segunda-feira, 9 de abril de 2012

Quando menos é mais


A sociedade atual vive do movimento onde só quem parece que está a fazer muito é que parece querer chegar a algum lado,parece ter um objetivo definido.As pessoas tentam fazer várias coisas ao mesmo tempo e estar atentas a várias coisas ao mesmo tempo.Sem no entanto estar verdadeiramente presentes em nenhuma delas.

Numa época em que cada vez mais existem diferentes formas de estar conectados uns com os outros e em que podemos estar conectados com milhões de pessoas,estejam elas onde estiverem.A verdade é que existem cada vez mais pessoas desligadas das suas vidas vivendo em ilusões que não a sua vida.

As pessoas são ensinadas que ter sucesso é possuir cada vez mais bens materiais,ter status social ganhando muito dinheiro e exibindo-o perante os outros.São ensinados a fazer sacrifícios hoje para amanhã poderem desfrutar do que foram acumulando.

É nos ensinado que o mundo é uma selva, onde é cada um por si, que se não aproveitarmos outros virão que o farão por nós.Pois não há o suficiente para todos,logo só os mais fortes sobrevivem, tentando acumular o mais possível.Vivendo numa ditadura do dinheiro,fazendo deste o objetivo último e não como apenas uma meio para outros fins.

Tudo isso resulta de uma desconexão do Ser, resulta de uma ideia limitada sobre quem somos de facto, tidos como apenas um corpo que é controlado por uma mente egóica, e que é incompleto e que tem de procurar fora de si encontrar aquilo que o venha a completar,seja a que custo for.

No entanto, para encontrar a nossa verdadeira essência precisamos de fazer menos.muito menos do que temos feito até aqui. E iremos obter mais,muito mais e este obter mais não tem a ver com bens materiais,mas sim com a plenitude do Ser,com a consciência plena ao amor que somos,à paz e alegria que existe em nós numa quantidade ilimitada.

Perceber que somos todos um,que estamos todos conectados e que no universo existe uma abundância ilimitada,que não é necessário que os outros tenham menos e que sofram para que nós possamos ter mais e ser felizes.Pelo contrário é através da partilha que testemunhamos que de facto possuímos muito,pois só pode partilhar quem tem para partilhar.
E aqui refiro-me ao amor incondicional, à consciência que somos perfeitos tal como a vida é perfeita e que fazendo menos do que aquilo que achamos que temos de fazer,permitimos que a vida se manifeste em nós e nos indique o caminho que devemos trilhar para despertarmos da ilusão de separação e escassez.

Isto não significa a inação,o ficar em casa de braços cruzados esperando que a vida nos traga tudo,não, o que isto significa é que precisamos apenas de estar presentes, com atenção plena, em cada momento da nossa vida para estarmos atentos aos sinais que a vida nos dá para fazermos as escolhas certas, enquanto continuamos a viver esta nossa experiência humana.


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