanto humano apenas te vejas como a gota. Assim sendo é perfeito que assim seja, é suposto que assim seja, que tenhas essa perspectiva limitada da existência, que te vejas como uma pequena gota desse imenso oceano.

O bom disto tudo é que tu sabes, em essência, que assim é, tu sabes que passe o que passe tudo está bem, tu estás bem. 

Tendo isto em consciência o que se dá é que te permites viver em pleno aquilo que a vida te traz, aquilo que a vida te dá. Tudo sem exceção te é emprestado por tempo limitado para te permitir viver as experiências que tens de viver e aprender o que tens de aprender e surgirão sempre as pessoas e os meios que te permitam vivê-las.

Tu não necessitas de uma qualquer permissão, seja de quem for, para viver a vida que és. A vida que és é isenta da aprovação do que quer que seja e isso é assim pelo simples facto de que existes. Estás viva nestas roupagens limitadas de ser humano.

A permissão de viver existe por inerência, ela não te foi outorgada por ninguém. Tu estás viva, tu és essencial e imprescindível ao equilíbrio do todo. Ninguém está a mais, nem ninguém é mais merecedor de viver que outra pessoa qualquer. Mesmo aqueles humanos que tem comportamentos tidos como menos adequados são relevantes pelo que simbolizam para os restantes, pelo que permitem os restantes experienciar. 

Por isso este é o momento certo em que te permites viver sem mais restrições, essas restrições internas que te colocam sempre em comparação com os que te rodeiam e que te parecem mais merecedores do que tu, ou que te parecem terem mais do que tu. 

A verdadeira contabilidade da vida humana não é feita em géneros ou espécie, mas sim nas experiências que vives e no quanto retiras de cada uma delas, do quanto aprendes e ensinas em cada uma delas. E isso não tem um valor material que possa ser atribuído.

A permissão de viver aplica-se a todas as experiências, àquelas que consideras como agradáveis, como boas e também àquelas que consideras como menos boas, como dolorosas por vezes, estas também são parte da vida que és, tem o mesmo valor que as boas. 

Se acontecem são parte daquilo que vieste experienciar e se as negas o que passa não é que as possas dispensar, mas sim que elas surgirão de novo na tua realidade, ainda que com outras roupagens e mais intensas, até que te permitas vivenciar em pleno, até que aprendas o que tens de aprender e depois passar à seguinte aprendizagem.

Tu és vida por isso simplesmente vive aquilo que és, tal como és e nada mais te é exigido.


segunda-feira, 3 de abril de 2017

Dizer basta



Aquilo que sentes não podes deixar de sentir, por mais que resistas, por mais que procures evitar sentir o que sentes, pensar o que pensas, tu não tens controlo sobre isso. E é nessa busca, nessa luta por tentar controlar o que sentes e pensas, que alimentas o sofrimento e desconforto que sentes. 

E quanto mais tentas e vês que não consegues, mais frustrada ficas, mais julgas que és diferente dos outros, julgas que és apenas tu quem tem essa dificuldade, julgas que és incapaz e aumentas desse modo os teus níveis de ansiedade e num efeito de bola de neve, mais sensações desagradáveis surgem, mais pensamentos incontroláveis assomam à tua consciência.

Todo este processo torna-se uma luta, a tua mente vira um verdadeiro campo de batalha onde te vês com poucas possibilidades de vencer e como isso consome a tua energia, como isso consome a tua "vida". Se te revês no descrito este é o momento de dizer basta, faz uma pausa nessa esgotante batalha e permite-te respirar.

Respira fundo, inspira lenta e profundamente, seguido de uma expiração lenta e profunda. Normaliza agora a tua respiração, não forces nada, deixa que ela aconteça naturalmente e nota apenas como ela se processa. O ritmo de entrada do ar e o modo que como é expelido, repara apenas, observa.

Enquanto ser humano és senciente, tens sentimentos, sensações que afloram na tua pele, no teu corpo e mente e assim sendo é perfeito, seja em que intensidade for e esta varia de acordo com a tua maior ou menor resistência. O facto essencial aqui, aquele que te permite lidar com essas sensações, com esse sentir é a atenção que lhes dispensas.

E a atenção sim é controlada por ti, tu escolhes onde colocas a tua atenção, aquilo que é mais ou menos relevante para ti.  Onde colocares a tua atenção vai o teu poder e o poder que concedes sobre ti. Os pensamentos continuam a surgir, as sensações continuam a surgir e é a tua atenção que lhes delimita a duração e influência sobre ti.

Sejam as mágoas do passado que te atormentam como se com isso o pudesses mudar e alterar o que aconteceu, mas se já aconteceu não o alteras mais e no entanto sempre que alimentas essas magoas passadas dás-lhes vida no teu presente, alimenta-as com a tua energia que poderias estar a usar para desfrutar do presente onde reside a tua felicidade e paz.

De igual modo a ansiedade pelo dia de amanhã, pelo futuro desejado é mais um sorvedouro da tua energia sem resultados práticos porque na verdade o futuro não existe, ele é apenas uma construção mental quando surgir será sempre na forma de presente, o único e real tempo, aquele em que vives de verdade.

As tuas ânsias e mágoas são sempre vividas, sentidas no presente e em mais nenhum outro momento e como tal é no presente que podes lidar com elas. Fazes isso estando recetiva ao que surge, às sensações que se manifestam, sejam elas apensas às mágoas passadas, sejam elas as ânsias do que o futuro trará.

O que quer que surja no teu presente, na tua realidade é perfeito e não poderia ser de outro modo e é assim não porque eu o diga ou qualquer outra referência que tenhas, mas sim porque é o que acontece e isso não pode ser controlado por mim ou por ti. O que controlas sempre é o modo como lidas com o que acontece, aquilo que permites condicione o teu presente.

Por isso sente o que tiveres de sentir, observa os pensamentos que surgem na tua mente e dispensa-lhes a atenção que quiseres e verás como tudo fica mais simples. Faz isso com amor e tudo encontrará o seu lugar. Se te parece complicado, se duvidas que o consigas fazer, vai e faz e à medida que o fores fazendo verás que deixa de parecer tão complicado.

segunda-feira, 27 de março de 2017

Viver aquilo que és



A vida que vivemos nem sempre é de acordo com aquilo que desejaríamos que ela fosse, por vezes ela é, do nosso ponto de vista, muito complicada, torna-se dolorosa e por vezes uma sensação de incapacidade nos preenche e condiciona o nosso relacionamento com essa realidade e todos os que dela fazem parte.

A questão está que na realidade aquilo que te incomoda, aquilo que te afecta de verdade não é a realidade e sim a tua perceção dessa realidade. É a estória que te contas sobre a realidade que te afecta e no entanto é isso mesmo uma estória e quanto mais lhe cedes a tua atenção mais poder ela ganha sobre ti e sobre as tuas opções.

Quando estás a viver as coisas de facto estás centrado no que acontece e a agir de acordo sem perder tempo em julgar como bom ou mau, apenas ages naturalmente em fluxo com o que acontece, com a realidade.

Sempre que estás imerso nas tuas estórias deixas de estar presente para a realidade como ela é e limitas as tuas escolhas, limitas a tua noção dos imensos recursos que possuis para fazer face ao que quer que ocorra na tua vida. 

Como fazer então para lidar com aquilo que consideras como dificuldades?

Em primeiro lugar permite-te estar presente de facto para o que acontece, seja o que for, fica recetivo ao que surge, procura evitar agir precipitadamente. Estando presente com mente aberta perceberás o que te é pedido e naturalmente surgirão as respostas sobre o que fazer.

Nem sempre é necessário que tenhas que fazer algo, na verdade não fazer nada já é por si só um fazer algo, é uma opção tão válida como qualquer outra, desde que feita em consciência. E se for essa a tua opção será a correta pois será a que tomas e quando tiveres de tomar outra diferente acontecerá.

Aquilo que consideras como problemas surgem das estórias que crias em torno do que acontece ou não na tua realidade e que achas que é diferente do que supões que deveria de ser, seja por modelos que estás habituado a ver na sociedade, seja pelos desejos que alimentas em ti.

No entanto para lá do que desejas que aconteça a realidade sabe aquilo que é o melhor para ti em cada momento, aquilo que melhor serve a tua experiência humana e que te fará elevar o teu nível de consciência. Por vezes isso é tido como agradável para ti noutras como desagradável, mas se acontece é perfeito que aconteça e não poderia ser de outro modo porque foi assim que aconteceu.

Em vez de lamentar que tenha acontecido reconhece o que aconteceu, aprende com isso e segue em frente agindo de acordo com a tua intuição. Porque tu saberás sempre o que fazer quando baixas o ruído interno do julgamento continuo.

Permite-te também ouvir o teu corpo, as sensações que ele manifesta e elas comunicam contigo. Aceita sentir pois tu és sensitivo, as sensações, os sentimentos são parte do que és, sejam eles tidos por ti como bons ou maus, todos eles são aquilo que és. Rejeitando partes de ti na verdade rejeitas o todo.

Quando te aceitas integralmente permitas que a tua consciência cresça e novas sensações surjam e novas experiências surjam e isso chama-se viver. Simplesmente viver aquilo que és é tudo o que te é pedido por isso não compliques e vive aquilo que és.

segunda-feira, 20 de março de 2017

Torna mais simples a tua realidade



A vida que vivemos resulta mais da perceção que temos daquilo que acontece, do que o que acontece de facto. 

É o nosso julgamento que torna as coisas em complicadas ou simples, em boas ou más, em indiferentes ou relevantes. Logo quando estamos descontentes com a nossa situação o que podemos fazer não é mudar a situação em si, porque na maior parte das vezes não temos esse poder, mas sim começar por mudar a forma como vemos essa situação.

Começando por mudar o tipo de julgamentos que alimentamos sobre determinada situação vai alterar essa situação para nós, ainda que na realidade ela não se altere.

As coisas são como são, já a forma como as julgámos é variável e esse julgamento pode ser complicativo ou não. Na maioria das vezes é complicativo, mas é a nossa atenção que lhe concede esse poder sobre nós ou não e isso depende apenas de nós. 

É uma opção nossa, uma opção que podemos fazer em qualquer momento e desse modo alteramos a nossa realidade, não porque tenhamos mudado algo, mas sim porque mudamos a forma como nos relacionamos com essa realidade.

Pode parecer demasiado simplista, mas de facto não é simplista e sim simples. Ou seja, deixando de complicar veremos as coisas como elas são e de igual modo estaremos mais disponíveis para reconhecer as soluções que surgem agregadas aos desafios que a vida nos vai dando.

O que quer que aconteça na nossa realidade, se acontece é perfeito e não poderia ser diferente do que é, pois é o que acontece. Se te parece apenas um jogo de palavras permite-te reler a frase e deixa que o seu real sentido surja em ti, procura não julgar de imediato rejeitando a ideia e deixa que ela se manifeste em ti.

É a nossa resistência ao que acontece, a nossa rejeição ao que nos faz sentir que lhe concede mais poder sobre nós. 

Sente tudo o que surge em cada momento, seja confortável, seja desconfortável sem deixar de reagir naturalmente, mesmo que essa primeira reação seja de rejeição, a questão aqui está na consciência dessa rejeição e não na rejeição por si só. 

Ou seja procura estar ciente do que origina tal rejeição e o que isso te quer comunicar, o que isso te pode ensinar e desse modo alargas a tua capacidade de encontrar as melhores respostas para ti nesse momento relativo a essa situação.

A tua realidade nunca será perfeita no sentido daquilo que julgas ser a perfeição, pois aquilo que te é mais adverso, aquilo que mexe mais contigo é também aquilo que normalmente mais te faz crescer e elevar o teu nível de frequência, é aquilo que te trouxe a esta realidade humana.

A boa noticia é que seja o que for que passe na tua realidade humana nada disso belisca aquilo que é a tua essência, esta tudo abarca e nada rejeita. Tudo é parte do todo e nada fica de fora ou é mais importante que outra. Tendo isso ciente ficas mais livre e leve para apreciar cada momento pelo que é, tal como ele surge.

segunda-feira, 13 de março de 2017

Ao encontro da harmonia



As maiores dificuldades que poderás experienciar nesta tu experiência humana terão origem interna, é dentro de ti que todo o "drama" se desenrola e depois nota-se reflexos disso na tua realidade externa. Na verdade realidade interna e externa são meros conceitos humanos, pois tudo é parte da essência do que és. No entanto essa divisão pode ser útil enquanto humanos para lidar com a realidade limitada em que vivemos.

Mais do que procurar entender estes conceitos, perceber se fazem sentido ou não, ou então achar que não temos capacidade de os entenderem, pois só alguns iluminados o poderão entender. O que mais releva é fazer uma escolha de simplificação.

As coisas sendo como são, são simples, já o entendimento que fazemos delas pode se complicativo, principalmente quando procuramos saber tudo, quando procuramos controlar aquilo que acontece, ou como julgámos que deveriam acontecer. 

É nessa resistência daquilo que é ao invés do que gostaríamos que fosse, que se originam o que classificamos como problemas e estes serão tanto maiores quanto mais intensas forem as nossas resistências. A solução passa por uma escolha consciente da paz, uma paz interna, um apaziguamento com aquilo que é.

A aceitação do que é, com tudo o que considera de bom e também do que é tido como menos bom, que suporta a paz e harmonia que procura.

Aceitar é diferente de resignar e cruzar os braços, por achar que de nada serve agir porque as coisas são como são, isso só seria uma má desculpa para não enfrentar a realidade como ela é, como ela é percecionada por si.

O que a aceitação significa é um reconhecimento daquilo que é como é, procurando ser o mais sincero possível em primeiro lugar consigo mesmo, pois de verdade a única pessoa que podemos enganar é a nossa pessoa. Aceitar aquilo que é passa mais por fazer menos, por intervir menos e "apenas" Ser, porque sendo somos tudo.

O "Ser" não é algo que implique uma ação específica, ele basta-se a si mesmo. Já a personalidade que acreditamos ser, envolta num corpo e mente, essa é uma construção constante e que implica ação permanente e um desgaste energético igualmente constante.

O bom é que é suposto que assim seja, é esse o propósito da vida humana, só nesta dimensão é possível ter tais experiências, mas estas podem ser mais ou menos fáceis de viver dependendo apenas de nós que sejam mais uma ou outra. 

O que mais importa é a consciência que nada afecta a essência do que é e que desapegando daquilo que acredita ser, daquilo que são os pensamentos que assomam à sua mente, tudo se simplifica, tudo se torna mais fluído.

Permite-te observar o espetáculo da vida enquanto fazendo parte da mesma, tu és vida, esta não é algo que te acontece de vez em quando e que às vezes é boa e outras madrasta. Tudo é parte da vida, tudo é igualmente relevante ao equilíbrio do todo que és. Nada deve ser deixado de fora, tudo acontece como e quando tem de acontecer.
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