terça-feira, 19 de setembro de 2017

O amor próprio é a solução



O amor próprio é a base que te sustenta, tu és a pessoa que melhor te conhece no mundo, tu sabes o que passaste para chegar aqui, mais ninguém o sabe como tu, as dificuldades que tiveste, os medos que enfrentaste, as desilusões que passaste, as dores que sofreste, e sim também as alegrias, os momentos perfeitamente felizes.

Tudo isso é a tua história, é essa sequência de acontecimentos, de sensações que te trouxeram até aqui, até este momento. Olhando para trás verás que tudo aconteceu como tinha de acontecer, que tudo se encadeia para gerar o acontecimento seguinte e desse modo permitir o teu desenvolvimento, o teu despertar para a essência do que és de verdade.

Seja o que for que ocorra na tua vida, se acontece é perfeito que aconteça e podes desperdiçar a tua energia a lamentar que tenha ocorrido, e se for esse o caso não virá mal ao mundo, ou então podes escolher aprender com o que acontece e deixar que te mostre o quão forte és, que te mostre que és muito mais do que acreditavas ser.

Tu és amor, essa é a tua essência e é no amor próprio te relembras que assim é. É amando-te tal como és que poderás dar o teu melhor em prole dos demais, é desse modo que poderás amar livre e incondicionalmente os outros, porque quando não te amas de verdade irás exigir aos outros aquilo que julgas que não tens e precisas que te dêem.

É alimentando o amor próprio que descobres a paz interna, que te envolves comprometida com a vida que és sem rejeitar nada, sem rejeitar as partes em ti que não te agradam, porque isso é normal que suceda. O amar-te tal como és não implica que tenhas de gostar de tudo em ti e na tua realidade.

O amar-te plenamente significa que reconhecendo a realidade como ela é, de acordo com a tua perceção dessa realidade melhor dito, reconhecendo essa realidade não rejeitas nada dela porque de facto aquilo que rejeitas em vez de ir embora, em vez de desaparecer irá ganhar força sobre ti e condicionar a tua realidade. Precisamente o efeito contrário ao que pretendes.

Quando te amas por inteiro aceitas as partes menos boas, as partes que consideras como defeitos em ti, o teu lado sombra e fazendo-o integras em ti e verás que está ai apenas para te ajudar, para te fazer crescer e elevar o teu nível de consciência. E não para te diminuir ou te fazer sentir pior que os demais que tenham aquilo que crês que te falta.

O bom do amor próprio é que não tens de fazer nada, para amar não tens de fazer nada além de ser o que és. Deixa fluir naturalmente a vida que és, deixa que ela te mostre o caminho, deixa que te traga as situações e as pessoas certas para te mostrar o que gostas, o que não gostas e desse modo conheceres-te melhor.

O amor é sempre a resposta, seja qual for a dúvida que tenhas, deixa que o amor que és lide com isso e terás sempre a melhor solução dentro de ti pronta a ser usada.

segunda-feira, 11 de setembro de 2017

Não deixes cair o sonho



Algo que é comum aos seres humanos é a sua capacidade de sonhar e o facto de todos terem sonhos que desejam alcançar. O que faz a diferença, entre ter sonhos e conseguir alcançá-los, é a tua atitude e o lugar de partida dessa mesma atitude. Ou seja essa atitude tem origem no medo ou no amor? 

Quando os sonhos tem origem no amor e são perseguidos através do amor a única questão está no tempo que levarás a concretizar os teus sonhos e não se os concretizas. Já quando é o medo a atitude prevalecente o resultado mais comum será assistir ao perecer desses sonhos, ao desligar deles dando lugar à frustração e à culpabilidade.

A capacidade de sonhar é ilimitada e nenhuma circunstância externa te impedirá de sonhar. Já a concretização de alguns sonhos está condicionada pela tua realidade externa, por exemplo poderás sonhar em viajar até a Marte porém a sua concretização ainda é inacessível neste momento. 

No entanto tão importante como o resultado final de um sonho está o caminho que encetas para o concretizar, mesmo nos casos que, tal como o exemplo dado, sejam quase impossíveis de alcançar. Aquilo que fazes indo ao encontro do sonho permite-te crescer, permite-te evoluir e seres mais consciente de quem és e descobres capacidades que tens e que desconhecias ter.

Quando caminhas ao encontro de um sonho descobres novos sonhos que poderão ser mais fáceis de alcançar porque o caminho faz-se caminhando, a ação gera mais ação, resultados geram resultados e dai podes ir extraindo prazer, bem estar e significado para a tua vida.

Nunca é tarde para sonhar, nunca é tarde para agir ao encontro dos teus sonhos. Isto sem pensar se os irás alcançar ou não. Porque por cada passo que dás significa que estás mais perto do teu sonho, logo estás melhor do que quando começaste.

Desfrutando de cada momento, de cada ação que empregas ao encontro dos teus sonhos é sempre melhor do que lidar com a frustração de nem sequer ter tentado. Custa mais não ter tentado do que chegar à conclusão de que afinal aquele que era o teu sonho deixou de o ser, só agindo saberás se de verdade o sonho que tens é o que desejas de verdade. 

Quando ages a partir de um lugar de amor na verdade nunca falhas, tudo é experiência, tudo é parte de ti, tudo é um reflexo da tua essência amorosa. Quando ages a partir de um lugar de medo tudo resulta em dúvida, tudo coloca em causa o que acreditas ser o teu valor. O medo diminui-te, o medo oprime-te sempre que o alimentas, sempre que lhe dás poder sobre ti.

O medo mata os teus sonhos e no entanto ele nada pode sobre o teu amor, por muitos medos que possas ter o amor que te constitui é muito maior e mais poderoso. Na realidade o próprio medo nada mais é do que um pedido de amor, é uma chamada de atenção para que olhes para dentro e descubras o lugar onde todos os sonhos são possíveis, onde todos os sonhos se alimentam.

Quando o medo vem, vai e enfrenta, olha o que te quer dizer e escolhe o amor para agir ao encontro dos teus sonhos. E fazes isso porque podes fazer isso. É essa a tua marca, a tua centelha, o puro amor e verás quando escolhes seguir o amor tudo se conjuga para que dê certo, mesmo os obstáculos ajudam, servem de alavanca para chegar lá.

Experimenta, comprova por ti.


terça-feira, 5 de setembro de 2017

Simplesmente amar



O amor é a tua essência e este amor é diferente daquele que pensas ser o amor, pois essa ideia de amor que tens é um amor que julga, que cobra, que espera receber algo em troca, é interesseiro. Já o amor que te constitui, o amor em essência que és, esse é puro, é incondicional, é pleno, nada lhe falta e por isso nada cobra.

Sendo tu esse amor em essência significa que não há nada que tenhas de fazer para obter esse amor, ele não é algo que te seja externo e que implique te tenhas de agir de determinada forma para que tenhas o direito de o obter, de o sentir.

Se não o sentes isso não implica que ele não exista, que sejas diferente porque não te vês desse modo. O que significa é que estás totalmente identificada com os teus pensamentos, com essas estórias que pululam na tua mente. Crês ser essa personalidade que se reconhece por comparação com os outros, que julga e critica os que são diferentes nas ações e palavras ao que tens como moral de comportamento, como referencial de postura.

Quando estás imersa nessa crença de personalidade vês-te numa competição com os demais, porque os bens são escassos e apenas os melhores vencem num mundo de ritmo desenfreado, e quem não acompanha fica irremediavelmente para trás. Num mundo em que os bens materiais reinam e em que as pessoas são julgadas pelas suas posses. 

E de acordo com o tipo de bens que mostres ter serás vista como estando mais ou menos acima na cadeia humana de evolução, e dessa forma de que forma és ou  não bem sucedida. Aqui o amor aos bens sobrepõe-se ao amor às pessoas. Há uma inversão de prioridades onde se usam as pessoas para obter os objectos que se amam em vez de usar os objetos para servir as pessoas que deveríamos amar.

No entanto a boa notícia é que nada disso é irremediável, nada disso é definitivo porque aquilo que és em essência é perfeito tal como é, é imutável e nada o pode beliscar de verdade. O que pode ocorrer é que não tenhas consciência dessa tua essência e desse modo vives num frenesim de busca por mais e mais de modo a te integrares na sociedade moderna. 

Permite-te fazer uma pausa, observa-te com atenção e repara nas estórias que surgem na tua mente, que tipo de pensamentos surgem, que tipo de ideias tens sobre quem és e sobre o que é suposto fazeres. Repara nas sensações que se manifestam em ti, nas emoções que afloram a tua pele. Permite-te observar, sem rejeitar nada, apenas sentindo, observando.

Poderás fazer isto em diferentes períodos do teu dia e em diferentes dias de forma a conheceres-te melhor. O objetivo não é que mudes a tua maneira de ser porque de verdade nada há a mudar apenas necessitas de te permitir ser como és, sendo que aquilo que és é diferente do que pensas que és e aqui está a diferença.

Quando tomas mais consciência daquilo que não gostas na tua personalidade, nessa parte mais egoica tenderás a rejeitar essa parte, na realidade não é necessário que o faças, pelo contrário, nada em ti é suposto ser rejeitado apenas amado. O que te desagrada em ti apela a tua atenção e só tomando consciência da sua existência poderás aprender com isso, integra-la e desse modo permitir que conclua a sua função e cessará a sua existência quando tal for o melhor para ti.

Ama-te por inteiro e vive por inteiro a tua realidade e isso inclui tudo o que faz parte dela, mesmo aquilo que te desagrada. Nada acontece por acaso, ninguém surge na tua vida por acaso logo permite-te aprender com todos, permite-te amar todos e verás como ficas mais leve, mais livre para fluir em pleno com a vida que és, tudo fica mais simples.


terça-feira, 29 de agosto de 2017

Abraçar as dificuldades



A vida é perfeita e isso inclui tudo o que ocorre nela, independentemente do que consideras como bom ou mau, tudo é perfeito. O que tem de acontecer acontece e no momento certo para acontecer, nem antes, nem depois e sim no momento adequado. Este adequado tem a ver com o nível de consciência de cada um, à medida que fores estando preparada para elevar o conhecimento de ti as situações a que serás chamada a lidar estarão em sintonia com esse nível de preparação.

Nada do que ocorre está fora do teu alcance e capacidade de lidar, se acontece é porque tens os recursos em ti para lidar com a situação e nas situações que julgas como complexas, como muito difíceis e que pensas que não consegues suportar e não sabes como agir, mesmo nessas situações tu consegues superar. 

Não é porque eu o diga e sim porque é o que acontece. Só acontece aquilo que está ao nível de podermos suportar sendo que no âmbito da nossa evolução, é necessário situações limite para que relembremos o quão forte somos e que desconhecíamos ser. São as situações mais desafiadores que nos abanam nas nossas mais arreigadas convicções e nos fazem abandonar a nossa zona de conforto e desse modo ir mais além.

Quanto mais consciente da essência do que és, mais chamada a seguir esse caminho serás. O caminho de relembrar a pureza e perfeição do teu Ser. O bom disto tudo é que vais percebendo que passe o que passe aquilo que és em essência permanece imune e perfeitamente intocável. Assim sendo ficas livre para aceitar de braços abertos os desafios que te são colocados. 

E nos momentos menos bons, do teu ponto de vista, porque continuarás a ter desses momentos. O que acontece é que o tempo de duração da tua lamentação e queixume acerca da falta de sorte, a necessidade de encontrar culpados para a tua situação; tudo isso dura muito menos tempo porque tomas rapidamente consciência de que se acontece é perfeito que aconteça e procuras de espírito aberto aprender com a situação e crescer em consciência.

O que esta postura te dá também é a noção de que as pessoas que menos te agradam e que antes tinhas como tuas inimigas, são agora vista à luz dessa nova consciência, como sendo na verdade tuas amigas, pois elas sinalizam o caminho que deves seguir, tanto o caminho externo, como principalmente o caminho interno a percorrer na direção da essência do que és.

Aquilo que te desagrada na tua realidade, seja reflectido por pessoas ou situações, na verdade são sinais que a essência te dá para que acordes do torpor da limitação do ego e desafiando-te a ver mais além relembres o quão perfeita és, sendo simplesmente tal como és.

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Dicas para desfrutar mais dos seus relacionamentos



O ser humano é relacional, ele existe na relação com o outro e é na postura que adota, nos diferentes tipos de relacionamento que vai tendo, que ele  se vai conhecendo melhor e que vai evoluindo e aprendendo, se estiver recetivo a isso. De seguida deixo-te algumas dicas que permitem que desfrutes mais dos teus relacionamentos.

Os relacionamentos não existem para te fazer feliz

Esta dica é essencial e se a perceberes bem poderá ser transformadora na tua vida porque ao contrário do senso comum que procura encontrar a felicidade nos seus relacionamentos e isso ocorre desde cedo na busca de amor e aceitação entre pais e filhos, continuando mais tarde na busca pela cara metade. Os relacionamentos não nos fazem felizes eles apenas refletem a felicidade que existe dentro de nós, os relacionamentos podem evidenciar a nossa essência feliz, assim como também existem para nos tornar mais conscientes do que somos e ai cabem também alguns aspectos nossos que julgamos como menos agradáveis.

Estar presente para o outro

Quando está num relacionamento se se permitir estar presente de verdade para o seu parceiro tal como ele é e não como julga que ele deve de ser, verá que isso a fará desfrutar mais desse relacionamento ou então concluir que de facto já nada terá a aprender com essa relação e que é chegado o momento de se libertarem um do outro e passarem à fase seguinte. De uma forma ou de outra só terá a ganhar com isso e o seu parceiro também. Estar presente passa por criar espaço para que cada um seja honesto começando por si mesmo, ser honesto consigo e desse modo honesto com o seu companheiro.

Questione os seus pensamentos

Os seus pensamentos e aquilo que você é não são uma e a mesma coisa. Os pensamentos ocorrem em si, você é o espaço onde eles se manifestam e é a atenção que lhes dá que determina o poder que teem na sua realidade. Quanto mais apegada estiver aos seus pensamentos, quanto mais achar que aquilo que pensa é aquilo que você é, mais propícia a sofrer estará. Se se permitir questionar os pensamentos verá que muita das vezes aquilo que pensava ser uma coisa não o é de facto. Os seus pensamentos são uma visão parcial da realidade e não a realidade como ela é, assim resulta igual para o seu companheiro e quanto mais apegados a esses pensamentos estiverem mais irão guerrear na defesa das suas versões do real

Cuide de si

Quanto melhor cuidar de si melhor poderá cuidar da sua relação e desde logo do seu companheiro porque por vezes o melhor para o seu relacionamento pode não ser o que no imediato seja o melhor para as expectativas do seu companheiro. Cuidando de si, do seu bem estar mais disponível para dar o seu melhor estará e isso notar-se-à no seu relacionamento. Se colocar sempre em primeiro lugar as necessidades do outro sem atender às suas daí resultará uma maior desgaste da sua parte e com o tempo isso afetará o seu relacionamento pois cada um só pode dar aquilo que tem para dar. Logo quanto melhor estiver consigo melhor será aquilo que tem para dar, para contribuir no seu relacionamento.

Amor incondicional não implica dizer sempre sim

O verdadeiro amor é incondicional já o amor romântico é condicional, ele está condicionado ao interesse individual de cada uma das partes. No amor romântico aquilo que se procura é que o outro cumpra com as nossas expectativas, que nos dê aquilo que cremos que nos falta e quando o outro não corresponde a tal surgem as desavenças. Por outro lado por vezes na procura de manter esse amor romântico uma das partes cede para ir ao encontro da vontade do outro, dizendo sempre sim ao que o outro deseja com medo de que se não for assim o outro possa ir embora. No entanto o amor incondicional não implica dizer sempre sim, por vezes o maior sinal de amor é dizer não, é chamar o outro à razão para que a partilha seja mútua em prole de um bem comum.

Estas dicas poderão ajudar a que desfrute mais dos seus relacionamentos mas mais do que ter isto como um conjunto de regras que deva cumprir à justa elas servem para que ganhe mais consciência de si e que fazendo isso mais em contacto com a sua essência, seguindo a sua intuição poderá melhorar em cada momento a sua relação com os outros.

segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Como sabotas a tua vida


De verdade somos nós os principais inimigos que podemos conhecer na nossa realidade, são os nossos pensamentos sabotadores que mais obstáculos nos criam e que na maior parte das vezes são inconscientes, mas os seus efeitos são bem visíveis e sentidos. Veremos de seguida alguns exemplos desses sabotadores da nossa realidade.

Comparar com os outros

Isto é algo que fazemos com frequência e que apenas nos complica a realidade quando entramos nessa competição que não é mais do que um sugador de energia e alegria. Porque quando te comparas normalmente é com aqueles que crês terem mais do que tu, seja bens materiais, seja status social, seja diversão ou qualquer outra coisa que valorizes. Porque quando nos comparamos tendemos a achar que os outros estão sempre melhor, ou que já fizeram mais do que tu na tua idade e isso apenas complica a tua realidade, a tua relação contigo mesmo e a tua realidade. 

O teu termo de comparação deve ser tu próprio, procurar ser melhor hoje do que fostes ontem, valorizando as pequenas coisas devidamente para que melhor possas desfrutar das grandes. Isso não significa que não possas olhar em teu redor e ver como os outros estão, até porque a realidade é um espelho da tua vida interna, a questão está na forma como o fazes, no impacto que permites que tenha em ti, se o usas como referencial e motivador para te conheceres melhor e ir mais além é positivo. Mas se o fazes para te colocar em baixo crendo que os outros conseguem e tu não, então é contraproducente, não te serve em nada.

Criar demasiadas expectativas

As expectativas que crias quando desmesuradas, quando irrealistas sabotam grandemente a tua realidade. As expectativas levam-te ainda para longe do momento presente, do agora, que é na verdade o único momento em que vives de verdade, tudo o resto é mera ilusão. 

Uma expectativa é uma estória que crias em torno da tua realidade, como julgas que deveria de ser, seja o comportamento de alguém que te seja próximo, seja o resultado de uma ação tua. Mas as coisas são como são e não como julgas que devem de ser. Tu não controlas como as coisas são, mas controlas como reages a essas coisas, controlas o impacto que permites que tenham sobre ti e a tua realidade. 

Quanto maiores forem as tuas expectativas maiores serão as probabilidades de saíres frustrado, de te desiludires com a realidade e a forma como esta se desenrola. Quanto menos expectativas criares maior é a probabilidade de seres surpreendido positivamente pela vida, porque esta sabe o que é o melhor para ti, e tu és essa vida, não és algo separado dessa vida, um mero acessório da mesma.

A interpretação da realidade não é a realidade
Tendes a ter como verdade a forma como interpretas a tua realidade e achas que os outros deveriam ter uma interpretação semelhante à tua senão estarão errados. E na defesa dessa interpretação da realidade vais dando aso à criação de conflitos na tua realidade porque de facto existem tantas realidades quanto o número de pessoas que existem. 

Cada pessoa tem a sua versão do que é real sendo que nenhuma possui a verdadeira versão do que é real porque a perceção humana, a consciência humana não possui a amplitude suficiente para abarcar a totalidade do real e é perfeito que assim seja, isso não é um defeito, é feitio. É suposto ser assim, pois é na relação entre essas diferentes visões do real que a essência, a consciência do todo, se vai experienciando e conhecendo. 

O bom disto é que se te permitires abertura de espírito só terás a ganhar com as diferentes visões do real que os outros humanos com quem interages possuem. Pois a tua visão já está garantida e não tens de abdicar dela, podendo no entanto acrescentar uma visão diferente à que já tens e desse modo ficarás mais rico, mais sabedor. Podendo sempre após te permitires ver de acordo com a visão do outros achar que a tua visão da realidade é a mais útil para ti, a que mais sentido faz para ti e isso está bem porque a tua vida é tua para viver, mais ninguém a vive por ti.


quinta-feira, 27 de julho de 2017

O momento certo é quando acontece.



A vida é como é e no entanto tendemos, enquanto humanos, a achar que podemos controlar aquilo que a vida é e como ela se deve desenrolar. Achamos que sabemos o que é o melhor para nós e nesse sentido aquilo que deve ocorrer para que esse melhor aconteça. Na realidade muitas vezes somos confrontados com desilusões porque as coisas não são ou ocorrem como gostariamos que ocorressem.

E dai resulta a maioria das nossas frustrações e tristezas, o facto da realidade ser diversa do que desejaríamos que ela fosse e tendemos a entrar em guerra com a realidade, numa vã ilusão de que a podemos vencer. 

Acreditamos que podemos ser os donos do nosso destino, que podemos determinar o desenrolar da nossa realidade de feição aos nossos gostos e desejos, sejam as pessoas que dela fazem parte, sejam os acontecimentos e bens materiais que a constituem.

Nada mais ilusório poderíamos crer porque as coisas são como são, a realidade é aquilo que é e nós, de verdade, nada podemos contra essa realidade. Significa isso que devemos cruzar os braços? Que devemos desistir de tentar melhorar a nossa realidade?

A resposta é negativa, não devemos cruzar os braços, nem desistir de viver a realidade que se nos apresenta em cada momento, pelo contrário aquilo que nos é pedido é que desfrutemos dessa realidade de uma forma mais livre, de uma forma menos tensa e bélica. Só nos é pedido que estejamos presentes para a vida tal como ela se nos apresenta e agindo de acordo com o que a vida nos pede.

Porque de facto não temos como desistir da vida, não temos como deixar de a viver, por muito que tentemos fugir, porque nós somos essa vida em pleno, somos parte integrante total dessa vida. Não existe um eu e os outros. Não existe uma vida a acontecer ao "eu" que cremos ser, a vida não é algo que nos acontece de fora para dentro e que nos leva a reagir, bem ou mal.

A vida é aquilo que somos, a vida acontece em nós, por nós e para nós.

E como é bom que assim seja, o que isso significa é que passe o que passe nada pode beliscar a essência do que és de verdade, nada pode condicionar a vida que és, nada pode limitar a vida que és, nem mesmo essa personalidade limitada criadora de estórias que vai alimentando a ilusão de separação do todo.

Se estás vivo neste experiência humana, é perfeito que assim seja e não deveria ser de outro modo. Implica que tenhas valor só pelo facto de estares vivo, é teu pleno direito desfrutar da vida que és e ao mesmo tempo é uma obrigação tua cuidar dessa vida, cuidar de ti com amor e desfrutar desta experiência humana em pleno tal como ela surge.

Entramos nesta experiência humana sem nada e iremos acabar a mesma com esse mesmo nada porque o propósito disto tudo é o somatório de experiência vividas entre esses dois pontos e não o grau de acumulação material que atingimos. De nada serve guerreares com os teus semelhantes por algo que não poderás levar contigo no final desta experiência.

Tudo nos é emprestado e quanto mais partilharmos o que somos com os demais mais "ricos" seremos, riqueza essa que banco algum no mundo pode conter. Partilha aquilo que és genuinamente, com aqueles que te rodeiam, pois aquilo que és apenas tu podes ser, és unico, não existem cópias. 

Aproveita ao máximo, vive ao máximo sabendo que tudo ocorre no momento certo, nem antes, nem depois. Pode ser diferente do que achavas ser o melhor para ti e no entanto o momento certo é sempre, mas sempre o momento em que acontece. O que tiver de ser teu, teu será e ninguém te pode tirar isso. Desfruta do presente com amor e verás como tudo flui melhor. Experimenta.

quinta-feira, 13 de julho de 2017

Importa o que fazes agora



A realidade da experiência humana é feita de altos e baixos, ela é dual e é suposto que assim seja, pois é nesses contrastes que melhor nos conhecemos, que melhor iremos experienciando as diferentes sensações que apenas são possíveis de ser vividas por um ser humano.

A questão não se coloca sobre se iremos enfrentar problemas, sobre se iremos sentir tristeza e momentos em que nos apetece desistir, momentos em que nos interrogamos do propósito disto tudo. A questão coloca-se naquilo que farás com esses momentos, de que forma permites que te afectem, de que forma permites que definam a tua realidade.

É a tua perceção das coisas que cria a tua realidade, existem tantas realidades quanto o número de pessoas que existe, pois mesmo em face de uma mesma situação cada pessoa cria a sua versão do que ocorre e assim sendo crê que é a verdade e por vezes na defesa dessa "verdade" entram em conflito com os outros que tenham opiniões diversas.

A vida é simples, já aquilo que pensas da vida e do que nela ocorre é complexo. Apenas tu podes complicar a tua vida através das estórias que crias e do quanto apegado e identificado com as mesmas estás. A ti não te é pedido que sejas perfeito, porque na realidade nenhum ser humano o é, ou pode sequer ser.

O que conta de verdade é o que fazes com os teus defeitos e virtudes, mais do que dizes, mais do que as opiniões que partilhas o que deveras conta é o que fazes em concreto, as ações reais que empreendes e o impacto que elas produzem naqueles que te rodeiam.

E não tem de ser atos grandiosos, não tem de ser atos heróicos, gestos simples produzem mais efeito que certos gestos vistosos. Um simples obrigado, um simples sorriso pode ter o poder de mudar para melhor o instante de alguém, o momento de alguém e sim esse alguém também podes ser tu próprio.

A ti só te é pedido que estejas recetivo ao que a vida te dá, ao que a vida pede de ti e que é que estejas presente vivenciando o que quer que a vida traz à tua atenção, pois se ocorre é perfeito que ocorra, e estás preparado para lidar com o quer que ocorra porque de outra forma não aconteceria na tua realidade.

Começa a ser grato pelas coisas mais simples e pequenas que tens dado como adquiridas e não tens prestado atenção e quanto mais o fizeres mais situações semelhantes atrais para a tua experiência humana e à medida que vais elevando o teu nível de vibração energética novas experiências são trazidas até ti para que possas experienciar e continuar a evoluir.

terça-feira, 4 de julho de 2017

Parar a guerra e encontrar a paz



As ações que tomamos são o que de verdade mais conta, porque palavras, já diz o ditado, leva-as o vento. Mais do que dizes que vais fazer, é o que fazes de facto que fala por ti. No entanto convém ressalvar que antes da ação está o que se passa na tua mente, a forma como percecionas a realidade dita a forma com irás agir também.

A realidade é um espelho do teu interior, do teu mundo interno. Tudo se passa dentro de ti primeiro e depois projeta-se exteriormente. Por isso é essencial que estejas ciente dessa realidade interna, fica atento aos diálogos internos e de que forma estes condicionam o modo como te vês e todos os que te rodeiam.

Se passas a vida a reclamar de tudo e todos, se o julgamento dos que te rodeiam é uma constante no teu diálogo interno então verás reflexos disso mesmo na tua realidade externa, terás situações a ocorrerem que te desagradarão porque é nessa frequência de vibração que estás sintonizado.

Tudo é energia, facto, para os mais céticos, que está cientificamente comprovado e como tal estando ciente disso podes escolher elevar o teu nível de frequência de vibração e fazes isso estando presente no agora, vivendo a realidade como ela é e não como achas que deveria de ser.

Estando presente para o que é, como é, deixas de criar obstáculos que toldem a tua consciência da tua ligação ao todo. Pois nenhum de nós existe separado da realidade, a vida que somos existe não por oposição à realidade, mas sim em conexão com essa realidade e tudo o que dela faz parte, independentemente de o julgarmos como bom ou mau.

A rejeição daquilo que é resulta numa guerra que está perdida à partida, pois não podes rejeitar partes tuas, não podes deixar de ser o que és. Quanto mais integrares as partes do todo que te constituem mais ciente da perfeição da tua essência estás e mais em paz estás, porque essa paz existe em ti agora, neste momento e não necessitas de fazer nenhuma prova de merecimento para acederes a essa paz.

A verdadeira sensação de paz é passível de ser encontrada, sentida em qualquer lugar, em qualquer momento, mesmo no meio do turbilhão do dia-a-dia, em especial neste, porque estar no topo de uma montanha, ou numa qualquer caverna isolada é mais "fácil" encontrar essa paz, sendo que esse fácil é resultado duma perceção nossa, de uma ideia ilusória que é necessário uma certo isolamento da realidade para se sentir em paz.

No entanto é de igual facilidade possível encontrar a desejada paz no meio do caos, no meio da confusão da agitação humana.

A paz resulta da conexão à essência e como de facto não podes deixar de estar conectado à essência, porque és essa essência então a paz existe em ti, a paz és tu. A falta de paz, ou melhor dito a ilusão de falta, é resultado dessa guerra de rejeição a partes de ti, partes da tua realidade. 

A forma de lidar com essa guerra passa primeiro por reconhecer que ela existe, observe aquilo que não gosta na sua realidade, aquilo que rejeita, seja em si e naqueles que a rodeiam. Isso servirá de indicador para o seu lado sombra. De seguida fique ciente das sensações que essas rejeições produzem em si e o modo como normalmente lida com elas.

Depois resta-lhe mudar o que pode mudar e que é o modo como lida com essas situações, que tipo de ações toma face a essas situações, as ações internas e externas também. 

A solução que procura passa por amar em pleno aquilo que é, seja o que for, simplesmente ame, deixe que o amor que brota em si "limpe" o seu caminho e deixe que a essência do que é lhe mostre o caminho, deixe-se ir, entre em fluxo com a vida e verá como tudo fica mais simples.

quarta-feira, 28 de junho de 2017

It is okay to be you




As human beings we are constantly struggling with what is, we are not satisfied with who we are and with what we have and we are always trying to achieve more and more. We are trying to fit in a idea of what we are supposed to do in life, that we have a path to walk in order to be worthy, in order to be as the image been graved in us of how it is supposed to live this human life.

You can do that if it seems right to you, if its useful to you, but if you are searching for something more, if you feel that you are more than you think to be right now, if you believe that there is more in human life than what you've been told and educated for. Then it means that you are ready to awake-up, you are ready to start remembering your true essence.

You are perfect as you are right now, not somewhere in the future but in this moment now. This you is not the you you grow up believing to be, it is the essence of your true nature. It is one with all existence, it exists no separation within it, nothing exists out of it. 

In essence all humans abide as one, not as parts of some greater being, but as one. 

This human experience is a limited point of view of consciousness, it is as it is supposed to be and as that it is perfect. You are perfect as you are, even within this limited awareness of your essence with all is perfections and imperfections. 

Knowing this will not change your human reality dramatically, it could, but it will allow you to seize more each moment of it because time is just a human condition, it is a mechanism that guides you within the illusion of separation, allowing you to experience a wide range of situations with all its sensations, be it judged as good or bad.

In essence there is only the now, this ever present moment that is all and whole. In essence there is no good or bad, there is no us and them, all is included. This recognition sets you free, in fact just remembers you that you are free, you never seized to be free.

It is okay to be you, within your essence the personality you are attached to, be it the mind and body that you carry, in essence it is embraced, it is included fully. This personality is the ego, a collection of stories since you where born as human. The ego is not your enemy unless you limit yourself to it, unless you are fully attached to it and will fight in order to preserve it against all threats.

Simply start to accept your ego, your personality as it is, knowing that you are much more than it. Within love deal with it, embrace it and set it free to enjoy this human experience by loving all other humans too. 

Allow yourself to be happy as well as to be unhappy when those moments presents to you. Allow yourself to feel sad, as to feel joy. Do not reject nothing that life gives to you. If it happens it is okay, it is supposed to happen and you are ready to deal with it, otherwise it would not occur. In that lies your peace of mind.
  

segunda-feira, 19 de junho de 2017

Porquê eu? Porquê eu?



Esta questão surge de imediato quando algo de menos bom ocorre na nossa vida, esta dúvida assalta-nos a atenção e isso é assim porque de facto não possuímos a visão do todo. Quando as coisas acontecem vemos-nos imersos no que acontece e se isso é algo que nos dói, algo que nos leva a alimentar o sofrimento então mais aprisionados nessa dúvida ficamos.

O que quer que ocorra na nossa vida não é por acaso e por muito doloroso que seja, tem um propósito, é algo que nos leva a elevar o nosso nível de consciência. Por isso quando a dor surge podemos escolher criar estórias em torno dessa dor e desse modo estamos a criar e alimentar o sofrimento.

Sofrimento esse que pode perdurar muito para lá dos acontecimentos que lhe deram origem. E é este sofrimento que mais pode condicionar a tua realidade. A dor é real, já o sofrimento é opcional. O sofrimento é uma escolha tua, uma decisão que pode surgir apenas da tua ação, da interpretação que fazes da dor que sentiste.

Podes não ter essa consciência que o sofrimento resulta de uma escolha tua através das estórias que crias, mas agora essa informação está a chegar a ti e isso significa que este é o momento certo para que a recebas e possas processar e aplicar na tua realidade.

Então que uso podes dar a essa informação?

O primeiro uso é que existe uma separação entre o que é a dor e o sofrimento que associas a essa dor.

O segundo uso é que podes aprender com a dor, esta comunica contigo, quando surge resulta de algo que requer a tua atenção e que de alguma forma negligenciaste, pois a vida vai nos dando sinais sobre as experiências que vamos tendo e o que delas deveremos aprender, quando isso de alguma forma não acontece, ou seja, quando não aprendemos o que devemos aprender, então a vida requer a nossa atenção de forma mais intensa.

O terceiro tem a ver com o facto já referido de que o sofrimento é opcional, e como tal podes escolher deixar de sofrer. Fazes isso deixando de criar estórias em torno da dor, da sua origem e significados. Quanto mais estórias crias mais esse sofrimento encontra alimento e podendo mesmo controlar a tua vida por completo levando em casos extremos à decisão de por um termo à mesma.

O quarto uso da informação de que o sofrimento é uma escolha tua é de que de igual modo podes escolher deixar de sofrer, tu tens esse poder, tens essa capacidade. No imediato se o sofrimento que sentes é elevado, quase demasiado do teu ponto de vista, pode-te parecer difícil que consigas dar-lhe um fim, mas é possível ainda que seja mais lento para uns do que para outros, é possível desde que tomes essa decisão e persistas nisso.

A questão do "porquê eu" é um sinal desse alimentar do sofrimento, é uma escolha de vitimização, como se fosses mais ou menos merecedor de passar por tal situação e no entanto o que releva mais não é o merecimento ou não e sim o facto de que foi o que aconteceu na tua realidade. Logo se aconteceu é suposto que acontecesse, de nada serve tentar negar, tentar fazer de conta que não existe ou lamentar que exista.

A realidade tem sempre razão e de nada serve ir contra aquilo que é, pois nessa guerra iremos perder cem por cento das vezes. A solução passa então pela aceitação da realidade tal como ela é e essa aceitação significa reconhecimento daquilo que é e não resignação. Aceitando o que é, aprendendo com isso e continuando a agir em consciência, alinhados com a essência e tudo estará bem, em essência tudo continua sendo perfeito como é.

terça-feira, 13 de junho de 2017

Menos expectativas, mais ciente de ser feliz




Os seres humanos em geral desejam ser felizes, é algo que todos almejam e no entanto poucos são os que tem consciência do quão feliz já são de verdade. Poucos são os que são cientes de que tudo aquilo que desejam e procuram na verdade já existe a partir do ponto de onde procuram, ou seja, já existe em si.

A felicidade é parte da nossa essência e ela é inalienável, por muito que tentes, não podes deixar de ser aquilo que és e aquilo que és, a essência do que és não pode ser diminuído, não te pode ser retirado. Logo na verdade aquilo que te é pedido é que te relembres quem és de verdade.

Que relembres a essência do que és e isso surge através da dualidade humana, através das experiências que a vida te vai colocando por forma a que despertes do teu torpor, que desligues o piloto automático e estejas presente para a perfeição da tua essência.

A vida é simples já aquilo que pensas sobre a vida é complexo e complicativo. 

A vida que és é muito maior do que crês ser, crês ser essa personalidade vivendo uma vida e que é confinada num corpo e no entanto aquilo que és vai muito além disso, tudo és parte do todo e essa parte que crês ser contém o todo, é tudo a mesma essência.

Acredites nisso ou não, isso não é necessário a que possas desfrutar melhor da tua vida. Para melhorar a tua relação com a vida, com a tua realidade, aquilo que te é suficiente é abraçar a vida tal como ela é, simplesmente tal como ela é.

E fazes isso começando por te libertar das expectativas, pois são estas que limitam a tua vida. As expectativas são as tuas ideias sobre o que é suposto acontecer, sobre como deveriam ser as coisas na tua vida. As expectativas são estórias sobre como se deveriam comportar as pessoas na tua realidade, sobre que acontecimentos desejas e esperas que ocorram.

As expectativas são limitantes porque enquanto te agarras a elas estás a escolher deixar de lado todas as outras possibilidades que a vida te dá e essas possibilidades só poderão surgir na tua realidade se estiveres recetivo a que aconteçam, se libertares a tua atenção para que possam ganhar "vida" na tua realidade.

A vida é feita de possibilidades infinitas e todas elas existem em ti em potência e a tua atenção ao presente, a tua presença aberta no agora permite-te desfrutar em pleno da perfeição da vida tal como ela é. 

E isso não significa que do ponto de vista do ser que também és nesta experiência humana, só vivas experiência que julgues como boas, como agradáveis e andes em permanente euforia porque para a essência do que és essas experiência são tão relevantes como as que julgas como más, como geradoras de dor e sofrimento.

O que as diferencia é a tua aceitação ou não aceitação das mesmas, és tu quem as julga como dignas de ser vividas ou não e dai resulta frustração, se te permitires aceitar a vida como ela é, independentemente do que julgues, verás como tudo fica mais simples para ti porque de verdade sempre foi simples, apenas tu podes complicar a tua realidade, mais ninguém o faz por ti, outros que aparentam complicar a tua vida são apenas um reflexo do que emana de ti, são atores da tua encenação.

Permitindo-te deixar partir as expectativas ficas ciente da perfeição daquilo que é, daquilo que és, da vida que és e que existe em ligação ao todo, nada existe fora de ti, separado de ti e nisso reside a felicidade, essa ideia de felicidade humana.

segunda-feira, 5 de junho de 2017

Amar a vida, amar as pessoas




A vida que te constitui existe para ser amada, pois ela própria é amor, puro amor e tudo existe nela, existe nesse espaço ilimitado de consciência. Enquanto humanos não temos a capacidade de ter a consciência do todo e por isso cremos na ilusão de existirmos separados de tudo o resto que nos rodeia. Cremos que existe um "eu e os outros" e dai resulta a maior parte dos mal entendidos e "guerras" que enfrentamos ao longo da nossa experiência humana.

E assim sendo não tem mal nenhum porque para a essência do que somos é indiferente, já que nada a pode beliscar, nada a pode delimitar ou diminuir.

Todas as experiências que vives na tua realidade humana resultam nos julgamentos que fazes sobre as mesmas. É o teu julgamento que as faz serem positivas ou não para ti. As coisas que acontecem são neutras por si só, é a forma como as interpretas que as fará serem mais ou menos aceitáveis para ti e no entanto todas elas tem o mesmo valor para a tua essência.

Estes conceitos são também meras ideias para aquilo que és em essência, pois tudo é aceite pela tua essência, nada é rejeitado, tudo é parte dessa perfeita engrenagem que é a existência. Enquanto humano podes ir elevando o teu nível de consciência e ficar mais alerta para a essência do que és e isso é um processo de aprendizagem que cada ser humano fará ao ritmo que for estando preparado para lidar.

Nada ocorre na tua realidade que não tenhas os recursos para lidar, sejam internos, sejam externos e na medida que fores elevando o teu nível de consciência percebes que o que antes parecia insolúvel afinal é simples. Aquilo que o complicava era o que julgavas que era e não o que era de verdade.

A vida é simples e flui naturalmente sem esforço algum e tu és vida.

Já o pensamento é complexo, o pensamento é limitativo e tende a excluir. Quanto mais agarrado, quanto mais identificado com o pensamento estás mais complicada ter parecerá a vida.

Significa isto que ao elevar o teu nível de consciência deixas de ter problemas, deixas de sentir tristezas?

Não, porque sejam os problemas, sejam as tristezas, são estórias tuas criadas em torno do que acontece e enquanto humano és um criador de estórias e é suposto que assim seja, elas servem para criar contrastes que te desafiam, que te levam a questionar e a experienciar um leque alargado de sensações, de emoções que são pura energia.

Tomando consciência da energia em que vibras podes ir elevando a frequência dessa energia e novas sensações te são presenteadas para experienciar e estas poderão ser julgadas como boas e menos boas nalguns casos, sendo que passe o que passe nada afecta a essência do que és. E isso significa liberdade para Ser, para viver em pleno a vida que és em conexão com o todo.

A solução passe sempre por amar aquilo que é, seja em que forma surja na tua vida, quando amas simplesmente verificas que tudo é muito mais simples do que aparenta à primeira. Quando te permitires amar todas as pessoas que fazem parte da tua realidade descobres o verdadeiro significado de ser livre.

São as pessoas que mais mexem contigo, aquelas que tendes a não gostar e nalguns casos a "odiar", que mais te podem ensinar, mais te podem ajudar a despertar e relembrar aquilo que és de verdade e isso é puro amor.

Ama todas as pessoas agindo de acordo com a tua intuição e tudo encontra o seu lugar.

segunda-feira, 22 de maio de 2017

Tratar da dor



A vida existe para ser vivida por inteiro e não apenas pedaços da mesma e com isto refiro-me ao facto de que normalmente o ser humano procura viver apenas aquilo que julga como bom, aquilo que julga que lhe traz felicidade e tenta evitar ao máximo viver aquilo que julga como mau, que julga como gerador de infelicidade e dor. 

É normal que assim seja, no entanto o que ocorre com frequência é que na procura incessante de evitar sentir e viver o que há para viver em cada momento, tal como ele se apresenta, leva a um desperdício de energia tremendo e ao ignorar dos sinais que a vida te vai dando e que te podem orientar ao encontro do melhor de ti, do melhor para ti e que normalmente tende a ser diferente daquilo que julgas ser o melhor para ti.

A realidade humana é dual, é feita de contrastes e assim sendo é perfeito, não porque eu o diga e sim porque é aquilo que é.

É porque vives o que consideras como mau que te permite desfrutar mais do que consideras como bom. Para aquilo que és em essência é indiferente uma situação ou outra, todas elas são valoradas de igual modo, todas elas acontecem em ti e não a ti.

Convém realçar que a evolução da sociedade vai ditando os parâmetros do que é suposto ser vivido por cada um, ou seja, o ideal de felicidade é uma construção humana que foi evoluindo ao longo dos séculos à medida que o nível de consciência humana foi evoluindo também. 

Hoje os ditames ocidentais de felicidade estão baseados muito nos bens materiais e nas sensações de bem estar a eles associados, assim como uma sociedade onde a dor é de se evitar e/ou eliminar o mais rápido possível, sem lhe dar espaço de expressão na nossa realidade. 

Porque a dor quando surge ela não é mais do que um reflexo de um diálogo interno, uma chamada de atenção para um estado de adormecimento e desconexão ao que é essencial, ao que reside em ti. A dor é tua amiga, ela só quer o teu bem. Pode não parecer isso porque não comunicas com ela, a dor é tão importante para ti como o prazer, uma e outra caminham lado a lado.

Como lidar com a dor então?

Quando ela surge permite-lhe espaço na tua atenção, procura saber o que ela te quer comunicar. Deixando que ela te mostre o que tiver de mostrar, que te indique o caminho e fazendo isso verás que tal como surge, a dor parte sem deixar rasto.

A dor é uma oportunidade de te conheceres melhor, de elevares o teu nível de consciência e despertares para a realidade tal como ela é e não apenas aquela que a tua perceção ilusória da mesma te faz crer ser.

A dor é uma chamada de atenção da vida para que te foques mais no que és de verdade e isso, a verdade do que és, transcende os limites do corpo e mente que crês ser. A tua essência não conhece limites, ela é intemporal e nada a pode descrever na sua plenitude, as palavras servem apenas para apontar na sua direção.

Dor e prazer são meros reflexos que surgem momentaneamente na essência e que não a podem beliscar o que quer que seja.

Por isso desfruta da dor quando ela surge, não cries estórias em torno dela, isso resulta no que consideras o sofrimento e verás que tal como o prazer, a dor ou qualquer outra sensação que surja na tua realidade estão aí para te servir, para que olhes para dentro e relembres quem és de verdade.

Abraça a realidade como ela é, seja isso o que for em cada momento. Faz isso com desapego e terás encontrado o estado de iluminação que tantos mestres tem falado ao longo dos tempos.


segunda-feira, 15 de maio de 2017

Insatisfação contigo própria



Tu e apenas tu és o teu pior inimigo. Exiges demasiado de ti e depois verás refletir-se na tua realidade essa exigência daí resultando apenas insatisfação. Tudo isso é fruto da descrença nas tuas capacidades, naquilo que pensas que és, naquilo que julgas que te falta por comparação aos outros.

Nenhum ser humano é perfeito, nenhum ser humano é plenamente satisfeito com o que é e aquilo que possuí e na realidade o objetivo não é que o seja. Alguma insatisfação é positivo na realidade humana, pode ser o motor para a tua evolução, para que tenhas mais e melhores experiências que te enriqueçam muito para lá dos bens materiais.

A questão da insatisfação só se torna relevante quando te impede de ser quem és, quando te leva à inação e falta de crença em ti e nas tuas capacidades.

Tu és muito mais capaz do pensas ser, tens muito mais recursos do que crês ter. 

No entanto alimentas os medos de ser insuficiente, de não ser boa o suficiente, de não ser bonita o suficiente. Alimentas o medo do que os outros possam pensar de ti, o medo de cair no ridículo e por isso preferes resguardar-te, ficar recatada sem dar nas vista porque assim acreditas que nenhum mal te acontecerá.

E como "animal" de hábitos que o ser humano é, vais criando hábitos que alimentam esses medos, que alimentam a insatisfação contigo mesma, deixas de arriscar procurando expor-te o menos possível crendo assim que não sofrerás, que passarás despercebida e que tal vez num golpe de sorte tudo corra bem e possas ser feliz.

Tu podes mais, tu podes escolher que seja diferente, pois os medos são histórias que te contas a ti própria e como criadora das mesmas procuras e encontras provas que consubstanciam essas histórias e que servem de desculpa para não arriscares, para que te acomodes e deixes o tempo passar desejando que as coisas possam magicamente mudar por si próprias sem que tenhas de fazer nada por isso.

Podes escolher criar hábitos que te apoiem positivamente, que te façam ir mais além usando os recursos que já existem em ti. Aquilo que és neste momento é o suficiente para obteres as mudanças que desejas, para que possas ver a vida de outro modo. 

Hábitos como procurar ser mais grata com aquilo que és e isso começa por coisas tão simples como o simples facto de que estás viva, tu és vida e isso é extremamente precioso e no entanto damos isso por adquirido como se tivesse pouca importância. Ser grata pelo sol que brilha, pela chuva que cai, pelo sorriso de um estranho, pela possibilidade de estar consciente da vida que te rodeia.

Criar o hábito de te amares como és e isso inclui todos os defeitos que na verdade são mais feitio. Alimentando o amor-próprio tudo parece ficar mais leve, tudo se simplifica para ti ainda que nada mude de verdade. Pois a principal mudança é a perceção que tens ada realidade e daquilo que nela ocorre.

Mudando a forma como olhas para a realidade a realidade muda para ti e essa mudança depende apenas de ti e pode acontecer quando escolheres que aconteça. Escolhe que seja agora, escolhe deixar que o amor te deixe olhar de novo para ti e o que te rodeia.

A insatisfação não é mais do que um sinal de que não tens amado o suficiente aquilo que és, que tens estado desatenta ao que és de verdade e demasiado voltada para fora de ti quando é dentro que irás descobrir tudo o que acreditavas que te faltava. 

Usa essa insatisfação como indicador de que é chegada a hora de olhares para ti com outros olhos, com os olhos do coração, com amor e fazendo isso, praticando isso porque sim poderá ser complicado fazê-lo de imediato, mas com a prática, com insistência verás os frutos disso mesmo. Faz disso um hábito e verás como muda a tua realidade. Aceitas o desafio?

segunda-feira, 8 de maio de 2017

Mudando os teus hábitos mudas a tua realidade






O ser humano é um "animal" de hábitos, todos sem exeção criam rotinas que vão repetindo incessantemente e de forma automática, nomeadamente as horas de deitar e levantar, os trajetos de casa trabalho/trabalho casa, os locais que costuma frequentar, as companhias que entretém, etc.

E ter hábitos não é mau por si só, nem é bom por si só, aquilo que importa de verdade é aquilo que sentes relativamente a esses hábitos, é aquilo que pensas sobre eles e de que forma permites que te afecte o teu presente. O que ocorre na maioria das vezes é que estás de tal forma embrenhada nesses hábitos que vives em piloto automático.

Se desejas mudanças na tua vida elas ocorrerão através da mudança dos teus hábitos.

O primeiro passo resulta da tomada de consciência dessa insatisfação, dessa vontade de mudar e procurar ver de que forma ela se manifesta em ti, que sensações surgem, que tipo de pensamentos estão associados a essa vontade de mudar. Estando consciente do modo como isso se manifesta em ti, do modo como te impacta poderás depois saber que tipo de hábitos não te servem mais.

Os hábitos servem enquanto te são úteis, enquanto te permitem desfrutar da tua realidade, enquanto te permitem sentir essa sensação de vida que és. Tu estás viva, tu és vida, se estiveres adormecida deixas de reparar na beleza daquilo que és de verdade e que é muito mais que apenas a beleza física.

O segundo passo para que implementes as mudanças que desejas passa por deixar de querer mudar tudo de uma vez e rapidamente. 

Pois essa vontade de mudar tudo o que julgas estar mal de uma vez irá gerar frustração quando não o consigas como será o mais "normal" ocorrer. Por isso opta por pequenas mudanças e sê persistente nessas pequenas mudanças, por exemplo se gostarias de meditar e achas que não tens tempo começa por apenas um minuto, de certo encontrarás um momento do teu dia em que possas dispensar um minuto, seja de manhã ao acordar, seja numa pausa ao longo do dia ou antes de ir dormir.

Sendo persistente nesse minuto e à medida que o vais praticando poderás ir aumentando a sua duração desde que te seja confortável fazê-lo e desse modo estarás a criar um novo hábito na tua realidade que te trará imensos benefícios, maior presença na tua vida e mais consciência do que és de verdade.

E quem diz meditar diz por exemplo ver menos televisão, diz caminhar ao ar-livre, diz começar aquela dieta saudável que tanto desejas e que tens adiado por falta de "tempo".

A chave para te ajudar a fazer com que isso funcione de verdade é tornar essas mudanças algo divertido para ti e não algo que faças forçadamente. 

Começa como uma experiência que poderás por fim a qualquer momento pois como decides mudar podes decidir voltar aos "velhos" hábitos, só na verdade isso não irá ocorrer porque verás os resultados dos novos hábitos a acontecerem e o quanto isso te faz sentir bem melhor contigo mesma.

Porque é disso que se trata, sentires-te
melhor contigo mesma pois a tua essência já é perfeita tal como é e o que te impede de ver isso neste momento, se for esse o teu caso, é aquilo que pensas sobre isso.

São os teus pensamentos, os teus julgamentos sobre ti e a tua realidade que te fazem sentir desconfortável, desagradada com essa mesma realidade e não a realidade por si só. Esta mudança de hábitos são uma ferramenta para ficar mais consciente desses mesmos julgamentos, de te focares em novos pensamentos e desse modo dar-lhes permissão para se manifestem na tua realidade.

Aquilo em que te focas torna-se real para ti, projeta-se na tua realidade e terás sempre provas que confirmem os teus julgamentos precisamente porque se criaram primeiro em ti e depois nota-se fora.
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