terça-feira, 11 de setembro de 2012

Não fazer nada


Para muitas pessoas não fazer nada é passar o dia em casa deitado no sofá a ver televisão, ou a ler um livro, ou sentado numa esplanada, etc; na verdade isto por si só é uma atividade. Não fazer nada é muito difícil para a maioria das pessoas e porquê que é tão difícil?

Porque ao não fazer nada a pessoa terá de ir ao encontro de si mesma, ficar a sós com os seus pensamentos é algo que é insuportável para a quase totalidade das pessoas, elas precisam de estar constantemente distraídas de si mesmas, alienadas que estão habituadas a estar, pois enquanto veem televisão ou leem um livro, estão num estado hipnótico que as afasta delas mesmas.

Ainda que o façam por vezes para se afastarem da "realidade", ou seja, o seu dia-a-dia, as suas rotinas normais de casa-trabalho, trabalho-casa, elas trocam essa "realidade" por uma outra de igual semelhança ilusória.

Porque se se permitir não fazer nada e entrar em contacto consigo próprio, inicialmente com os seus pensamentos, que para muitos definem quem são, mas que na verdade apenas ocorrem no espaço de consciência que é. Para ter essa consciência de que os pensamentos não o definem, primeiro tem que ir dentro de si e começar a observar os pensamentos e depois o espaço entre os pensamentos e na medida em que se foca nesse espaço a sua consciência vai-se ampliando.

Isso requer prática e persistência, para alguns será mais fácil, mas os resultados são garantidos, pois não pode alterar aquilo que é a nossa essência e que é una.

É o contacto com a nossa essência que verdadeiramente assusta as pessoas, este olhar para dentro e relembrar quem somos de facto, é o brilho do nosso amor que evitamos olhar com medo de cegarmos à sua visão. É dessa forma que o ego nos mantém acurralados a esta ideia de limitação representada por um corpo.

E conhecendo, ou melhor, relembrando quem somos veremos que nada precisamos de fazer de verdade, pois somos perfeitos assim como somos e aquilo que é perfeito não pode ser melhorado, é imutável, apenas pode ser expandido através da partilha.

Basta-nos Ser e ai somos tudo.

Dai que enquanto humanos, vibrando em frequências energéticas mais baixas, o caminho que podemos encetar para regressar à nossa essência, passa por desligar o complicómetro, deixar partir essa ideia de que precisamos de fazer muitas coisas para sermos alguém, para podermos evoluir e atingir a iluminação.

E quanto mais simplificamos o nosso existir humano e confiarmos na nossa essência, fazendo nada, aquilo que é revela-se na sua perfeição e seremos guiados ao melhor de nós em cada momento.



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